sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Grêmio 1x1 São Paulo (Brasileirão, 27.ª rodada, Estádio Olímpico, 22/10/2006, 16h)

Na Vila Belmiro, o Grêmio não jogou mal, mas perdeu por 1x0 para o Santos, bastante desfalcado, gol de Domingos (velho conhecido), e se afastou da briga pelo título. Ocupa agora a 3.ª posição e briga por se manter na zona de classificação para a Libertadores do ano que vem.

SANTOS 1 X 0 GRÊMIO
08/10/2006, 16h
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP).
Árbitro: Cléver Assunção Gonçalves.
Cartões amarelos: Heleno (Santos); Bruno Teles e Pereira (Grêmio).
Cartões vermelhos: Domingos (Santos) e Hugo (Grêmio).
Gol: Domingos, aos 34 minutos do primeiro tempo.
SANTOS: Felipe, Dênis, Ronaldo, Luiz Alberto e Domingos; Heleno, Kléber (André), Cléber Santana e Tabata (Carlinhos); Tiuí e Jonas (Renatinho). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Patrício, Pereira, Evaldo e Bruno Teles; Jeovânio (Alessandro), Sandro, Tcheco, Ramon (Herrera) e Hugo; Rômulo (Ricardinho). Técnico: Mano Menezes

Além de jogar fora de casa, o Grêmio enfrentaria o tabu de jamais ter vencido o São Caetano. Mas o time de Mano foi competente e fez 2x0, com gols de Lucas e Rômulo, e manteve as chances de alcançar o título pois a próxima partida será contra o São Paulo, no Estádio Olímpico - a vitória diminuiria a diferença para 5 pontos e esquentaria o campeonato.

SÃO CAETANO 0 X 2 GRÊMIO
sábado, 14/10/2006, 18h10min
Estádio: Anacleto Campanella (São Caetano do Sul/SP)
Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (SC)
Público e Renda: 2.619 pagantes e R$ 71.615,00
Cartões Amarelos: Marcelinho (SC), Jeovânio (GRE), Anderson Lima (SC), Patrício (GRE), William (GRE), Lucas (GRE)
Cartão Vermelho: Triguinho (SC)
Gols: Lucas aos 37 minutos do primeiro tempo e Rômulo aos 31 minutos do segundo tempo
SÃO CAETANO: Mauro; Ânderson Lima, Gustavo e Tiago e Triguinho; Daniel, Marabá (Dinelson), Márcio Hahn e Élton (Cláudio); Martín e Marcelinho (Gustavo Gaúcho). Técnico: Hélio dos Anjos
GRÊMIO: Galatto; Patrício, Evaldo, William e Wellington; Jeovânio (Sandro Goiano), Lucas, Tcheco, Ramón (Aloísio) e Rafinha (Paulo Ramos); Rômulo. Técnico: Mano Menezes

Em dois dias os ingressos para o jogo contra o São Paulo se esgotaram. Afinal, seria o confronto entre o 1.º e o 2.º colocados na tabela. Caso o Grêmio vencesse, a diferença cairia para 5 pontos. Deixei gravando o GP do Brasil de F1 e nos dirigimos ao Estádio; ficamos mais de uma hora na fila do Portão 1. Acabamos nos posicionando na primeira fila, atrás do gol defendido por Galatto no 1.º tempo.

Pois nem bem o jogo havia iniciado - logo aos 50s - Alessandro vacilou e Danilo não perdeu a oportunidade, marcando o gol são-paulino com um chute forte. A barulhenta (mas com cantos tolos) torcida visitante vibrou bastante, mas logo foi sufocada pela ampla maioria gremista que passou a empurrar o time.

O São Paulo ainda criou chances de gol - 2 bolas no poste. Após um perigoso chute de longa distância de Lucas, o Grêmio passou a atacar com mais agressividade. Rogério Ceni salvou em conclusões de Hugo e Rômulo - esta última, no final do 1.º tempo, à queima-roupa, defendida pelo goleiro no susto.

Herrera não estava no banco e fez falta. Alessandro e Wellington - principalmente este - tiveram atuações ruins. Sandro Goiano foi bem na contenção e na antecipação; Lucas atuou bem em todas as posições. Rafinha infernizou a defesa do São Paulo com uma correria incessante, não raro com vantagem sobre a zaga adversária. Hugo também jogou bastante.

No 2.º tempo, aos 3min, Tcheco alçou a bola dentro da área, no lado oposto (bem a nossa frente); Rafinha deixou para Hugo que dominou e chutou para o gol. A partir daí, sem opções no banco para superar a marcação do São Paulo, o Grêmio não conseguiu fazer o gol da vitória. Wellington, machucado, e Tcheco e Rafinha, cansados, deram lugar a Aloísio, Escalona e Paulo Ramos. Aloísio tentou imprimir alguma velocidade no ataque, mas, inexperiente, foi facilmente marcado pelos zagueiros são-paulinos.

O empate deixou o Grêmio empatado com o Santos, mas na 4.ª colocação da tabela.

GRÊMIO 1 X 1 SÃO PAULO
GRÊMIO: Galatto; Alessandro, Evaldo, Maidana e Wellington (Aloísio); Sandro Goiano, Lucas, Tcheco (Escalona), Rafinha (Paulo Ramos) e Hugo; Rômulo. Técnico: Mano Menezes.
SÃO PAULO: Rogério Ceni; André Dias, Fabão, Miranda e Júnior (Thiago); Josué, Mineiro, Souza e Danilo; Leandro (Lenílson) e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho.
22/10/2006, 16h
Árbitro: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Gilson Bento Coutinho e Rogério Carlos Rolim, todos do Paraná
Público: 47.688 pagantes
Cartões amarelos: Lucas, Rômulo (Grêmio); Júnior, Aloísio (São Paulo)
Gols: Danilo, aos 51 segundos do primeiro tempo; Hugo, aos três minutos do segundo tempo

Contra o Fluminense, em Volta Redonda/RJ, a vitória era fundamental. Mas o Grêmio não pode contar com Mano, suspenso por 30 dias pelo STJD, Hugo e Tcheco (este ficou de fora minutos antes da partida, vítima de cálculo renal). Rafinha deixou o Grêmio em vantagem, ao cobrar uma falta em direção ao gol - a bola não foi afastada pelos zagueiros do Flu. Acompanhei o 2.º tempo, e vi o Fluminense jogar o tempo todo no campo do Grêmio; nestas condições, o gol não tardaria - bola alçada na área, Evaldo marcou contra. As coisas pareciam definitivamente resolvidas quando Galatto saiu do gol, desequilibrou-se e caiu sobre a cabeça. Parecia a repetição da lesão sofrida no início do ano, contra o Veranópolis, no Olímpico, em jogo do Gauchão. Cássio entrou e teve estrela: no final do jogo deu um chutão para frente; a zaga do Flu "chupou bala" e Herrera concluiu de cabeça na saída do goleiro. Vitória fora de casa importantíssima. Agora, o Grêmio pega Figueirense e Inter no Estádio Olímpico.

FLUMINENSE 1 X 2 GRÊMIO
Quinta-feira, 26/10/2006, 20h30min
Estádio: Raulino de Oliveira (Volta Redonda/RJ)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Auxiliares: Gilson Pereira e Faustino Vicente Lopes (PR)
Cartões Amarelos: Juninho, Tuta, Juliano e Romeu (Fluminense); William e Bruno Teles (Grêmio)
Gols: Rafinha, aos 31 minutos do primeiro tempo; Evaldo (contra), aos 13, e Herrera 47 minutos do segundo tempo.
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Gabriel Santos, Thiago Silva e Marcão; Neto, Romeu, Bruno (Julinho), Juliano (Lenny) e Marcelo; Pedrinho (Evando) e Tuta. Técnico: Paulo César Gusmão
GRÊMIO: Galatto (Cássio); Patrício, William, Evaldo e Bruno Teles; Jeovânio, Lucas, Alessandro (Sandro), Ramón (Herrera) e Rafinha; Rômulo. Técnico: Mano Menezes

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Grêmio 2x1 Palmeiras (Brasileirão, 27.ª rodada, Estádio Olímpico, 04/10/2006, 22h)



O São Paulo perdeu para o Palmeiras por 3x1, dando a chance para o Grêmio diminuir para um ponto a diferença para o líder do campeonato. Mas o time de Mano perdeu grotescamente para o Goiás, no Serra Dourada (há 10 anos que o tricolor não vence nesse estádio).

GOIÁS 4x0 GRÊMIO

GOIÁS: Harlei; Rafael Dias, Aldo e Galeano; Vítor, Cléber, Romerito, Róbson Luiz (Juliano) e Jadílson; Johnson (Muñoz) e Souza (Danilo Portugal). Técnico: Geninho
GRÊMIO: Marcelo; Patrício, William, Evaldo e Wellington; Jeovânio (Sandro), Lucas, Tcheco, Léo Lima (Rafinha) e Ramón (Herrera); Rômulo. Técnico: Mano Menezes.
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
24/09/2006, domingo, 18h10
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR), Roberto Braatz e Aparecido Donizetti Santana (ambos do PR).
Cartões amarelos: Cléber, Romerito e Souza (Goiás); Evaldo, Jeovânio, Léo Lima e Lucas (Grêmio)

Lucas, convocado para a Seleção, desfalcaria o Grêmio para as próximas 2 rodadas; Leo Lima foi submetido a uma artroscopia e também ficaria fora de circulação por algumas rodadas. Mas o Palmeiras também não contaria com Edmundo para o jogo no Estádio Olímpico.

O horário do jogo, determinado pela novela-das-oito, obrigou-nos a ir separadamentem ao Estádio. Cheguei poucos minutos antes de começar o jogo. Do lado de fora, ouviram-se os fogos de artifício da entrada do time em campo (tal não ocorria há vários meses).

Com a bola rolando foi um jogaço. O Palmeiras veio disposto a não facilitar e seguidamente se lançava ao ataque com muita rapidez; Marcelo foi obrigado a fazer algumas defesas importantes.

Até que Bruno Telles, finalmente, acertou um bom cruzamento encontrando Ramon que, de cabeça, fez o 1.º gol. No 2.º tempo, logo no início, Marcelo derrubou um atacante do lado de lá da grande área, perto da linha de fundo. O pênalti, cometido de forma desnecessária no nosso julgamento, foi convertido por Paulo Baier.

Não demorou e Tcheco, que depois se soube estava debilitado fortemente por uma virosa, acertou uma cobrança de falta perfeita, marcando o gol da vitória. O Grêmio ainda teve oportunidades para marcar mas o goleiro Diego do Palmeiras praticou duas defesas matadoras.

Quem entrou em campo para tentar mudar alguma coisa no jogo foi Chiquinho; o jogador, bastante vaiado, pouco produziu.

O resultado manteve o Grêmio na disputa pelo título, mas o jogo seguinte, contra o Santos, na Vila Belmiro, seria muito mais exigente.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Patrício, William, Evaldo e Bruno Teles; Jeovânio, Sandro, Tcheco (Rafinha), Hugo e Ramon (Rudnei); Rômulo (Herrera). Técnico: Mano Menezes.
PALMEIRAS: Diego Cavalieri, Paulo Baier, Nen, Alceu e Michael (Chiquinho); Marcinho Guerreiro, Francis (Neto Baiano), Marcelo Costa e Juninho (Rosembrick); Marcinho e Roger Silva. Técnico: Marcelo Vilar.
Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ)
Cartões amarelos: Marcelo Costa, Marcinho Guerreiro, Paulo Baier (Palmeiras), William e Bruno Teles (Grêmio)
Vermelhos: William (Grêmio) e Neto Baiano (Palmeiras)
Gols: Ramon, aos 32 minutos do primeiro tempo; Paulo Baier, de pênalti, aos quatro minutos, Tcheco, aos nove minutos do segundo tempo


1º São Paulo (SP) 53 15 18 65,4
2º Grêmio (RS) 48 14 13 59,3
3º Santos (SP) 46 13 19 56,8
4º Inter (RS) 44 12 6 54,3
5º Paraná (PR) 43 13 8 53,1
6º Cruzeiro (MG) 40 11 10 49,4
7º Juventude (RS) 38 11 0 46,9
8º Vasco (RJ) 38 9 -4 46,9
9º Botafogo (RJ) 37 9 6 45,7
10º Figueirense (SC) 37 9 4 45,7
11º Flamengo (RJ) 36 10 -2 44,4
12º Goiás (GO) 36 9 4 44,4
13º Atlético (PR) 35 10 -2 43,2
14º Fluminense (RJ) 34 9 -7 42,0
15º Palmeiras (SP) 33 9 -6 40,7
16º Corinthians (SP) 32 9 -10 39,5
17º Ponte Preta (SP) 30 8 -16 37,0
18º Fortaleza (CE) 27 5 -10 33,3
19º São Caetano (SP) 26 6 -11 32,1
20º Santa Cruz (PE) 24 6 -20 29,6

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Grêmio 4x0 Ponte Preta (Brasileirão, 25.ª rodada, Estádio Olímpico, 20/09/2006, 16h)


O feriado farroupilha foi de chuva, mas isso não impediu que mais de 30 mil gremistas se fizessem presentes no Estádio Olímpico. Chegamos depois das 15h20min e ficamos praticamente no mesmo local do jogo passado contra o Botafogo.

Com a bola rolando, desde cedo, ficou claro que a Ponte Preta veio para arrancar um empate - o goleiro Jean se empenhou em retardar as reposições de bola. O Grêmio se postou dominante o tempo todo, com muita movimentação de Lucas e Hugo. Léo Lima, que atraiu as atenções da imprensa desde o jogo passado (eu não vi, mas no intervalo do jogo contra o Botafogo, o jogador queixou-se da torcida de maneira inapropriada), teve pouca participação efetiva no jogo. Mas o cara tem muita técnica, e quando acrescenta um pouco de vontade de jogar, geralmente o resultado é um gol. Num ataque do Grêmio, a defesa da Ponte tentava afastar a bola; Léo Lima forçou em cima de um zagueiro e partiu para a grande área - o cruzamento bateu na zaga e sobrou para Hugo, que dominou e chutou forte sem chances para o goleiro.


O Grêmio seguiu atacando - Rômulo perdeu uma oportunidade incrível após ter vencido um zagueiro na velocidade; cara-a-cara com o goleiro, o chute saiu para fora. No final do 1.º tempo, Lucas recebeu passe de Hugo dentro da área, dominou para o pé direito e marcou o 2.º gol.

A Ponte Preta chegou a esboçar uma reação no começo do 2.º tempo, mas Mano substituiu Rômulo por Herrera (que vinha sendo reivindicado pela torcida no Estádio), e o Grêmio voltou a mandar no jogo. O técnico provou que fez a coisa certa, pois o atacante argentino marcou 2 gols. Aos 28min, a bola foi alçada para a área e Herrera cabeceou para o gol. O jogo ficou morno e parecia que nada mais aconteceria (alguns torcedores foram embora a partir dos 35min). Mas, no final da partida, Lucas avançou e cruzou para o meio da área onde estava Herrera, que tirou do goleiro e marcou o 4.º gol.


Agora o Grêmio tem 45 pontos, e próximo jogo é no domingo, 25/09, contra o Goiás, que luta para fugir do rebaixamento, no Serra Dourada.

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, William, Evaldo (Maidana) e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco (Sandro Goiano), Léo Lima e Hugo; Rômulo (Herrera). Técnico: Mano Menezes.
PONTE PRETA: Jean; Thiago Matias, Rafael Santos e Régis; Nei, Carlinhos, Ricardo Conceição, Almir (Jean Carlos) e Iran (Wellington); Vélber (Mossoró) e Tuto. Técnico: Marco Aurélio.
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa/RJ); Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Vilmar Raul (RJ)
Cartões amarelos: Hugo (Grêmio); Rafael Santos, Tiago Mathias, Tuto, Nei, Régis (Ponte)
Gols: Hugo, aos 19, e Lucas, aos 43 minutos do primeito tempo; Herrera, aos 28 e aos 46 minutos do segundo tempo

domingo, 17 de setembro de 2006

Grêmio 4x0 Botafogo (Brasileirão, 24.ª rodada, Estádio Olímpico, 17/09/2006, 16h)

Cumprindo o primeiro jogo da penalização da perda de mando de campo por 8 jogos, o Grêmio enfrentou o Atlético-PR no estádio Centenário, sem público, em Caxias do Sul, em 13/08/2006. Contava-se com um gramado em excelentes condições, e que poderia compensar os gastos com o aluguel do estádio; mas o que se viu foi um grande areião. Seja como for, Mano mandou a campo a mesma equipe que havia ganho do Juventude no Olímpico. E o Grêmio se deu bem; sem maior complicação fez 2x0. No primeiro tempo, Rômulo perdeu duas grandes chances. O atacante jogou muito bem, e conforme Wianey, faltava pouco para sair o gol de Rômulo. Não saiu. No começo do 2.º tempo, Hugo marcou o primeiro gol. No final, Herrera marcou o segundo e encerrou o placar.
GRÊMIO 2 x 0 ATLÉTICO-PR
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS)
13/08/2006, 16h
Árbitro: Wagner Tardelli (RJ/Fifa), Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ/Fifa) e Vilmar Raul (RJ)
Cartões amarelos: Patrício (Grêmio), César, Dagoberto (Atlético-PR)
Cartão vermelho: Dagoberto (Atlético-PR)
Gols: Hugo, aos 9, e Herrera, aos 42 minutos do segundo tempo
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, Evaldo, William e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco, Hugo (Herrera) e Rafinha (Léo Lima); Rômulo (Ramon). Técnico: Mano Menezes
ATLÉTICO-PR: Cléber; Alex (Fabrício), César, João Leonardo; André Rocha, Alan Bahia, Cristian, Ferreira (Herrera) e Ivan; Dagoberto e Denis Marques. Técnico: Vadão

O Grêmio nem voltou a Porto Alegre; viajou direto para Recife pois o adversário, na quarta-feira 16/08/2006, 19h30min seria o Santa Cruz para reviver o clássico de 2005. Saiu perdendo, virou, sofreu o empate, desempatou e ampliou: 4x2, vitória brilhante fora de casa, estreando as novas camisas celestes, com gols dos principais jogadores (Rômulo, Tcheco, Herrera e Léo Lima). Neste dia o Inter se sagraria merecidamente campeão da Copa Libertadores ao empatar em 2 gols com o São Paulo dos "losers" Muricy e Rogério Ceni.
SANTA CRUZ 2 x 4 GRÊMIO
Local: Estádio Arruda, em Recife (PE)
16/08/2006, 19h30min
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP), Assistentes: Ana Paula da Silva Oliveira (SP) e Nilson de Souza Monção (SP)
Cartões amarelos: Hugo, Jeovânio, Evaldo (Grêmio) Nenê, Mirandinha, Augusto Recife, Zada (Santa Cruz)
Gols: Wilson Surubim, aos 27 minutos do primeiro tempo. Rômulo, aos 6; Tcheco, aos 12; Júnior Maranhão, aos 34; Herrera, aos 42; Léo lima, aos 49 minutos do segundo tempo.
SANTA CRUZ: Guto, Osmar, Valença, Alemão e Cássio; Wilson Surubim (Mirandinha), Augusto Recife, Junior Maranhão e Washington (Zada); Édson Di (Nenê) e Márcio Mixirica. Técnico: Maurício Simões
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Patrício, William, Evaldo e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco, Rafinha (Herrera) e Hugo (Léo Lima); Rômulo (Ramón). Técnico: Mano Menezes

Durante a semana, conseguiu-se a redução das penalidades impostas ao Grêmio por conta dos incidentes no último Grenal no Beira-Rio; assim, o Grêmio deverá jogar no Centenário por mais apenas duas partidas, e a multa ficou em 50 mil reais. No Maracanã, 19/08/2006, 18h10min, contra o Flamengo, o Grêmio fez o que vem fazendo nas últimas 3 partidas: joga melhor que o adversário, cria chances boas e faz por merecer a vitória. O empate sem gols, no final do 2.º tempo, já estava contabilizado quando um cochilo monumental da zaga deixou o atacante Renato de frente para o gol; Marcelo Grohe tentou tirar com os pés, não teve sucesso, e sofreu o gol da derrota. Após o apito final, Tcheco, incoformado, disse às rádios, acertadamente, que o time deveria deixar de ser tão "bonzinho".
FLAMENGO 1 X 0 GRÊMIO
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
19/08/2006, 18h10min
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF), Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz e Eremílson Xavier Macedo (DF)
Cartões amarelos: Rafinha, Wellington, Tcheco (Grêmio), Fernando, Juan, Wálter Minhoca, Renato Silva, Obina, Ronaldo Angelim (Flamengo)
Cartão vermelho: Wellington (Grêmio), Obina (Flamengo)
Gol: Renato, aos 45 minutos do segundo tempo
Renda: R$ 206.210,00
Público: 20.487
FLAMENGO: Diego, Leonardo Moura, Renato Silva (Ronaldo Angelim), Fernando e Juan (Wálter Minhoca); Paulinho, Léo Medeiros, Renato e Renato Augusto; Sávio e Luizão (Obina). Técnico: Ney Franco.
GRÊMIO: Marcelo, Patrício, William, Pereira e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco e Rafinha (Herrera); Hugo (Léo Lima) e Rômulo (Valdeir). Técnico: Mano Menezes.

De volta ao Estádio Centenário, o Grêmio aplica 4x1 no Fortaleza com atuação de luxo (foi tão fácil que ficou chato acompanhar o jogo pela TV). Destaque para o 2.º gol, de Hugo, que vem jogando bem, num chute praticamente sem ângulo. O Grêmio encerra o primeiro turno com 29 pontos, na 5.ª colocação (zona da Copa Sul-americana).
GRÊMIO 4 x 1 FORTALEZA
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS)
24/08/2006, 20h30min
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP), Assistentes: Valter José dos Reis (Fifa SP) e Maria Eliza Correia Barbosa (SP)
Cartões amarelos: Léo Lima, Lucas, Marcelo Grohe (Grêmio), Dude, Wendell e Bruno Barros (Fortaleza)
Gols: Léo Lima, aos 24; Hugo, aos 27; Rômulo, aos 35 minutos do primeiro tempo. Mazinho Lima, aos 36; Herrera, aos 47 minutos do segundo tempo.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, Evaldo, William e Escalona; Jeovânio, Lucas, Hugo, Léo Lima (Rafinha) e Ramón (Herrera); Rômulo. Técnico: Mano Menezes.
FORTALEZA: Albérico; Ivan, Alan, Dezinho e Bruno Barros; Ramalho (Rinaldo), Dude, Wendell (Chicão), Mazinho Lima e Lúcio; Finazzi (Nunes). Técnico: Hélio dos Anjos.

Na abertura do 2.º turno, o Grêmio pegou um Corinthians em crise, em que pese a chegada de Leão há algumas rodadas e a invencibilidade do novo treinador. Tevez abandonou o grupo e os atletas brigam nos treinos. Aparentemente, o jogo seria difícil. O Grêmio soube se aproveitar dos vacilos dos paulistas e fez 2x0 com 2 gols de cabeça originados por cobranças de escanteio de Tcheco. Por ora, o Grêmio ocupa a 3.ª colocação com 32 pontos, empatado com o Vasco.
CORINTHIANS 0 X 2 GRÊMIO
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
27/08/2006, 16h
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR), Assistentes> Roberto Braatz (PR) e Gilson Pereira (PR)
Cartões amarelos: Lucas, Jeovânio, Evaldo (Grêmio); Betão, Marcus Vinícius, Mascherano (Corinthians)
Cartões vermelhos: Mascherano (Corinthians); Lucas (Grêmio)
Gol: Evaldo, aos 30min do primeiro tempo. Rômulo, aos 35min do segundo tempo.
CORINTHIANS: Marcelo, Marinho, Betão e Marcus Vinícius (Rafael Moura); Eduardo Ratinho, Paulo Almeida, Mascherano, Rosinei, Carlos Alberto (Renato) e Rubens Júnior (André Leone); Nadson. Técnico: Emerson Leão.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, Evaldo, William e Wellington; Jeovânio, Lucas, Hugo (Rafinha), Léo Lima (Ramon) e Tcheco; Rômulo. Técnico: Mano Menezes

De volta ao Centenário para cumprir a última partida da penalidade imposta em razão dos incidentes da torcida no último Grenal, o Grêmio bateu o Cruzeiro em jogo difícil - equilibrado no 1.º tempo de 0x0, e com leve superioridade tricolor no 2.º tempo. Tcheco abriu o placar com um chute de fora da área, após jogada individual. Marcelo Grohe, levemente adiantado, não conseguiu evitar o gol de cabeça de Élber. Instantes depois, Ramon fez o gol da vitória, após frango do goleiro Fábio. A recente boa campanha tem mobilizado a imprensa a preconizar que o Grêmio é canditado ao título; mas estamos apenas na 2.ª rodada do 2.º turno.
GRÊMIO 2 x 1 CRUZEIRO
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ), Aristeu Leonardo Tavares (RJ/Fifa) e Marcos Tadeu Peniche Nunes (RJ)
Cartões amarelos: Jeovânio (Grêmio) e Diego (Cruzeiro)
Gol: Tcheco, aos 5; Élber, aos 16; Ramón, aos 18 minutos do segundo tempo.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, Evaldo, Maidana e Wellington; Jeovânio, Tcheco, Hugo Ramón (Herrera) e Léo Lima (Nunes); Rômulo (Rafinha). Técnico: Mano Menezes.
CRUZEIRO: Fábio; Gladstone, Luisão (Kérlon) e Teco; Michel, Elson, Sandro, Wagner (Carlinhos Bala) e Leandro Bomfim; Élber (Diego) e Geovanni. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

O Grêmio voltou ao Estádio Olímpico para enfrentar um adversário direto na disputa pelas vagas na Libertadores, o já não tão surpreendente Paraná do Caio Júnior. Apenas meu pai se fez presente, junto aos 40 mil gremistas, pois voltei de viagem no domingo mesmo, duas horas antes do apito inicial. Seja como for, o Grêmio manteve a regularidade e venceu o 7.º dos seus últimos 8 jogos. Desta feita, a equipe esteve modificada pela ausência de Jeovânio, Léo Lima e Hugo, e a boa notícia é que o time demonstra poder contar com os jogadores do banco para manter o padrão preconizado pelo Mano. Próximo jogo é contra o Vasco, do Renato Portaluppi, que vem fazendo campanha irregular.
GRÊMIO 2 x 1 PARANÁ
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
03/09/2006, 16h
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES), Antônio Carlos de Oliveira (ES) e Moisés Olário dos Santos (ES).
Público: 35.865 pagantes.
Gols: Ângelo, aos 16 minutos e William, aos 31 minutos do primeiro tempo; Tcheco, aos 29 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bruno Telles (G), Maicossuel (P), Gustavo (P), Beto (P), Neguete (P), Joelson (P), Tcheco (G), Émerson (P), Pierre (P) e Wellington (G).
Cartões vermelhos: Émerson (P), Herrera (G) e Edinho (P).
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Pereira, William e Wellington; Patrício, Bruno Telles (Herrera), Lucas, Tcheco, Ramón (Rudinei) e Rafinha; Rômulo (Ricardinho). Técnico: Mano Menezes.
PARANÁ: Flávio, Gustavo, Émerson e Neguete; Ângelo, Pierre (Gérson), Beto, Joelson (Sandro), Maicossuel (Jefferson) e Edinho; Henrique. Técnico: Caio Júnior.

No São Januário, o Grêmio saiu na frente com gol de Lucas, mas sofreu o empate ainda no primeiro tempo. O time jogou bem, e até exerceu pressão contra os cariocas no final do jogo. Antes da partida, o técnico do Vasco, Renato Portaluppi, anunciou que comandaria sua equipe com uma camisa azul em homenagem ao Grêmio, que está às vésperas de completar seu 103.º aniversário (na verdade, Renato sempre aparece de camisa azul nos jogos contra o Grêmio).
VASCO 1 x 1 GRÊMIO
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
10/09/2006, 18h10m
Arbitragem: Cléber Wellington Abade (SP), Valter José dos Reis (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)
Público: 8.229
Cartões amarelos: Ygor, Faioli e Jean (Vasco); Wellington e Hugo (Grêmio)
Gols: Lucas, aos 32, e Andrade, aos 41 minutos do primeiro tempo.
VASCO: Cássio, Fábio Braz, Carlão e Paulão; Wagner Diniz, Ygor, Andrade (Madson), Morais e Diego; Jean (Fábio Junior) e Faioli (Valdiram). Técnico: Renato Gaúcho.
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Patrício, Evaldo, William e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco, Ramón (Rafinha) e Hugo (Ricardinho); Rômulo (Rudinei). Técnico: Mano Menezes.

Dia 15/09/2006, foi o dia do 103.º aniversário do Grêmio que, agora, tem pretensões mais ambiciosas no Brasileirão face à campanha recente de vitórias. Após o empate com o Vasco, Mano divulgou que não faria mais projeções de resultados: cada jogo seria pensado individualmente. O Botafogo vinha de uma partida da Sul-americana na qual perdeu para o Fluminense em razão de um pênalti muito mal cobrado por um de seus jogadores (o goleiro saltou para um canto, mas teve tempo de voltar e agarrar a bola no meio do gol).


O Olímpico lotou mais uma vez e nos posicionamos ao lado esquerdo das sociais, pouco atrás da linha de escanteio, ao lado da entrada do portão 1.

O time de Mano tentou impor seu jogo, mas o Botafogo se mostrou um time com boa disposição para o ataque. Num lance de sorte e oportunismo, o Grêmio saiu na frente: cobrança de escanteio lá do lado da geral, Hugo cabeceou com firmeza, o goleiro espalmou, a bola bateu no poste e sobrou, na pequena área, para Rômulo marcar o primeiro. A partir daí o Botafogo foi para cima, conseguindo vários escanteios. Marcelo Grohe fez duas defesas salvadoras.


Individualmente os destaques foram Hugo (boas jogadas e bons passes, sempre em direção ao gol), Lucas (vibrante e com disposição para ir para frente, inclusive com jogadas individuais a drible), Ramon (retendo a bola e fazendo passes). Léo Lima, por sua vez, cobrou um escanteio e quase fez gol olímpico, mas sua atuação no 1.º tempo ficou marcada pelo excesso de balacas nos passes: o cara fez um cruzamento de letra que saiu pela linha de fundo; sem contar os passes errados, sempre com (d)efeito, que originavam contra-ataques do Botafogo.

Mano estava vendo tudo isso e, naturalmente, no intervalo as conversas seriam em cima das firulas de Léo Lima. Na volta para o 2.º tempo, o estádio aplaudiu o jogador e gritou o seu nome. O Botafogo tentou pressionar, mas Marcelo fez outra defesa importante. Aos 25min, Léo Lima roubou uma bola no meio-campo, avançou livre e cruzou para a área; Rômulo, que já havia perdido alguns gols no 1.º tempo, teve tempo para dominar e chutar para o gol.


No instante seguinte, Léo Lima cedeu lugar a Sandro Goiano. O Botafogo teve dois jogadores expulsos. Herrera entrou no lugar de Ramon, e aos 35min marcou o 3.º gol, completantdo, de carrinho, um chute de Rafinha (que havia ingressado no lugar de Jeovânio). O Grêmio ainda teve um gol anulado.

Sandro Goiano teve uma chance excelente, de fora da área, num chutaço defendido pelo goleiro do Botafogo. Um minuto depois o Grêmio fez o 4.º gol: Bruno Teles cobrou escanteio no meio da área, encontrando Rômulo, que cabeceou livre para o gol.

Com a vitória do São Paulo sobre o Inter (que tem um jogo a menos), o Grêmio ficou em 2.º lugar na tabela com 42 pontos (4 atrás do líder, São Paulo). Próximo jogo é contra a Ponte Preta, no feriado Farroupilha de 20/09.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Patrício, Evaldo, William e Bruno Telles; Jeovânio (Rafinha), Lucas, Léo Lima (Sandro), Ramon (Herrera) e Hugo; Rômulo. Técnico: Mano Menezes.
BOTAFOGO: Lopes; Leandro Carvalho (Bill), Juninho, Asprilla e Junior Cesar; Alê, Ataliba, Thiago e Zé Roberto; Lima (Thiago Xavier) e Reinaldo (Wando). Técnico: Cuca.
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa SP)
17/09/2006, 16h
Cartões amarelos: Rômulo, Bruno Telles, Jeovânio (Grêmio); Juninho, Lima, Alê (Botafogo)
Cartões vermelhos: Junior Cesar, Ataliba (Botafogo)
Gols: Rômulo, aos seis minutos do primeiro tempo; Rômulo, aos 25 e aos 44, Herrera, aos 35 minutos do segundo tempo

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Grêmio 1x0 Juventude (Brasileirão, 15.ª rodada, Estádio Olímpico, 05/08/2006, 16h)

Após o empate histórico contra o Fluminense, o Grêmio saiu para duas partidas fora-de-casa. O primeiro foi contra o Figueirense (22/07). Galatto, de atuação contestada, foi barrado para fazer exames e cedeu lugar para Marcelo Grohe. O pacto de não-expulsão foi quebrado logo no início de jogo; dessa vez foi Escalona quem recebeu o cartão vermelho. A partir daí não foi difícil para o Figueirense fazer 2x0 no tricolor.

O jogo seguinte foi o Gre-nal (30/07). O Inter, envolvido com a semi-final da Libertadores contra o paraguaio Libertad, mandou a campo uma equipe de reservas. O empate em 0x0, com domínio técnico do Grêmio, ficou em segundo plano. Desde o início do jogo, alguns baderneiros postados no espaço destinado à torcida do Grêmio promoveram um festival de barbaridades. Os caras não estavam satisfeitos em brigar com os torcedores do Inter - quase derrubaram uma cerca de proteção, enfrentaram a brigada (que quase apanhou, não fosse o apoio da tropa de choque), e no intervalo, após antecipado pelas emissoras de rádio, atearam fogo nos banheiros químicos (ou "atômicos", segundo o presidente em exercício Túlio Macedo) que foram jogados na coréia. Resultado dessa confusão foi um julgamento já na sexta-feira 04/08 e a perda do mando de campo por 8 jogos, mais multa de 200 mil reais. Assim, após o jogo deste sábado contra o Juventude, e se não houver reforma da decisão, o Grêmio só jogará no Olímpico em 1.º/11.

Finalmente, regularizou-se a situação de Leo Lima, que pôde ficar no banco para o 2.º tempo. Patrício reassumiu a titularidade, com a lesão de Alessandro no Gre-nal.

Chegamos ao estádio faltando meia-hora para o pontapé inicial e nos posicionamos à esquerda da social. Acompanhamos o ataque do Grêmio que dominou o primeiro tempo. O Juventude é um time rápido e causou perigo em alguns contra-ataques. Jeovânio foi muito bem na cobertura e na marcação; Lucas faz bem aquela função de ir ao ataque; Rômulo é um baita centroavante, com técnica para dribles curtos e tudo mais. Tcheco, dispersivo, contribuiu muito pouco para o jogo e errou jogadas fáceis. Outro que errou muito foi Wellington - passes errados e chutes de fora da área inconseqüentes. No gol, Marcelo Grohe vem pegando tudo.

No 2.º tempo nos mudamos de lugar, mais para o meio de campo, e logo aos 12min Evaldo aproveitou um rebote de cobrança de escanteio e, de fora da área, acertou um chute violento para o gol. Ivo Wortmann, que é um treinador muito competente, promoveu alterações no Juventude que mudaram as ações do jogo; o time caxiense passou a desperdiçar chances no ataque. Mano, por fim, mandou Léo Lima ao campo, no lugar de Rafinha, cansado. E o ex-santista mostrou em poucas jogadas que tem um baita futebol; é um jogador com técnica muito superior e com futebol muito diferente dos jogadores que nos últimos anos apareceram no Olímpico. Se o cara resolver não cair na noite de Porto Alegre e se mostrar interessado para jogar futebol, muito provavelmente as vitórias aparecerão com maior freqüência.

Tcheco, improdutivo, cedeu lugar à Herrera que perdeu um gol incrível. Quando o Juventude exercia uma pressão forte (Christian errou um gol quase sem goleiro; a social gritou "Christian, Christian"), Mano optou por retirar Hugo e reforçar a marcação com Nunes.

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, William, Evaldo e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco (Herrera), Hugo (Nunes) e Rafinha (Léo Lima); Rômulo. Técnico: Mano Menezes.

JUVENTUDE: André; Igor, Antônio Carlos e Rafael; Raullen, Renan, Walker, Alexandre (Éder Ceccon), Marcel (Leandrinho) e Ivo (Lauro); Christian. Técnico: Ivo Wortmann.

Gol: Evaldo, aos 13 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Tcheco e Lucas (G); Walker (J).
Arbitragem: Paulo Henrique de Godoy Bezerra, auxiliado por Alcides Zawaski Pazetto e Luis Alberto Kallenberger (trio de SC).
Público total: 14.046

domingo, 16 de julho de 2006

Grêmio 4x4 Fluminense (Brasileirão, 12.ª rodada, Estádio Olímpico, 17/07/2006, 16h)

A Copa da Alemanha já é passado, e agora voltamos à realidade do Campeonato Brasileiro. O Grêmio passou mais de um mês treinando, com direito até a uma inter-temporada em Santa Catarina e dois amistosos com a Ulbra (empate e derrota). Toda essa preparação serviu para lesionar Alessandro e Wellington, e também para firmar a "convicção" de Mano a respeito da titularidade de Herrera no ataque. Reforços a direção trouxe apenas dois: Rômulo (centroavante artilheiro do Ituano) e Rafinha (baixinho meia do Santo André).

O primeiro jogo do reinício do Brasileirão foi na quarta-feira, 14/07, no Morumbi contra o São Paulo. O Grêmio saiu na frente logo no início, gol contra do zagueiro Alex. Nunes foi expulso alegadamente de forma injusta; Mano também foi mandado embora de campo por reclamação, e o líder do campeonato fez valer a sua superioridade mediante dois gols de Ricardo Oliveira. Mesmo com a derrota, o Grêmio se manteve na zona da Sul-americana em razão dos resultados paralelos.

O jogo deste domingo era contra o Fluminense, que disputa as primeiras colocações: tem um bom técnico (Oswaldo de Oliveira), um meia talentoso (Petkovic) e um velho conhecido fanático por extintores de incêncio (Cláudio Pitbull). Pois o tricolor não tomou conhecimento do adversário e teve um primeiro tempo com amplo predomínio nas ações - só o Grêmio atacou (Galatto não foi exigido). Aos 25min, Rafinha recebeu uma bola rebatida da zaga pelo lado esquerdo da área dos cariocas e cruzou na medida para Ramon marcar o primeiro, gol de cabeça.

Mesmo tendo assistido o jogo do lado direito das sociais, acompanhando o ataque do Fluminense no 1.º tempo, não vimos Petkovic jogar. Apenas após o gol tricolor é que o Fluminense tentou algum ataque, mas tudo indicava que o 2.º tempo seria o da consolidação da vitória do Grêmio.

A chuva apertou. O jogo não mudou muito até os 25min do 2.º tempo; o Fluminense tinha mais iniciativa, mas por outro lado, o Grêmio tinha espaços para o contra-ataque. E foi assim que saiu o 2.º gol: Tcheco recebeu e lançou Rômulo que saiu do círculo central em velocidade e, sem ser acossado por zagueiros cariocas, deslocou Fernando Henrique com um toque no seu canto esquerdo. A vitória parecia consolidada.

Daí em diante começou um outro jogo. Após cobrança de escanteio na área, Galatto tentou segurar (ao invés de socar) a bola e se chocou com um jogador do Fluminense; a bola sobrou para Evando que concluiu para o gol vazio. Tcheco reclamou do juiz uma possível falta (que não ocorreu) em Galatto e tomou cartão amarelo. Em seguida o juiz lhe apresentou outro cartão amarelo e expulsou o gremista de campo. Como era de se esperar, a expulsão de um jogador importante estragou o jogo do Grêmio.

O Fluminense soube se aproveitar da fragilidade dos gaúchos e Petkovic empatou o jogo com um gol raríssimo e que eu nunca tinha visto ao vivo: gol olímpico, do canto bem à esquerda das sociais. Pela televisão, após o jogo, pode-se reparar que um atacante carioca impediu a saída de Galatto. Seja como for, na hora do gol pareceu para muitos (torcida e rádios) falha do goleiro, e boa parte da social caiu em cima de Galatto.

Minutos depois e o Flu marcou o gol da virada com uma facilidade incrível: Pitbull, de atuação apagada, cruzou na área e Marcelo correu livre pela direita até cabecear a bola, sem chances para Galatto. Os cariocas não acreditavam que haviam conseguido virar um jogo com tanta facilidade. Parte da torcida se dirigiu para os portões de saída, irritada com o resultado que parecia improvável. Pois o castigo do time de Mano ainda não havia encerrado: num contra-ataque, a bola é rolada da grande área gremista para trás e Petkovic, de primeira, acertou um chutaço no ângulo. Era incrível, todos os chutes do Fluminense entravam no gol.

Rafinha (que estreou no Olímpico e teve muito boa atuação), Rômulo e Herrera (que entrou após o empate) comandaram o que se poderia chamar de 3.º jogo em 90 minutos. Aos 47min, Herrera recebeu de Rafinha e concluiu no cantinho esquerdo de Fernando Henrique. O gol trouxe algum alívio para a irritação da torcida, mas o jogo parecia mesmo perdido. Jean que havia entrado para segurar o resultado fez duas faltas para cartão amarelo e foi expulso. Pareceu-me que o juiz optou por compensar a expulsão de Tcheco.

O árbitro havia prometido o jogo até os 49min (4min de acréscimos) e aos 49min Rômulo recebeu na entrada da área e chutou colocado, de primeira, no canto esquerdo do goleiro do Flu. É bizarro dizer que comemoramos o empate mas, dadas as circunstâncias do jogo, nada mais natural. Os jogadores do Grêmio tiveram a famigerada alma castelhana e reviveram o imortal tricolor. Após o quarto gol do Fluminense, Maidana abandonou a zaga e posicionou-se como atacante; Patrício e Escalona também se jogaram para o ataque; Jeovânio não se afobou nos passes; Rafinha, Herrera e Rômulo foram decisivos.

Por todas essas ocorrências foi um jogo incrível, memorável (conforme informação da Gaúcha, foi o oitavo empate em 4x4 na história do Grêmio).

Após o jogo se anunciou a contratação de Leo Lima, ex-Santos.

GRÊMIO: Galatto, Patrício, Maidana, William e Escalona; Lucas, Sandro Goiano (Jeovânio), Tcheco e Ramón (Herrera); Rômulo e Rafinha. Técnico: Mano Menezes.

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Rogério, Gabriel Santos, Tiago Silva e Marcelo; Marcão, Arouca (Beto), Juliano (Jean) e Petkovic; Cláudio Pitbull e Tuta (Evando). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG), Guilherme Dias Camilo (MG) e Alexandre Santos Conceição (MG)
Gols: Ramón, aos 26 minutos do primeiro tempo; Rômulo, aos 22, Evando, aos 25, Petkovic, aos 32, Marcelo, aos 34, Petkovic, aos 42, Herrera, aos 47, e Rômulo, aos 49 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Jeovânio (Grêmio); Tuta, Marcão, Marcelo, Jean (Fluminense)
Cartões vermelhos: Tcheco (Grêmio); Jean (Fluminense)

domingo, 9 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - ITÁLIA (5)1X1(3) FRANÇA (09/07/2006, Berlin, domingo, 15h, final)


Esperava um 0x0 até a prorrogação e aí a decisão por pênaltis, mas felizmente o árbitro argentino Horacio Elizondo marcou pênalti logo aos 7min de jogo, convertido por Zidane (a bola bateu no travessão e entrou um palmo para dentro e saiu), forçando a Itália a sair para o jogo. Buffon acabou não conseguindo superar o recorde de invencibilidade de Walter Zenga na Copa de 1990.

Não demorou muito: aos 19min, Materazzi pula mais alto, após uma cobrança de escanteio, e cabeceia para o gol. O jogo seguiu equilibrado, mas no começo do 2.º tempo a França estava melhor. As equipes não criaram mais chances perigosas e a prorrogação foi inevitável.

Henry, exausto, foi substituído nos primeiros minutos; Zidane, canditatíssimo a melhor jogador da Copa, discutiu com um zagueiro italiano e deu-lhe uma cabeçada. Buffon fez um estardalhaço para que o auxiliar avisasse ao árbitro o ato anti-esportivo do francês, até que este foi expulso, merecidamente.

Nas cobranças decisivas, apenas Trezeguet errou. Barthez pulou sempre - errado - para o lado esquerdo, mas na última cobrança, de Grosso, mudou o canto e errou novamente: o italiano chutou bem para a esquerda do goleiro e a Itália se sagrou tetra-campeã.

Nenhuma das duas seleções tinham time e futebol para serem campeãs. O título tinha que ser do Brasil. Mas dentre as seleções que jogaram com seriedade e que contaram com jogadores dispostos a vencer, a Itália fez por merecer.

ITÁLIA: Buffon; Zambrotta, Materazzi, Cannavaro e Grosso; Gattuso, Pirlo, Perrota (De Rossi) e Cameronesi (Del Piero); Totti (Iaquinta) e Luca Toni. Técnico: Marcello Lippi.

FRANÇA: Barthez; Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal; Vieira (Diarra), Makelele, Malouda, Zidane e Ribéry (Trezeguet); Henry (Wiltord). Técnico: Raymond Domenech.

Árbitro: Horácio Elizondo (ARG), Dario Garcia e Rodolfo Otero (ARG).
Cartões amarelos: Zambrotta (Itália); Diarra, Malouda e Sagnol (França).
Cartão vermelho: Zidane (França).
Gols: Zidane, aos 7 minutos do primeiro tempo; Materazzi, aos 19 minutos do primeiro tempo.

A minha seleção da Copa é a seguinte:

Goleiro: vários bons goleiros atuaram nessa Copa, como Isaksson (Suécia), Hislop (de Trinidad e Tobado, mas que eu não vi jogar), Van der Saar (Holanda), Cech (República Checa). Gostei de Lehmann, Ricardo e Buffon, mas acho que este último é mais merecedor.

Zagueiros: Cannavaro e Lúcio.

Laterais: Burdisso e Lahm.

Volantes: Gattuso (ou Pirlo) e Maniche.

Meias: Zidane e Maxi Rodrigues (Riquelme)

Atacantes: Klose e Henry (Cristiano Ronaldo)

Grêmio 3x0 Sport (Série B, 31.ª rodada, Arena do Grêmio, 20.09.2022, 19:00)

 Com Renato de volta à casamata gremista, e após a vitória contra o Vasco, a expectativa era de como o Grêmio se portaria nos jogos fora de ...