sábado, 28 de julho de 2007

GRÊMIO 1x1 ATLÉTICO-PR - Brasileirão 2007, Estádio Olímpico, 28.07.2007, 18h10min

GOIÁS 0x0 GRÊMIO - 12.ª rodada, 19.07.2007, 20h30min, Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)

Na véspera do jogo estava na Puc, à noite, quando fui avisado de uma verdadeira catástrofe: um avião, que partiu de Porto Alegre com mais de 180 pessoas, pousou na pista do aeroporto de Congonhas em São Paulo mas não conseguiu parar e bateu num prédio e num posto de gasolina. Dentre as vítimas, um deputado federal (J. Redecker) e um ex-presidente do Inter (P.R. Amorety). Quando cheguei em casa fiquei sabendo que por pouco o Grêmio não tomou esse vôo para se dirigir a Goiânia para o jogo da 12.ª rodada do Brasileirão 2007; aparentemente, os dirigentes e o técnico resolveram mudar o vôo, e optaram por um outro que evitaria atrasos que tem sido a tônica nos aeroportos paulistas, notadamente.

Para esse jogo no Serra Dourada, esperava um vareio do Goiás, pois é o que invariavelmente ocorre (os placares vão de 6x0 a 4x0). Mas o time de Mano conseguiu um ponto fora de casa, sendo que poderia muito bem ter vencido o jogo não fosse a já tradicional inoperância do ataque gremista; Everton já demonstrou que, nas condições atuais, não tem futebol para ser titular, e Carlos Eduardo ainda está em fase de readaptação após um período infrutífero na Seleção sub-20. Diego Souza não está mais decidindo as partidas. Tcheco voltou após longo afastamento, mas mostrou lentidão e muitos erros de passe (mais ou menos como estava antes de sair do time para tratamento de lesão). Com a saída de Lúcio, Mano acabou promovendo a entrada do recém-promovido Anderson Pico; pois o cara foi muito bem e deu boa resposta na estréia. O melhor do time, no entanto, foi o zagueiro Schiavi, que tirou todas e ainda foi tentar o cabeceio nas cobranças de falta e de escanteio perto da área do Goiás. Mano foi expulso no primeiro quarto de jogo, ao reclamar de um pênalti não assinalado em Schiavi. No final do 2.º tempo, Kelly cruzou e Douglas marcou de cabeça, mas o bandeirinha assinalou que a bola já havia saído pela linha de fundo quando Kelly centrou para a área. Diz-se que os dois lances foram falha da arbitragem.

Seja como for, não foi dessa vez que o Grêmio ingressou na zona da Libertadores.

Ainda antes do jogo, falou-se que o Grêmio acertou a contratação do atacante Marcel, que eu não conheço, ex-São Paulo.

GOIÁS: Harlei; Leonardo, Paulo Henrique e Amaral; Paulo Baier (Vítor), Fábio Bahia, Élson (Fernando Miguel), Felipe e Diego; Fabrício Carvalho (Fabiano Oliveira) e Welliton. Técnico: Paulo Bonamigo.

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, William e Thiego; Edmilson, Diego Souza, Anderson Pico e Tcheco (Adilson); Carlos Eduardo (Kelly) e Everton (Douglas). Técnico: Mano Menezes.

Arbitragem: Wilson Souza de Mendonça (Fifa), auxiliado por Alcides Augusto de Lira Júnior e Jossemmar José Diniz Moutinho (trio de PE)
Cartões Amarelos: Fabrício Carvalho (GOI); Edmilson e Diego Souza (GRE)
Cartão Vermelho: Vítor (GOI).

GRÊMIO 1x0 FLAMENGO - 13.ª rodada - 22.07.2007, 16h, Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)

Mais um evento trágico antecedeu jogo do Grêmio: na sexta-feira, parte do Shopping Total incendiou no final da noite. No fim-de-semana fez muito frio, e no dia do jogo chouveu até o início da tarde. Acabamos não indo ao Estádio, mas vimos pela TV o Grêmio vencer pelo placar mínimo graças a um bisonho gol contra do zagueiro Irineu do Flamengo. O jogo marcou a volta de Tuta, que conseguiu uns 2 arremates sem força - produziu mais que o Everton em uns quantos jogos. O jogo foi bem ruim, e o Flamengo não jogou nada, sobretudo após a expulsão do atacante Souza por agressão a Tcheco.

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, William e Thiego (Itaqui); Ramon (Adílson), Gavilán, Tcheco e Anderson Pico (Kelly); Tuta e Carlos Eduardo. Técnico: Mano Menezes.

FLAMENGO: Bruno; Thiago (Moisés), Irineu (Obina) e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Jailton, Cristian, Léo Medeiros, Renato Augusto e Juan (Leonardo); Souza. Técnico: Ney Franco

Arbitragem: Elvecio Zequetto, auxiliado por Paulo César de Freitas e Adnilson Pinheiro (trio do MS)
Cartões amarelos: Tcheco, Schiavi, Itaqui, Gavilán e Tuta (Grêmio); Irineu e Tiago (Flamengo)
Cartão vermelho: Souza (Flamengo)
Público: 13.486
Renda: R$ 282.315,00
Gol: Irineu (contra) a favor do Grêmio

NÁUTICO 0x2 GRÊMIO - 14.ª rodada - 25.07.2007, 20h30min, Estádio dos Aflitos, em Recife (PE).

Os pernambucanos encararam o jogo contra o Grêmio como uma revanche da batalha dos Aflitos de 2005. Mas a comparação é indevida, pois se ganhassem, teriam vencido apenas uma das tantas partidas do Brasileirão 2007, e não um título (bem ou mal, título é título) com 7 jogadores em campo. Seja como for, o público lotou o estádio e o Náutico exerceu forte pressão nos primeiros 20 min. O time de Mano já enfrentou situações bem piores contra times muito melhores, então a tarefa de segurar o resultado foi tranqüila. Saja trabalhou bastante o jogo todo, mas os ataques do Náutico foram inofensivos. Assim, Tuta conseguiu se superar e marcar um gol após longo período de seca. No final do 2.º tempo, Carlos Eduardo selou a vitória com um belo gol dentro da grande área.

NÁUTICO: Eduardo; Toninho, Onildo, (Felipe, 10'/2º) e Breno; Sidny, Júlio César, (Marcelinho, 34'/2º), Elicarlos, Acosta, Daniel Paulista e Tales (Daniel Sobralense, 34'/1º); Ferreira. Técnico: Roberto Fernandes.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Thiego e Itaqui (Leonardo, 12'/2º); Gavilán, Adilson, (Edmilson, 32'/2º), Diego Souza e Tcheco; Carlos Eduardo (Kelly, 39'/2º) e Tuta. Técnico: Mano Menezes.

Gols: Tuta, aos 30min, no primeiro tempo. Carlos Eduardo, aos 37min, no segundo.
Cartões amarelos: Toninho, Tales, Acosta, Daniel Sobralense (N), Gavilán, Adilson e Edmilson (G).
Arbitragem: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP), Walter José dos Reis (Fifa-SP) e Marinaldo Silvério (SP)


GRÊMIO 1x1 ATLÉTICO-PR - 15.ª rodada - 28.07.2007

No último fim-de-semana do Pan 2007 (no Rio), fazia 10ºC pouco antes do jogo. No Estádio, a temperatura era de 6ºC. Bem agasalhados, fomos ao Olímpico da melhor maneira possível: sem trânsito, sem fila para entrar, e sem stress para achar um bom lugar.

O Grêmio iniciou jogando muito bem, lançando-se com facilidade ao ataque, mas perdendo várias chances de gol. O Atlético-PR, do Conrado (que disse que iria ao jogo na torcida paranaense) e do folclórico Antonio Lopes, mostrou ter um bom time, que tinha iniciativa para não ficar só se defendendo.

O goleiro do Atlético chegou a salvar uma bola em cima da linha - o gol estava próximo. Aos 46min, cobrança de escanteio lá do outro lado, ninguém marcou Tcheco, e o camisa 10 apareceu no meio da pequena área para fazer o gol gremista.

Gol do Tcheco


Antônio Lopes promoveu alterações no seu time, ainda no 1.º tempo, devido a lesões de seus jogadores, e o time acabou melhorando. No 2.º tempo só deu Atlético. Mano não conseguiu fazer o time jogar, e repetindo o jogo contra o Palmeiras, retirou Gavilán (para não ser expulso) e fez entrar Edmílson. Nem bem o cara entrou em campo e o Atlético fez o gol de empate do mesmo jeito que o Grêmio havia feito o seu.

Os gremistas ainda tentaram fazer uma pressão pelo gol da vitória até o final, mas os paranaenses, mesmo com um a menos, seguraram o resultado.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Schiavi e Thiego; Gavilán (Edmílson), Itaqui (Kelly), Diego Souza e Tcheco; Carlos Eduardo e Tuta (Douglas). Técnico: Mano Menezes.

ATLÉTICO-PR: Guilherme; Nei, Danilo, Rodolfo e Edno; Alan Bahia (Pedro Oldoni), Valencia, Evandro (Claiton) e Ferreira; Dinei e Alex Mineiro (Marcelo). Técnico: Antônio Lopes

Arbitragem: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (SC), Fernando Lopes e Kleber Lúcio Gil (ambos de SC)
Cartões amarelos: Gavilán, Tcheco (G); Dinei, Claiton, Pedro Oldoni (A)
Expulsão: Clayton (A)
Gols: GRÊMIO: Tcheco, aos 46 minutos do primeiro tempo. ATLÉTICO-PR: Marcelo, aos 29 minutos do segundo tempo.

Após 15 rodadas, a classificação do Brasileirão 2007 é essa:

Equipe P V SG %

1º Botafogo (RJ) 28 8 12 66,7
2º São Paulo (SP) 28 8 9 62,2
3º Grêmio (RS) 25 7 -1 55,6
4º Vasco (RJ) 23 7 8 54,8
5º Cruzeiro (MG) 23 7 3 51,1
6º Inter (RS) 23 7 3 51,1
7º Goiás (GO) 23 7 2 51,1
8º Palmeiras (SP) 23 6 1 51,1
9º Atlético (MG) 22 6 3 48,9
10º Paraná (PR) 22 6 2 48,9
11º Fluminense (RJ) 21 5 5 50,0
12º Figueirense (SC) 19 5 -3 42,2
13º Santos (SP) 18 5 -2 40,0
14º Sport (PE) 18 5 -4 40,0
15º Atlético (PR) 18 4 2 40,0
16º Corinthians (SP) 16 3 -3 38,1
17º Juventude (RS) 15 4 -6 35,7
18º Náutico (PE) 13 3 -11 28,9
19º Flamengo (RJ) 12 2 -4 33,3
20º América (RN) 10 3 -16 22,2

sábado, 14 de julho de 2007

GRÊMIO 1x1 PALMEIRAS (Brasileirão 2007, 11.ª rodada, Estádio Olímpico, 14.07.2007, 16h)

GRÊMIO 1x0 SPORT - 3.ª rodada, 27.05.2007

Na parada no aeroporto de Guarulhos, vindo do Recife, fiquei sabendo da vitória simples, com gol contra do zagueiro pernambucano, do Grêmio sobre o Sport.

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, Pereira e Lúcio; Gavilán, Adílson (Nunes), Diego Souza e Amoroso(Everton) e Ramon (Kelly); Tuta. Técnico: Mano Menezes.

SPORT: Magrão; Osmar, Du Lopes, Durval e Bruno; Ticão (Luciano Henrique), Éverton, Fábio Gomes e Fumagalli; Welldon (Washington) e Carlinhos Bala. Técnico: Giba.

Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), 27.05.2007, domingo, 16h
Árbitro: Willian Marcelo Souza Nery (RJ), auxiliado por Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ) e Marcos Tadeu Peniche Nunes (RJ)
Cartões amarelos: Adílson e Pereira (Grêmio)
Gol: : Du Lopes, contra, aos 2 minutos do primeiro tempo.


BOTAFOGO 3x0 GRÊMIO - 4.ª rodada, 02.06.2007

Com a cabeça no 2.º jogo das semifinais da Libertadores 2007 contra o Santos, o Grêmio, com reservas, tomou um vareio do Botafogo no Maracanã em dia de muita chuva.

BOTAFOGO: Julio César (Max), Joílson, Renato Silva (Asprilla), Juninho e Luciano Almeida; Leandro Guerreiro, Túlio, Lúcio Flávio (Diguinho) e Adriano Felício; Jorge Henrique e Dodô. Técnico: Cuca.

GRÊMIO: Saja; Nunes, Schiavi, Pereira e Bruno Teles; Edmilson, Lucas (William Magrão), Diego Souza e Ramon (Everton); Amoroso e Tuta (Douglas). Técnico: Mano Menezes.

Gols: Juninho, aos 19 minutos do primeiro tempo. Luciano Almeida, aos 35, e Dodô, aos 42 do segundo. Cartões amarelos: Juninho e Asprilla (B); Diego Souza (G). Expulsão: Schiavi (G). Arbitragem: Paulo César Oliveira (Fifa-SP), auxiliado por Valter José dos reis (Fifa-SP) e Márcio Luiz Augusto (SP). Público: 12.681 (8.431 pagantes). Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). 02.06.2007 - sábado, 18h10min.


VASCO 4x0 GRÊMIO - 5.ª rodada, 09.06.2007

Sabe-se que Romário sempre faz gols nos jogos contra o Grêmio, e neste jogo o baixinho fez a festa contra os reservas tricolores ao marcar facilmente os seus gols n.º 1.001 e 1.002.

VASCO: Sílvio Luiz; Thiago Maciel, Emiliano Dudar, Jorge Luiz e Guilherme; Amaral, Roberto Lopes (Júnior), Abedi (Conca) e Renato; André Dias (Martin Garcia) e Romário. Técnico: Celso Roth.

GRÊMIO: Galatto; Jucemar, Pereira, Nunes e Bruno Telles; Edmílson, Willian Magrão (Thiego), Lucas (Itaqui) e Ramón; Amoroso e Kelly (Everton). Técnico: Mano Menezes.

São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), 09.06.2007 (Sábado), 18h10min
Arbitragem: Wilson Luís Seneme (Fifa-SP), auxiliado por Ednílson Corona (Fifa-SP) e Nilson Monção (SP)
Cartões amarelos: Amaral, Renato (Vasco) e Edmílson (Grêmio)
Gols: Romário (duas vezes), André Dias e Abedi

GRÊMIO 0x2 CRUZEIRO - 6.ª rodada, 16.06.2007

Com o foco totalmente voltado para a final da Libertadores 2007 (jogo decisivo na quarta-feira, contra o Boca Juniors no Estádio Olímipico), o Grêmio foi a campo mais uma vez com os reservas e, mais uma vez, jogou mal e perdeu (pelo menos não foi de goleada).

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Jucemar (Thiego), Schiavi, Pereira e Bruno Telles; Edmílson, Sandro Goiano (Itaqui), Lucas e Amoroso; Douglas (Ramon) e Éverton. Técnico: Mano Menezes.

CRUZEIRO: Gatti; Mariano, Thiago Heleno, Leo Fortunato e Jonathan; Renan, Charles, Leandro Domingues (Gladstone) e Ramires; Araújo (Ricardinho) e
Roni (Fellype Gabriel). Técnico: Dorival Júnior.

Gols: Charles, aos 19 minutos do primeiro tempo; Leandro Domingues, aos 27 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno Telles, Thiego, Schiavi (GRE);
Cartão vermelho: Jonathan (CRU); Thiego (GRE)
Árbitro: Cléber W. Abade (SP)
Auxiliares: Válter José dos Reis(SP) e Marcelo C. Van Gasse (SP)
16/06/2007 (sábado), 18h10min, Estádio Olímpico.

INTER 0x2 GRÊMIO - 7.ª rodada, 24.06.2007

Tudo indicava uma derrota desmoralizadora no Beira-Rio, pois além de perder a final da Libertadores 2007 para o Boca Juniors, o Grêmio teria de formar um time com vários desfalques: Tcheco e Tuta, com lesões musculares, ficarão afastados por algumas semanas; Teco não jogará mais esse ano em decorrência de lesão grave no joelho; Carlos Eduardo e Lucas foram convocados para Seleção sub-20.

Para o Gre-nal, Mano deu uma de Mano em Gre-nal (sempre com surpresa) e escalou Lúcio no meio-campo e Bruno Teles na lateral-esquerda. E o Grêmio jogou bem e teve a oportunidade de sair na frente antes dos 10 min de jogo, após uma falha de Clemer que, acossado por Ramon, errou reposição de bola com os pés e de um passe para Lúcio; o novel meio-campista avançou pela esquerda na grande área, livrou-se de 3 marcadores, e tirou do alncace do veterano goleiro marcando um golaço.

Destaques do jogo foram Schiavi, o próprio Lúcio e Diego Souza. O zagueiro argentino teve a sua melhor apresentação, salvando uma conclusão de Iarley e contendo com eficiência na defesa. Diego Souza marcou mais um gol com um "sapataço" de fora da área.

Agora a direção busca por reforços para o longo Brasileirão 2007.

INTER: Clemer; Ceará, Índio, Sidnei (Christian) e Marcão (Rubens Cardoso); Wellington Monteiro, Edinho, Pinga (Márcio Mossoró) e Alex; Iarley e Adriano. Técnico: Alexandre Gallo.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Schiavi e Bruno Teles; Gavilán, Sandro Goiano, Diego Souza e Lúcio; Amoroso (Éverton) e Ramón (Edmílson). Técnico: Mano Menezes.

Local: Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
24.06.2007, domingo, 18h10
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP), Carlos Augusto Nogueira Junior e Evandro Luís Silveira (ambos de SP)
Cartões amarelos: Sidnei, Pinga, Márcio Mossoró, Alex, Iarley (Internacional); Saja, Schiavi, Bruno Teles e Sandro Goiano
Gols: Lúcio aos nove minutos do primeiro tempo e Diego Souza aos 19 minutos do segundo tempo.

SANTOS 0x0 GRÊMIO - 8.ª rodada, 30.06.2007

Muito mais desfalcado que no jogo anterior, o Grêmio teve mais um jogo fora de casa contra o Santos e, com os reservas e tudo perdeu a chance de vencer. Ramon parou de perder todas as jogadas (algumas ele acerta agora), mas Everton não teve efetividade nenhuma no ataque. Diego Souza foi bem, assim como William. Thiego também teve atuação destacada pela emissora de rádio que eu costumo ouvir, e foi escalado na lateral esquerda beneficiado pelo deslocamento bem sucedido de Lúcio para o meio-campo. Kelly entrou faltando pouco menos de 15 min para o final, mas foi o suficiente para acertar umas 4 jogadas e fazer uma conclusão com perigo. O cara parece bom, e tem tudo para entrar no lugar do Tcheco, se for o caso.

SANTOS: Fábio Costa; Marcelo, Domingos e Ávalos (Vitor Júnior); Alessandro, Rodrigo Souto, Adriano, Pedrinho (Rodrigo Tabata) e Carlinhos; Wesley (Marcos Aurélio) e Moraes. Técnico: Wanderley Luxemburgo.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Pereira e Thiego; Gavilán (Kelly), Sandro Goiano (Edmílson), Diego Souza e Lúcio; Ramón (Nunes) e Everton. Técnico: Mano Menezes

Estádio da Vila Belmiro, em Santos
30.06.2007, sábado, 16h
Arbitragem: Alicio Pena Junior (Fifa-MG), Marco Antônio Gomes (Fifa-MG) e Márcio Eustáquio Santiago (MG)
Cartões amarelos: Domingos (Santos); Gavilán e Edmílson (Grêmio).

GRÊMIO 3x1 JUVENTUDE - 9.ª rodada, 03.07.2007

Num dia de imensa alegria (03.07.2007), decidimos acompanhar o jogo do Grêmio contra o Juventude pela TV, pois já perdi a conta de quantas vezes fui ao Estádio para ver o tricolor enfrentando o time da serra. E o time de Mano, com desfalques e tudo, não deu chances ao Juventude, que vem freqüentando a zona de rebaixamento, sobretudo em função da atuação de Diego Souza, que resolveu assumir a condição de camisa 10 e estrela do time, marcando dois gols (o primeiro, de pênalti).

Bustos, ex-Cúcuta, foi contratado para a lateral-direita, e se fala em Eduardo Costa, Sorondo (Defensor), bem como na dispensa de Schiavi (para o Velez Sarsfield).

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Schiavi e Bruno Teles; Gavilán (Edmílson), Sandro Goiano, Diego Souza e Lúcio; Ramón (Douglas) e Everton (Kelly). Técnico: Mano Menezes.

JUVENTUDE: Michel Alves; Radamés, Wescley, Cedrola e Zé Rodolpho; Marcão, Marabá (Ivo), Beto e Renato (James); Alex Alves (Guilherme) e Éber. Técnico: Flávio Campos
Brasileirão, nona rodada, 03/07/2007

Estádio Olímpico, 03.07.2007, 20h30min
Arbitragem: Leonardo Gaciba (Fifa), auxiliado por Paulo Ricardo Silva Conceição e José Antônio Chaves Franco Filho (trio do RS)
Cartões Amarelos: Beto, Radamés (Juventude); Schiavi e Everton (Grêmio)
Gols: Diego Souza aos 12 minutos do primeiro tempo e aos seis minutos do segundo tempo; William aos 22 minutos do segundo tempo (G); Wescley aos 29 minutos do segundo tempo (J).

ATLÉTICO-MG 0x1 GRÊMIO - 10.ª rodada, 07.07.2007

Num dia chuvoso de apresentações, fotos, sugestões e vistorias, o Grêmio conseguiu uma bela vitória fora de casa contra o Atlético-MG (a última no Mineirão datava de 1984, gol de Osvaldo), viabilizado por um golaço de Diego Souza, o craque do time. Agora o time de Mano ingressa na zona da Libertadores.

ATLÉTICO-MG: Diego; Luisinho Netto (Amilton), Lima, Marcos e Thiago Feltri (Germano); Renan, Bilu, Tchô e Danilinho; Éder Luís e Vanderlei (Paulo Henrique). Técnico: Zetti.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Schiavi e Bruno Teles (Thiego); Gavilán, Sandro Goiano (Kelly), Diego Souza e Lúcio; Ramón e Éverton (Nunes). Técnico: Mano Menezes

07/07/2007, 16h, Estádio do Mineirão, Belo Horizonte (MG).
Arbitragem: José Henrique de Carvalho, Carlos Augusto Nogueira Júnior e Nilson de Souza Monção, trio de São Paulo.
Cartões amarelos: Danilinho, Marcos, Bilu e Renan (Atlético-MG); Saja, Diego Souza e Lúcio (Grêmio)
Gols: Diego Souza (Grêmio) aos 42 minutos do segundo tempo.


GRÊMIO 1x1 PALMEIRAS - 11.ª rodada

Nas últimas semanas o noticiário do Grêmio deu conta, também, do afastamento do presidente Odone para assumir a empresa responsável pela construção da nova Arena, e da indicação do nome de A. Brito para a presidência do clube; aparentemente o nome foi rejeitado por dirigentes e por boa parte da torcida, e o ex-governador acabou repelindo o convite.

Desde a final da Libertadores 2007 que se fala na contratação de reforços, sobretudo após as lesões de Teco e Bruno Teles (que não jogam mais esse ano), e as saídas de Lucas e Lúcio para o exterior (Liverpool e Hertha Berlin). Bustos, ex-lateral direito do Cúcuta, foi a primeira contratação, e antes desta partida contra o Palmeiras confirmou-se a aquisição do volante Eduardo Costa. Noticia-se, agora, que para a lateral-esquerda poderia ser trazido Gustavo Nery.

O jogo contra o Palmeiras era a oportunidade para o time de Mano ingressar no G4, a zona de classificação para a Libertadores. Carlos Eduardo recém voltou da Seleção sub-20 (que realizou campanha medíocre no mundial do Canadá), e reforçou o banco de reservas (o cara mal chegou no Salgado Filho e foi levado direto para a concentração), e assim Ramon e Everton voltaram a formar o ataque.

Sabíamos que o público não seria muito competitivo, e nos dirigimos ao Estádio lá pelas 15h30, e conseguimos assistir ao 1.º tempo num belo lugar, na última fila, na intermediária do lado em que o Grêmio atacaria. Fez muito frio e vento, e a maioria estava bem agasalhada.

Durante uns 20 min, o jogo foi sofrível, desenvolvendo-se basicamente no meio-campo - nem Palmeiras nem Grêmio criaram muitas chances. Quem estava bem era Lúcio, que fazia sua despedida. O volante Adílson, no lugar de Sandro Goiano, deu uns bons desarmes, mas no início errou muitos passes - melhorou com o desenrolar do jogo.

Perto dos 30 min, uma bela jogada de ataque pelo lado direito e a bola foi alçada na área encontrando Ramon, que fez o gol de cabeça.



O Grêmio exerceu certa superioridade e a vitória em casa parecia garantida.

Na volta do intervalo Caio Júnior colocou o chileno Valdívia e Luis Henrique em campo, e o Palmeiras voltou muito melhor para o 2.º tempo. Não demorou muito - antes dos 10 min - e Mano sacou Gavilán do time, promovendo a entrada de Edmílson. Após o jogo soube-se que se tratou de estratégia para preservar o paraguaio, que já tinha cartão amarelo e aparentemente vinha sendo perseguido e provocado pelos palmeirenses.

Mas Mano fez entrar Nunes no lugar de Adílson, que vinha cumprindo suas funções com eficiência. Na hora não entendemos esse defensivismo, com placar apertado e Palmeiras atacando, especialmente pela ansiedade de ver Carlos Eduardo em campo (era evidente para todos no Estádio que o atacante estava fazendo falta ao time naquele momento). Pelo que se soube após o jogo, foi Adílson quem pediu para sair, mas francamente, se não foi por lesão fica difícil entender porque o cara pediria para sair num jogo que ele tinha a chance de fazer 90 minutos como titular.

Aí o previsível aconteceu: o Palmeiras chegou ao empate. Só depois Carlos Eduardo substituiu Ramon, e conseguiu algumas boas jogadas. O Grêmio melhorou, teve bons ataques, mas aí faltou tranqüilidade aos jogadores. P. ex., numa cobrança de falta ensaiada, Diego Souza rolou a bola para Nunes chutar de longe. Não lembro do Nunes ter feito algum gol nessas condições (não lembro do Nunes ter feito gol algum), e era óbvio que quem deveria ter chutado a bola era alguém como o próprio Diego Souza.

Mas é a tal da coisa: campeonato longo (e enfadonho) de pontos corridos como esse, é normal a perda de pontos em jogos como mandante. Ao final do jogo, pelo menos, ficou claro que o Grêmio perdeu 2 pontos pelas equivocadas substituições, pois conhecendo o elenco como Mano conhece, poderia ter promovido alguma alteração tática para favorecer os ingressos de Kelly e Carlos Eduardo e forçar a vitória em casa.

No domingo, o Brasil conseguiu uma verdadeira façanha ao derrotar a favorita Argentina por 3x0 na final da Copa América, disputada na Venezuela. O time de Dunga conseguiu um golaço de Júlio Batista logo no início, e foi ajudado por Ayala que fez um gol contra. No 2.º tempo, Daniel Alves (que havia entrado no lugar do volante Elano. O Brasil jogou com Doni; Maicon, Juan, Alex e Gilberto; Josué, Mineiro, Elano (Daniel Alves) e Júlio Baptista; Robinho (Diego) e Vágner Love (Fernando). A Argentina de Alfio Basile perdeu com o seu time titular: Abbondanzieri; Zanetti, Ayala, Gabriel Milito e Heinze; Verón (Lucho González), Mascherano, Cambiasso (Aimar) e Riquelme; Messi e Tevez.

Próximo jogo do Grêmio pelo Brasileirão 2007 é contra o Goiás, no Serra Dourada, onde invariavelmente perde de goleada.

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, Wiliam e Thiego; Gavilán (Edmilson), Adílson (Nunes), Diego Souza e Lúcio; Ramón e Éverton (Carlos Eduardo). Técnico: Mano Menezes.

PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Gustavo, Nen e Dininho; Paulo Sérgio (Valdívia), Pierre, Wendel, Caio (Luiz Henrique), Deyvid (Makelele) e Leandro; Luis. Técnico: Caio Júnior

Árbitro: Cléver Assunção Gonçalves (MG), Guilherme Dias Camilo e José Carlos de Souza, ambos mineiros
Cartões amarelos: Gavilan, Carlos Eduardo, Schiavi (Grêmio), Nen, Luis, Paulo Sérgio, Gustavo, Pierre, Wendel, Makelele (Palmeiras)
GOLS: Ramón, aos 28 minutos do primeiro tempo; Luis, aos 26 minutos do segundo tempo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Venceu o melhor (GRÊMIO 0x2 BOCA JUNIORS, Libertadores 2007, final, Estádio Olímpico, 20.06.2007, 21h45min)

A tarefa do Grêmio era vencer o Boca Juniors por 3 gols de diferença a fim de levar a decisão para a prorrogação e tentar fazer o gol do título, ou decidir tudo nos pênaltis. Apesar de estarmos todos cientes da dificuldade que seria fazer esse placar no time argentino, o clima era de fé na equipe, afinal já vimos o Grêmio fazer coisas inacreditáveis.



Chegamos duas horas antes do jogo e acabamos sentando nos nossos assentos, o que acabou nos proporcionando experiências desagradáveis, nunca presenciamos tantas brigas e discussões entre os torcedores - teve um que acionou um sinalizador bem atrás de nós, respingando as faíscas perigosamente sobre nossas cabeças (o cara acabou grotescamente queimando a mão) e dois copos de cerveja atirados para o alto. Concluimos que a diferença entre os torcedores das cadeiras e os das sociais é a de que os primeiros são mais arrogantes (para dizer o mínimo), por terem melhores condições econômicas e por acharem que podem fazer o que quiserem porque compraram cadeiras. Quem assistiu o jogo bem perto de nós, com mulher e filha, foi o ex-zagueiro gremista Maidana.



No 1.º tempo o Grêmio atacou para o lado de lá (a goleira da geral) e sofreu com a eficiente catimba dos jogadores argentinos. Esse time do Boca conseguiu fazer o jogo ficar parado uma enormidade de tempo, e não levaram nenhum cartão amarelo por isso. Várias chances foram desperdiçadas, muitos passes errados, mas a marcação, pelo menos, estava em ordem, conquanto algumas chances tenham sido criadas pelo Boca, com arremates de Palermo, por exemplo. O jogo, então, estava difícil e pareceu ter complicado de vez quando Teco se lesionou e foi substituído por Schiavi. Lucas, Diego Souza e Tcheco decepcionaram no meio-campo. Quem jogou muita bola foi Gavillán; o cara foi uma verdadeira máquina, antecipando-se na marcação e roubando muitas bolas para armar jogadas no ataque. O paraguaio, que recém teve um filho nascido em Porto Alegre, realmente esteve inspirado e demonstrou muita vontade de ser campeão. Mas não dava pro Gavillán fazer tudo, e com o resto do time não colaborou. Tuta foi mais participativo do que de costume, mas ainda perdeu divididas e errou todas as tentativas de tabelas com os outros atacantes. A melhor chance do Grêmio foi um chute de Diego Souza que bateu no travessão.



Para o 2.º tempo o Grêmio tentou voltar com tudo; Tcheco aparentemente sentiu lesão e deu lugar a Amoroso. A melhor chance foi no início numa cabeçada de Schiavi que bateu no poste.



O tempo foi passando e o Grêmio ainda teve algumas conclusões muito fracas. Aí, aos 24min, Riquelme fez o 1.º gol do Boca. Imediatamente meu pai se levantou e nos encaminhamos para deixar o Estádio. Durante o longo e tumultuado caminho pela social, sem ver o jogo, ficou claro que o Grêmio não estava nem perto de fazer o seu gol. Quando finalmente acessamos o portão de saída, o Boca fez o 2.º gol, novamente com Riquelme. Este decidiu o título em favor do Boca Juniors e fez valer o investimento.

Já estávamos fora do Estádio quando ouvimos a torcida comemorar - era o pênalti desperdiçado por Palermo (incrível como ainda deixam esse cara cobrar pênaltis - ele erra todos).

Então, Boca campeão.

Bem vistas as coisas, não dava para esperar mais do Grêmio, sobretudo quando se verifica a campanha do time de Mano: perdeu quase todos os jogos fora de casa, e passou todas as fases com as calças na mão e o regulamento debaixo do braço, sempre fazendo o resultado indispensável para avançar na Libertadores.

Agora resta o modorrento campeonato brasileiro. E fazer tudo de novo - chegar ao final na zona da Libertadores para disputar a Copa em 2008.

GRÊMIO 0x2 BOCA JUNIORS - final da Libertadores 2007

Grêmio: Saja; Patrício, William, Teco (Schiavi, 35/1ºt) e Lúcio; Gavilán, Lucas, Diego Souza e Tcheco (Amoroso, intervalo); Carlos Eduardo e Tuta (Everton, 25/2ºt). Técnico: Mano Menezes.

Boca Juniors: Caranta; Ibarra, Díaz, Morel e Rodriguez; Ledesma, Banega, Cardozo (Battaglia, 13/2ºt) e Riquelme; Palacio e Palermo. Técnico: Miguel Russo.
Libertadores, Final, 20/6/2007

Gols: Riquelme (B), aos 24 e aos 36 minutos do 2º tempo.
Arbitragem: Oscar Ruiz (Fifa), auxiliado por Juan Carlos Bedoya e Jovani Zapata (trio da Colômbia).
Cartões amarelos: Diego Souza, Lucas e Lúcio (G); Ledesma (B).
Público: 43.952 pagantes (46.198 no total).
Renda: R$ 1,65 milhão.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Missão impossível (BOCA JUNIORS 3x0 GRÊMIO, Libertadores 2007, final, Bombonera, Buenos Aires/ARG, 13.06.2007, 21h45min)

O pior que poderia acontecer no primeiro jogo da final da Libertadores 2007 contra o Boca Juniors em Buenos Aires era uma derrota de goleada. Pois foi exatamente o que acabou acontecendo, apesar de todos os preparativos e tudo mais. O resultado foi frustrante sobretudo em função de que o Grêmio realizou um dos melhores (se não o melhor) jogos fora de casa; diferentemente do que se esperava, o Boca não se lançou todo ao ataque - o jogo se desenvolveu bastante no meio-campo. O Grêmio conseguiu, até, alguns lances no ataque, apesar do nervosismo de Diego Souza, da apatia de Tuta, e da falta de objetividade de Tcheco.

Mas aí, perto dos 15 min, Gavilán cometeu falta perto da área; na cobrança, dois jogadores do Boca estavam impedidos, mas o juiz mandou seguir o jogo (o bandeirinha nada assinalou) e Palermo, do jeito que deu, conseguiu passar para Palacio fazer o primeiro gol.

Mesmo com o gol, a famigerada torcida argentina não se animou, afinal o Grêmio não mostrou-se intimidado, e parecia controlar as ações do jogo.

Depois do intervalo, o Boca veio com ataques muito rápidos e Palacio quase fez o 2.º gol - Teco salvou na linha.

Sandro Goiano deu conta de fazer sua parte e foi expulso. Mano substituiu Tuta (que não ganhou uma dividida) por Lucas, e imediatamente o Boca fez o 2.º gol, mediante chute, após cobrança de falta feita por Patrício, de Riquelme. Mesmo assim, com 10 jogadores e levando 2x0, o Grêmio não se desfez em campo, e Carlos Eduardo, Douglas e Diego Souza conseguiram reter algumas jogadas no ataque - gols foram perdidos.

O jogo se encaminhava para o final, o 2x0 parecia um resultado reversível no jogo decisivo no Estádio Olímpico, mas o castigo final veio com o 3.º gol, num trapalhada da zaga, que deixou Ledesma empurrar a bola e Patrício fez contra de cabeça. Imenso prejuízo, e a tarefa gremista, agora, ficou difícil.

BOCA JUNIORS 3x0 GRÊMIO

BOCA JUNIORS: Caranta; Ibarra, Díaz, Morel Rodríguez e Clemente Rodríguez; Ledesma, Banega (Bataglia), Cardozo (Dátolo) e Riquelme; Palácio e Palermo. Técnico: Miguel Angel Russo.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavillán, Sandro Goiano, Tcheco (Douglas) e Diego Souza; Carlos Eduardo e Tuta (Lucas). Técnico: Mano Menezes
Libertadores, primeira partida das finais, 13/06/2007

Arbitragem: Jorge Larrionda (Uruguai-Fifa), auxiliado por Wálter Rial e Edgardo Acosta (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Ibarra; Banega, Riquelme e Cardozo (Boca Juniors); Patrício e Sandro Goiano (G)
Cartão vermelho: Sandro Goiano (G)
Gol: Palácio, aos 18 minutos do primeiro tempo; Riquelme, aos 28, e Patrício (contra), aos 43 minutos da segunda etapa

quinta-feira, 7 de junho de 2007

À final (SANTOS 3x1 GRÊMIO, Libertadores 2007, semifinal, Vila Belmiro, Santos/SP)

Para fazer prevalecer na Vila Belmiro a vantagem conquistada na vitória de 2x0 no 1.º jogo da semifinal, sabia-se que o Grêmio teria que jogar com o mesmo espírito aguerrido e exercer a mesma marcação implacável dos jogos no Estádio Olímpico. Só assim a classificação para a final da Libertadores 2007 seria viável.

O jogo não foi isento de incidentes extracampo: Luxemburgo, que em Porto Alegre havia dito que o Grêmio poderia ter feito mais gols e encaminhado a classificação, declarou que o time de Mano fez muitas faltas (aquele velho papinho); um radialista de Santos fez um discurso anti-gremista e anti-gaúcho gratuito, inoportuno e, afinal, despiciendo que pegou muito mal e só serviu para injetar ânimo extra nos espíritos tricolores. Os santistas queriam criar um "clima de Libertadores" (conforme o próprio Luxemburgo), mas parece que os caras não sabem exatamente como se faz isso.

Sem Tuta, lesionado na partida contra o Botafogo, sábado passado, pelo Brasileirão 2007, o Grêmio foi a campo com Douglas no ataque. Tcheco foi dúvida até instantes do jogo, mas não deixou de ser escalado.

Vimos o jogo na bela casa da Elenise e do Marcelo, e em seguida houve divisão entre gremistas e colorados - foi difícil ter calma para agüentar a secação.

No 1.º tempo o Grêmio conseguiu marcar o Santos e até jogar no campo do adversário. Saja fez uma defesa importante no começo do jogo, e a equipe de Mano, a partir daí, se postou bem em campo. Lá pelos 30min, Diego Souza recebeu passe de Carlos Eduardo na entrada da grande área, pela esquerda, e acertou um chutaço sem chances para Fábio Costa. Com o gol gremista fora de casa, o time de Wanderley Luxemburgo se viu obrigado a fazer o 4x1 para se classificar.

Em seguida o Santos teve um gol bem anulado pelo bandeirinha. Carlos Eduardo machucou-se e deu lugar a Ramon. Já nos descontos, Renatinho aproveitou a chance de empatar a partida.

O 2.º tempo, como era de se esperar, foi todo de pressão do Santos. Mas as coisas iam bem, até que a defesa se atrapalhou e Renatinho marcou o 2.º gol dos paulistas. Faltando pouco mais de 15 minutos para o fim, Zé Roberto apanhou um rebote dentro da área gremista e fez o 3.º gol. Parecia que as coisas complicariam definitivamente para o Grêmio, mas eu ainda acreditava que o resultado ficaria por ali.

Ramon, Lucas, Diego Souza, entre outros, ainda desperdiçaram alguns contra-ataques, mas pelo menos conseguiram fazer o tempo passar. E o Santos não conseguiu fazer mais gols.

Classificado para a final da Libertadores 2007, o Grêmio aguarda o desfecho do confronto entre Cúcuta e Boca Juniors.

SANTOS 3x1 GRÊMIO


SANTOS: Fábio Costa; Alessandro (Tabata), Domingos, Adailton e Kléber; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Zé Roberto e Pedrinho; Renatinho (Jonas) e Marcos Aurélio (Morais). Técnico: Wanderley Luxemburgo.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavilán, Sandro, Tcheco (Edmilson) e Diego Souza; Carlos Eduardo (Ramon) e Douglas (Lucas). Técnico: Mano Menezes.

Semifinal da Libertadores – 06/06/07
Estádio Vila Belmiro, em Santos
Gols: Diego Souza, para o Grêmio, e Renatinho, duas vezes, e Zé Roberto, do Santos.
Cartões amarelos: Marcos Aurélio, Cléber Santana (S), Sandro, Saja (G)
Arbitragem: Carlos Torres, auxiliado por Manuel Bernal e Nicolás Yegros (trio paraguaio)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Carlos Eduardo é Seleção (GRÊMIO 2x0 SANTOS, Libertadores 2007, semifinal, Estádio Olímpico, 30.05.2007, 21h45min)

Na semifinal da Libertadores o time de Mano enfrentaria um desafio diferente: o de jogar para obter a vantagem no 1.º jogo. Em todas as competições e fases anteriores o Grêmio teve a vantagem de decidir no 2.º jogo em casa, para lutar pelo resultado salvador (o que acabou ocorrendo em TODAS as ocasiões neste ano). Só que o adversário, em decorrência do formulismo, seria o Santos de Wanderley Luxemburgo e Zé Roberto, este o melhor jogador em atividade no país. Na véspera da partida no Estádio Olímpico, Pelé deu entrevistas nas quais divulgou o seu temor pelo time do Grêmio, tido como o mais perigoso adversário dos santistas.



Seja como for, Mano mandou a campo o melhor disponível (com a camisa tricolor 2007); Tcheco foi dúvida até instantes do jogo, mas o cara tinha de jogar na primeira partida da decisão, pois sua participação em jogos no Olímpico é decisiva, de modo que se pode cogitar de sua não escalação apenas nos jogos fora de casa. Lucas, ainda em recuperação, não ficou nem no banco. Na véspera do jogo, Dunga convocou Carlos Eduardo para a pré-Seleção que jogará na Copa América; e no dia do jogo, noticiou-se a venda de Anderson do Porto ao Manchester United.

Como perdemos o lugar para um desembargador, acabamos ocupando, pela primeira vez, os nossos próprios assentos e vimos o Grêmio atacar no 1.º tempo bem de longe. Mas também teve bastante jogo do nosso lado, pois o Santos é um bom time (do meio para frente) e não deixou o Grêmio imprimir o tradicional ritmo dos jogos em casa. Saja fez uma baita defesa lá pelos 15 min, espalmando para escanteio um chute forte pelo lado direito do ataque santista na grande área. A marcação gremista, no entanto, estava em dia, de modo que aos poucos o ataque santista passou a não preocupar mais.

Até que aos 30 e poucos minutos, Diego Souza é derrupado na área por Ávalos e o juiz marcou pênalti. O capitão Tcheco encarregou-se, então, de abrir o placar.



Ainda comemorávamos quando Adaílton (valeu Vinícius) falhou na frente da grande área, e a bola sobrou para o sempre esperto Carlos Eduardo (esse cara joga sempre pra frente), que dominou, correu com a bola, esperou a saída do goleiro, e tocou com tranqüilidade para o gol.

Para o 2.º tempo, Wanderley promoveu alterações mas o Santos não teve sucesso nas suas investidas ofensivas. Ficou claro que a defesa santista é bastante limitada. A marcação gremista foi fundamental, pois as chances acabaram se resumindo aos contra-ataques - e várias oportunidades foram desperdiçadas, notadamente por Tuta (nesse jogo achei que o centroavante, que já tem a titularidade contestada por alguns, poderia ter dado lugar ao Amoroso). Gavilán compensou a pouca qualidade nos passes com marcação severa, assim como Sandro Goiano. Diego Souza não jogou tanto em relação aos jogos anteriores e foi substituído por Edmílson por lesão. Patrício e Lúcio não jogaram muito no ataque, exercendo funções eminentemente defensivas. Pelo lado do Santos, o destaque negativo foi o goleiro Fábio Costa, conforme o vídeo a seguir:



Nessas condições ficou fácil levar o jogo até o final sem maiores sustos. Durante a transmissão da emissora de TV ficou evidente que o narrador e o comentarista "descobriram" o que já conhecemos há anos: a torcida gremista e o preparo físico invejável (cortesia do Flávio Trevisan).



Mais uma vez, então, o Grêmio fez o resultado que lhe era exigido em jogo no Estádio Olímpico. Para passar às finais da Libertadores 2007, o Grêmio pode perder por 1x0 ou empatar por qualquer placar.

GRÊMIO 2x0 SANTOS

GRÊMIO: Saja; Patrício, Teco, William e Lúcio; Sandro, Gavilán, Diego Souza (Edmílson, 34min 2ºt) e Tcheco (Ramon, int.); Tuta e Carlos Eduardo. Técnico: Mano Menezes.

SANTOS: Fábio Costa; Alessandro (Tabata, int.), Adaílton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Maldonado, Cléber Santana (Moraes, 19min. 2ºt), Zé Roberto; Jonas (Pedrinho, int.) e Marcos Aurélio. Técnico: Wanderley Luxemburgo.

Gols: Tcheco (G), aos 34 minutos e Carlos Eduardo (G), aos 36 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Patrício, Sandro, Lúcio (G); Ávalos, Tabata (S).
Arbitragem: Sergio Pezzotta, com Rodolfo Otero e Juan Rebollo (trio argentino da Fifa). Renda: R$ 1.115.860.
Público: 46.123 torcedores (44.646 pagantes).

quinta-feira, 24 de maio de 2007

A vitória do Grêmio atacador (Grêmio (4)2x0(2) Defensor/URU, Libertadores 2007, Estádio Olímpico, 23.05.2007, 19h15min)

Em todos os jogos decisivos contra Caxias, Juventude, Cerro Porteño e São Paulo, eu acreditei - e, sobretudo, tinha a convicção de - que o Grêmio faria (no mínimo) o resultado exigido para classificação/título (4x0, vitória simples, 1x0 e 2x0). Mas contra o Defensor do Uruguai eu duvidei que o Grêmio conseguiria passar para as semifinais da Libertadores. A busca por ingressos não foi tão frenética quanto das outras vezes, e até a agitação e gritaria da geral não parecia tão enfática e ruidosa quanto de costume.

E assim, com baixa expectativa, mas esperançoso, é que me encontrei com meu pai no caminhão da TV, perto do P3, pouco mais de meia-hora antes da bola rolar (o horário das 19h15 exigiu uma boa ginástica), e nos posicionamos atrás da linha de fundo perto da geral.

Mano repetiu a escalação do meio-campo com Gavilán e Sandro Goiano, e colocou Amoroso no lugar que seria de Diego Souza (expulso no jogo de ida). Saja foi dúvida até instantes do jogo, em razão da colisão com o atacante do Defensor que fez o 2.º gol dos uruguaios no Centenário.

O Defensor se mostrou a equipe com melhor catimba das que se apresentaram no Olímpico. Os caras jogavam quando estavam com a bola, e não jogavam quanto a bola estava parada (todas as reposições de bola eram uma eternidade, mas não havia ninguém para levar cartão amarelo, pois não havia um jogador catimbando - todos os uruguaios catimbavam simultaneamente). Dessa forma, o Grêmio não conseguiu impor aquele volume de ataque massacrante.

Nessas condições, apenas um lance de sorte poderia proporcionar a movimentação no placar. Assim, Tcheco cobrou falta de fora da área e venceu o goleiro.



O jogo continuou difícil, e a defesa gremista ainda se ressentiu de dificuldades na bola aérea (que fora fatal no jogo anterior).

Mas bem no final do 1.º tempo, a bola sobrou para Teco que liquidou a vantagem do Defensor.



O Grêmio tinha todo o 2.º tempo pela frente para não levar gol e fazer o terceiro para comemorar mais uma classificação. Mas os uruguaios conseguiram levar a disputa para as penalidades, e para isso contaram com a ajuda do árbitro paraguaio que deixou de marcar 3 pênaltis a favor do Grêmio (meu pai contabilizou 4, mas parece que só um, contra o Carlos Eduardo, foi manifesto).

Os uruguaios erraram as duas primeiras cobranças e facilitaram a tarefa dos gremistas, que acertaram suas 4 oportunidades: Patrício, Lúcio, Douglas e Ramón. Este havia entrado no lugar de Tuta e nem acreditamos quando o cara foi chamado por Mano para as instruções. Mas Ramon fez valer a confiança nele depositada e foi determinante para a classificação, motivo pelo qual merece o último destaque.



Tendo em vista o regulamento novo da Libertadores 2007, a fim de evitar uma terceira final consecutiva entre times brasileiros, o Grêmio não enfrentará o Boca Juniors e sim o Santos de Luxemburgo, sendo que o primeiro jogo será no Estádio Olímpico na próxima quarta.

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Teco, Lúcio; Sandro Goiano, Gavilán (Douglas), Tcheco (Ramon); Amoroso, Carlos Eduardo, Tuta (Éverton). Técnico: Mano Menezes.

DEFENSOR: Martín Silva; Cáceres, Martínez, Sorondo (Lamas) e Ariosa; Pereira, Fadeuille, Amado (Diaz) e De Souza; Fernández(Vila) e Peinado. Técnico: Jorge Luiz da Silva.

Arbitragem: Carlos Amarilla (Paraguai), Manuel Bernal e Emigdio Ruiz (ambos do Paraguai)
Cartões amarelos: Tcheco, Sandro Goiano e Patrício (G); Martínez, Pereira, Díaz e Fernández (D).
Cartão vermelho: Amoroso (G); Díaz (D).
Gols: GRÊMIO: Tcheco, aos 22 minutos e Teco, aos 45 minutos do primeiro tempo
Nos Penaltis: GRÊMIO: Patrício, Lúcio, Douglas e Ramón DEFENSOR: De Souza e Pereira

Grêmio 3x0 Sport (Série B, 31.ª rodada, Arena do Grêmio, 20.09.2022, 19:00)

 Com Renato de volta à casamata gremista, e após a vitória contra o Vasco, a expectativa era de como o Grêmio se portaria nos jogos fora de ...