domingo, 4 de agosto de 2013

Grêmio 1x1 Inter (Brasileirão 2013, 11.ª rodada, Arena do Grêmio, 04.08.2013, 16h)

Fraco desempenho e derrota para Corinthians no Pacaembu por 2x0, em 31/07/2013. Zé Roberto e Vargas machucados. O Inter folgou a semana, mas perdeu na rodada anterior para o Náutico fora de casa por 3x0. Independente disso, o time do Inter tem melhor campanha e se avizinha do G4.

O mistério na véspera do Grenal foi mantido nos dois lados. Agora o Grenal não é mais na última rodada do Brasileirão. Apenas soubemos da escalação quando anunciada no som da Arena. Renato escalou 3 zagueiros: Bressan, Werley e o estreante Rodolpho. Elano jogou na posição de Zé Roberto, e o ataque teve Kleber e Barcos. Pelo lado do Inter, Dunga contaria com o retorno de vários titulares como Damião e Dalessandro, poupados na rodada anterior na derrota para o Náutico por 3x0 no Recife.

O Grenal exigiu muita atenção pois seria o primeiro na Arena. Chegou a ser noticiado que o clássico seria apenas com a torcida gremista, pois a BM achava complicado preservar a segurança dos colorados no deslocamento em volta da Arena, além do espaço dentro do estádio. Ao final prevaleceu a disponibilização de 1500 ingressos para sócios do Inter. E no dia do jogo o único incidente entre torcidas foi na manhã de domingo, no trensurb, bem longe da Arena. No mais foi muito tranquilo.

Iniciamos o deslocamento pouco antes das 14h e chegamos para entrar por volta das 15h. O público foi bom, mas não lotou as acomodações. Reclama-se que os assentos dos sócios ausentes deveriam ser postos para venda.

O jogo começou disputado, mas o Grêmio tinha certa vantagem. pouco depois dos 15min o árbitro marcou pênalti em Kleber. Elano bateria, mas Barcos pediu a bola pois é o artilheiro e há muito tempo está em má fase. O argentino bateu bem e fez 1x0.

Poucos minutos depois, Williams avançou sem obstáculo e cruzou para Damião, livre (apesar dos 3 zagueiros), empatou o jogo.

O gol de empate sossegou as ações, mas até o intervalo o time de Renato esteve melhor e mais próximo do segundo gol.



Adriano não estava atuando bem, tinha um cartão amarelo e por pouco não foi expulso, no primeiro erro do árbitro. Renato promoveu a substituição antes do fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, Renato demorou para alterar a equipe. Maxi Rodriguez entrou no lugar de Elano, e mais além o desconhecido Paulinho (mais um que veio da base do Juventude) no lugar de Riveros. A qualidade do jogo diminuiu com as decisões contestadas do árbitro, que desagradaram a torcida, a imprensa e os dois times. Dois jogadores do Inter e um do Grêmio foram expulsos. Aos 40min nos encaminhamos para o E2.

Próximo jogo é em casa contra um dos líderes, o Coritiba.

GRÊMIO: Dida; Werley, Rhodolfo e Bressan; Pará, Adriano (Ramiro, aos 39'/1º), Riveros (Paulinho, aos 36'/2º), Elano (Maxi Rodríguez, 26'/2º) e Alex Telles; Kleber e Barcos. Técnico: Renato.

INTER: Muriel; Ednei (Fabrício, intervalo), Ronaldo Alves, Juan e Kleber; Willians, Josimar, Jorge Henrique e D'Alessandro; Forlán (Scocco, aos 23'/2º) e Damião. Técnico: Dunga.

Gols: Barcos (Grêmio, aos 18 minutos do primeiro tempo); Damião (Inter, aos 21 minutos do primeiro tempo). Cartões amarelos: Adriano, Rhodolfo e Bressan (Grêmio); Willians, Josimar, D'Alessandro e Jorge Henrique. Cartões vermelhos: Jorge Henrique e Fabrício (Inter); Werley (Grêmio) Arbitragem: Fabrício Neves Correa, auxiliado por Marcelo Barison e José Eduardo Calza. Público: 40.054 mil pessoas. Renda: R$ 1.926.065

domingo, 28 de julho de 2013

Grêmio 2x0 Fluminense (Brasileirão 2013, 9.ª rodada, Arena do Grêmio, 28.07.2013, 16h)

Incomum transmissões dos jogos do Grêmio no Sportv, mas o jogo contra o Criciúma, no sábado, 20.07.2013, por alguma razão, mereceu o televisionamento. Bem, era melhor nem ter acompanhado o jogo. Sem Souza e Adriano, Renato optou por uma dupla de volantes jovens e promissores: Ramiro e Matheus Biteco. Com a limitação dos 3 estrangeiros, o recém contratado Riveros sobrou, pois Renato levou Vargas e Barcos (titulares) e Maxi Rodrigues no banco. A partida começou com o Criciúma elétrico. As coisas ficaram difíceis quando Matheus Biteco foi expulso em um lance bobo (teria tentado agredir um adversário... na verdade pesou a inexperiência, ele foi rude para rejeitar o adversário, mas não tinha a intenção de agredir). Cris entrou e no primeiro lance perdeu de cabeça e o Criciúma saiu na frente. Sem prejuízo, o Grêmio se encontrou em campo e Zé Roberto empatou com um golaço. No segundo tempo o Grêmio poderia ter vencido. Mas Vargas também foi expulso em um lance parecido com o de Biteco. Dois a menos e aí as coisas ficaram terríveis. Na pressão o Criciúma fez o gol da vitória. O final do jogo, no entanto, foi com pressão gremista, após o ingresso de Maxi Rodrigues e Kleber. Sensação foram de 3 pontos perdidos, pois mesmo com 10 em campo o Grêmio poderia ter vencido.

O jogo seguinte, em casa, contra o Fluminense, então, se tornou decisivo. Agregado a isso (necessidade de subir na tabela), coincidiu com a data comemorativa dos 30 anos da Copa Libertadores de 1983 (vencida em 28.07.1983, no Estádio Olímpico, contra o Peñarol, por 2x1). Previsão de público expressivo.

Começamos o deslocamento 14h e chegamos numa boa. Na entrada havia réplicas da taça da Libertadores em cartolina. O hino "Grêmio, Grêmio, nós somos campeões da América" tocou várias vezes. Levei o gravador H4n para registrar o áudio, uma encomenda da galera da URSO.

Sem M. Biteco e Vargas ficou fácil escalar o time: Riveros faria sua estreia, compondo o meio com Adriano. No ataque, Kleber fez companhia a Barcos.

Antes da bola rolar, vários jogadores que disputaram a final de 1983 foram ao gramado com a taça Libertadores.

O primeiro tempo foi complicado para o time do Renato. O Fluminense, de Abel, mesmo sem Fred, impôs seu jogo e perdeu várias chances de gol. O Grêmio apenas viu o Flu jogar. O segundo tempo foi bastante diferente. Logo no início percebemos que os jogadores voltaram mais calmos, valorizando a posse de bola (sem os passes espetados e as jogadas inúteis). O gol não demorou a sair. Alex Telles foi até a linha de fundo, após uma boa jogada do Barcos, e cruzou para Riveros, que marcou o gol na sua estreia com a camisa gremista. O Fluminense teve chances para empatar o jogo, inclusive com uma bola no poste. A vitória foi consolidada com gol de Kleber.

Próximo jogo é contra o Corinthians, fora de casa, no meio da semana. Domingo que vem tem Grenal.




Grêmio: Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Adriano (Ramiro; 29'/2°), Riveros, Elano (Maxi Rodríguez; 32'/2°), Zé Roberto (Gabriel; 41'/2°); Kleber e Barcos. Técnico: Renato Portaluppi

Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva (Diguinho; intervalo), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Rhayner; 27'/2°), Jean, Deco e Wagner (Kennedy; 35'/2°); Rafael Sobis e Samuel.

Gols: Riveros (G), a cinco; Kleber (G) a 39 minutos do segundo tempo. Cartão amarelo: Gum (F). Arbitragem: Raphael Claus (SP), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (BA) e Emerson de Carvalho (SP). Público: 31.098

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Grêmio 2x1 Botafogo (Brasileirão 2013, 7.ª rodada, Arena do Grêmio,14.07.2013, 16h)

Antes da pausa do Brasileirão 2013 em decorrência da Copa das Confederações 2013, realizada no Brasil, o Grêmio enfrentou na Arena o São Paulo. A noite era muito fria (12.06.2013), e com receio de gripes e resfriados, optamos por ficar em casa. Dizia-se que o jogo era decisivo para a permanência de Luxemburgo como técnico gremista: após a eliminação na Libertadores 2013, apenas uma grande campanha nas primeiras 5 rodadas poderia mantê-lo no cargo. O desempenho foi mediano. Mas a atuação contra o São Paulo foi muito ruim. O Grêmio começou com uma escalação bizarra de 3 atacantes (Welligton e mais dois), e o time de Rogério Ceni saiu na frente. Apenas no 2.º tempo a equipe reagiu e empatou. O resultado magro não agradou, assim como a atuação do time e as opções do Luxa. Wianey levantou a bola nos dias seguintes de que Luxa cairia. Mas não caiu. Ou custou a cair. O Grêmio deu uns 10 dias de férias ao grupo e nos dedicamos todos a acompanhar os belos jogos da Copa das Confederações 2013. Após o período vacante, Luxa preparava-se para a retomada dos trabalhos. Foi agendado um jogo-treino, no Estádio Olímpico, sem torcida, num sábado pela manhã. E foi durante a partida, que iniciou com Roger Machado comandando o time, que se anunciou a despedida de Luxemburgo. A notícia tomou todos de surpresa, pois foi adotada apenas uma semana antes da partida contra o Atlético/PR: se era para demitir, que tivesse sido no início, para dar tempo ao novo treinador conhecer o elenco. Koff e os dirigentes passaram a tranquilizar a torcida, garantindo que despediram Luxa na hora certa (aguarda-se um desfecho belicoso caso não haja acordo quanto às verbas rescisórias). As causas da demissão não foram totalmente esclarecidas, mas diz-se que a gota d'água foi a insubordinação de Luxa quanto amuma ordem de Koff transmitida por um assessor (preservar Welligton do jogo-treino pois seu time de origem teria proposta para venda). A torcida, por sua vez, já reclamava que com as escalaçōes equivocadas e substituiçōes e opçōes bizarras, parecia que Luxa estava provocando a demissão, de olho na alta multa rescisória. O novo técnico não foi anunciado de imediato: alguns nomes foram especulados (Cristóvão Borges, que está no Bahia, Muricy, que recentemente saiu do Santos, e Celso Roth - mas o preferido era Renato). Somente na segunda-feira veio a confirmação do acerto com Renato Portaluppi.

Tem sido muito enfatizada, desde então, a afinidade de Koff com Renato. Acredito que o presidente não deixará de opinar na escalação e na parte tática -e será ouvido, ao contrário de Luxa, que preconizava controle total do vestiário e das coisas alheias ao futebol (como se ele fosse o presidente).  A imprensa reconhece o talento de Luxa, mas vem destacando a diferença no ambiente (Barcos afirmou que lhe era solicitado jogar mais recuado, e Kleber disse que os primeiros 7 meses do ano foram perdidos; além disso, os treinos são agendados em horário mais cedo, e têm espaço para intensa parte física e tática). Acima de tudo, Renato assumiu o compromisso de recuperar o vestiário, e devolver ao time a garra pela qual o Grêmio sempre foi conhecido.

Renato assumiu imediatamente sua nova função, e estreou no retorno do Brasileirão 2013 contra o Atlético/PR, fora de casa, em 06/07/2013. Difícil perceber, no curto tempo, se houve alteraçōes táticas ou anímicas. O time saiu perdendo, mas reagiu no segundo tempo. O novo reforço, Maxi Rodriguez, meia uruguaio sub-21 do Wanderes, acertou um lançamento de longa distância que encontrou Barcos. O atacante argentino desencantou e fez um gol de centroavante, quebrando jejum de 70 dias sem gols.

O jogo seguinte seria muito marcante: a) estreia de Renato na Arena; b) primeiro jogo do Grêmio na Arena no clássico horário do futebol: 16h de domingo; c) adversário , Botafogo, de Seedorf e Lodeiro é o atual lider da competição. Renato ainda não contaria com Riveros, o volante paraguaio trazido para suprir a venda de Fernando para o Shaktar Donetsk. O time a ser escalado teve o retorno de Elano, e a ausência de Barcos, machucado.

Partimos para a Arena pouco depois das 14:30. Chegamos sem obstáculos faltando uns 40min para o apito inicial. Logo percebemos que foram instaladas grades nas escadas e junto aos assentos. Melhorou bastante o equilíbrio no íngreme nível 4.

O jogo foi muito bom desde o início. Seedorf mostrou porque continua com atuações de alto nível. O Grêmio saiu na frente, com Vargas, que fez um gol difícil aparando de primeira um cruzamento do Alex Telles na linha de fundo. O holandês do Fogão empatou com um golaço de fora da área; o cara se aproximou, a defesa abriu, e veio o disparo indefensável. Vargas fez o gol da vitória ainda no primeiro tempo: Bolivar afastou parcialmente a bola da área, e Vargas deu outro chute de primeira. O lance foi contestado pelos visitantes, pois o bandeirinha marcou impedimento de Kleber; nunca fui fã das atuações do Paulo César Oliveira em jogos do Grêmio, mas ele acertou em validar o gol, pois Kleber não participou do lance. E nem cabe culpar o bandeirinha, pois a defesa do Botafogo não parou com o sinal do bandeirinha - no vídeo dá pra ver que eles correm para marcar Vargas na hora da conclusão.

Choveu praticamente o jogo inteiro. Ms o gramado, bem verde agora, deu conta. A partida continuou em bom nível. Percebemos que Pará foi orientado a cuidar mais das tarefas defensivas; Alex Telles atacou mais e mandou bem. Elano decepcionou e foi bem substituído por Maxi Rodriguez. 

Aos 40min da etapa final começamos o deslocamento para o E2.

A vitória contra o atual líder foi importante. Próximo jogo é fora de casa contra o Criciúma.




BRASILEIRÃO - 7ª RODADA - 14/7/13

GRÊMIO: Dida, Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Adriano, Souza (Matheus Biteco 38'/2º), Zé Roberto e Elano (Maxi Rodríguez 23'/2º); Vargas e Kléber. Técnico: Renato Portaluppi

BOTAFOGO: Jefferson, Lucas (Gilberto 15'/2º), Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Renato, Lodeiro (Elias 21'/2º), Seedorf e Vitinho (Henrique 30'/2º); Rafael Marques. Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols: Vargas (G), aos 12min e aos 33min, e Seedorf (B), aos 19min do primeiro tempo
Cartões amarelos: Adriano e Kléber (G); Vitinho e Marcelo Mattos (B)
Arbitragem: Paulo Cesar Oliveira, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Carlos Augusto Nogueira Júnior (trio de São Paulo). Público: 30.395 (total). Renda: R$ 1.335.155,00

domingo, 9 de junho de 2013

Brasil 3x0 França (Amistoso internacional, Arena do Grêmio, 09.06.2013, 16h)

Porto Alegre está fora da Copa das Confederações 2014, que será disputada no Brasil, a partir de 15.06.2013. Mas com a Arena pronta e funcionando, e o técnico Felipão (que gosta de mandar jogos em Porto Alegre quando a situação não está boa para a Seleção Brasileira) no comando, ajustou-se o último amistoso preparatório para a Arena do Grêmio contra a França. Se de um lado Felipão tenta armar um time competitivo e superar o retrospecto negativo do antecessor Mano Menezes, de outro Deschamps tem uma Seleção da França com vários bons jogadores e com ótimo desempenho em competições internacionais. Além disso, há mais de 20 anos o Brasil não vence a França.

A venda dos ingressos foi pela internet, primeiro para os clientes Mastercard, depois para o público em geral, e por último em pontos de venda dispersos pela cidade. Acabei me impressionando com a rápida venda nos primeiros dias e comprei os ingressos (o meu, o da Sabrina, e o do meu pai) de noite, pela internet mesmo, com o público em geral, e sem nenhum problema de acesso (diferentemente dos relatos de instabilidade do site). Para uma visão de jogo diferente da que acostumamos nos jogos do Grêmio, elegemos a cadeira gramado, e involuntariamente errei o lado: escolhi o leste, perto da geral. No dia do jogo, por mim tinha ido mais cedo, mas acabamos indo depois das 14h, e com uns 40min de trânsito, fomos os últimos a conseguir estacionar no E2.

Estávamos empolgados com o (a) jogo do Brasil, (b) contra a França, (c) na Arena. Parece uma prévia de Copa do Mundo, e aí nos pilhamos ainda mais para ver jogos da Copa em Porto Alegre, e até jogos do Brasil nos outros estádios. A Arena já estava cheia, os lugares muito fáceis de encontrar e em seguida acompanhamos o aquecimento dos times em campo. A cadeira gramado é muito boa de acompanhar o jogo, como alguns colegas já haviam antecipado, e é bem fácil identificar os jogadores em campo (por outro lado, lá em cima é melhor de ver disposição tática, e o jogo parece mais tranquilo de ver).

Com a bola rolando, o Brasil entrou em campo com o que tinha de melhor (alguém pode querer Fernando no time, e alguém no lugar do Hulk, mas qualquer opção é defensável nesses casos), e a França sem força máxima (Ribery e Nasri foram preservados, dentre outros). Particularmente queria conferir as atuações de Thiago Silva, Oscar, Neymar, Benzema e sobretudo Valbuena. O baixinho do Olympique de Marselha não decepcionou e correu o tempo todo, mas os seus companheiros não finalizaram bem. O Brasil foi para o ataque desde o início de jogo. A França tinha melhor toque de bola e melhor saída de jogo. O Brasil as vezes lembrava o Grêmio, com os zagueiros iniciando as jogadas, lentamente (diferença é a qualidade dos zagueiros). Lamentavelmente não houve gol do Brasil no 1.º tempo, pois acompanhamos de perto o ataque do time do Felipão.

Para o 2.º tempo não houve alterações. O Brasil voltou melhor, e aos 8min Oscar abriu o placar. Em seguida saiu junto com Hulk para o ingresso de Fernando e Lucas. A partir daí várias alterações nos 2 times. O Brasil ampliou com um gol de Hernanes, e deixamos a Arena com uns 40min para não se apertar no trânsito da saída. Perdemos o 3x0, com gol de pênalti do Lucas.



BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo (Hernanes, 35'/2ºT), Paulinho (Dante, 40'/2ºT) e Oscar (Fernando, 19'/2ºT); Neymar (Bernard, 42'/2ºT), Hulk (Lucas, 19'/2ºT) e Fred (Jô, 25'/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

FRANÇA: Lloris, Debuchy, Rami, Sakho e Mathieu; Matuidi (Grenier, 24'/2ºT), Cabaye (Gomis, 36'/2ºT), Payet, Valbuena (Lacazette, 24'/2ºT) e Guilavogui; Benzema (Giroud, 24'/2ºT). Técnico: Didier Deschamps

Árbitro: Victor Hugo Carrillo Casanova, Jonny Moncada (PER) e Cesar Escano (PER). Renda e público: R$ 6.833.515,00/ 51.643 pagantes. Cartão Amarelo: David Luiz (BRA). Gols: Oscar, 8'/2ºT (1-0); Hernanes, 38'/2ºT (2-0); Lucas, 47'/2ºT (3-0)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Grêmio 1x0 Vitória (Brasileirão 2013, 4.ª rodada, Arena do Grêmio, 05.06.2013, 21h)

O Grêmio foi eliminado do Gauchão 2013, e em seguida da Copa Libertadores 2013. O trabalho de Luxemburgo sofreu sério questionamento, sobretudo pela derrota contra o Santa Fé, em Bogotá. Para esse jogo o Grêmio se preparou concentrando-se 10 dias em Bogotá, a fim de se aclimatar à altitude. Luxa não pode comandar o time em campo, pois foi suspenso por 6 jogos (mais multa) pelos incidentes após o jogo contra o Huachipato. Seja como for, o Grêmio esteve irreconhecível, e a desclassificação foi decepcionante (agora só o Atlético-MG, candidato ao título, representa o Brasil, pois Fluminense, Corinthians e Palmeiras ficaram de fora).

Koff bancou a permanência de Luxa. O elenco será reformulado, pois a folha de pagamento é muito alta, não há mais a Libertadores para jogar, e o desempenho de alguns jogadores foi insuficiente (André Santos tinha contrato até julho, mas já foi liberado; Vargas provavelmente será exigido de volta pelo Napoli; Cris é banco de Bressan; Willian José foi cedido ao Santos). A aposta é em alguns reforços e na valorização dos jovens (irmãos Biteco, Lucas Coelho, Alex Telles, Ramiro). Fernando, por outro lado, na Seleção Brasileira que disputará a Copa das Confederações, provavelmente será vendido.

O Brasileirão 2013 iniciou para o Grêmio contra o Náutico no Alfredo Jaconi (decorrência de uma perda de mando de campo devido aos incidentes no Grenal da última rodada do Brasileirão 2012, no Estádio Olímpico). A vitória foi de 2x0. O jogo da 2.ª rodada, contra o Atlético-MG foi adiado, e na 3.ª rodada o time do Luxa perdeu a ótima chance de vencer o Santos na Vila Belmiro (isso só aconteceu uma vez, em 2008, na temporada inédita de Roth), pois Neymar tinha acabado de ser vendido para o Barcelona, e na véspera da partida o técnico Muricy Ramalho foi demitido. O Grêmio saiu na frente com gol de Vargas, mas cedeu o empate: Souza cometeu pênalti (há quem diga que não houve intenção de dominar a bola com a mão), e Willian José consolidou o 1x1.

Luxa anunciou que faria revezamento de Elano e Zé Roberto, pois entende que o campeonato é longo e é inviável manter os titulares em todos os jogos. Acredito que ele está certo, o Brasileirão é sua especialidade, e desde o ano passado foi possível notar como ele distribui o elenco nas rodadas. No caso, ele preservou Elano desse jogo contra o Vitória, pela 4.ª rodada, para escalar Guilherme Biteco, pois nos jogos seguintes o Grêmio enfrenta Atlético-MG e São Paulo. Para mim, não tem polêmica, e é a resposta para quem reclama de falta de oportunidades: a temporada é longa - todos vão jogar.

Fomos para a Arena com uma hora de antecedência, mas parando para abastecer e tudo mais, chegamos em cima da hora, e com a bola rolando. O acesso estava bem tranquilo, e esse jogo marcou o retorno do setor da Geral, com grades para evitar a avalanche.

O início do jogo foi morno, mas a partir dos 20min o Grêmio passou a colecionar chances de gol. Barcos tem jogado muito mal, e teve algumas oportunidades, e assim como as de Kleber, todas encontraram o goleiro do Vitória. Ao final do jogo elogiou-se a atuação do goleiro do Vitória, mas eu credito muito mais a ineficiência dos atacantes gremistas, que facilitaram a tarefa do goleiro concluindo as jogadas onde ele já estava.

No 2.º tempo Luxa promoveu o ingresso de Elano no lugar de Biteco, e o cara entrou muito bem. Assumiu a armação do time, e foi decisivo ao fazer o gol da vitória em cobrança de falta.



GRÊMIO: Dida; Pará, Bressan, Werley e Alex Telles; Adriano (Welliton, 21'/2º), Souza, Guilherme Biteco (Elano, 12'/2º) e Zé Roberto; Kleber (Ramiro, 26'/2º) e Barcos.Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VITÓRIA: Wilson, Nino, Gabriel Paulista, Vitor Ramos e Danilo Tarracha; Michel, Neto Coruja, Cáceres (Marquinhos, 26'/2º) e Escudero; Vander (Willie, 34'/2º) e Dinei (Giancarlo, int). Técnico: Caio Júnior. Gol: Elano (G), a 24 do segundo tempo. Cartões amarelos: Kleber, Adriano, Welliton (G), Gabriel Paulista, Vitor Ramos (V). Arbitragem: Marcos André Gomes da Penha, auxiliado por Vanderson Zanotti e Leonardo Mendonça (trio capixaba). Renda: R$ 434.699,00. Público: 17.666 (15.665 pagantes)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Grêmio 2x1 Independiente Santa Fe (Libertadores 2013, Oitavas-de-final, Arena do Grêmio, 01.05.2013, 19h30min)

A campanha do Grêmio na fase de grupos da Libertadores 2013 não foi das mais animadoras. O time de Luxa se classificou somente na última rodada, num grupo considerado não muito complicado (apenas Fluminense era um time de tradição). Na última partida, no Chile contra o Huachipato, o Grêmio segurou um empate de 1x1. Ao final houve confusão na saída de campo, e Luxemburgo aparentemente provocou a comissão técnica adversária. Rendeu para o Grêmio várias punições (multas e jogos de suspensáo para Douglas Grolli e o auxiliar técnico Emerson) sendo a pior delas a suspensão por 6 jogos para Luxemburgo. Uma das piores campanhas da fase de grupos e o adversário seria o Independiente Santa Fé da Colômbia, sendo o jogo decisivo em Bogotá (lembra Millionarios na Copa Sul-americana 2012).

Na Champions League vimos como antecipar a classificação nos jogos de ida: Borussia Dortmund e Bayern München eliminaram Real Madrid e Barcelona ao vencerem os jogos em casa por 4x1 e 4x0. Mas em se tratando de Libertadores, na qual os times visitantes jogam pra não jogar (retrancados, marcação fortíssima, retardando reposições de bola), é bastante incomum placar tão dilatado. O que dá pra fazer é vencer o jogo em casa, tentando não tomar gols, e se segurar no jogo fora de casa, de preferência fazendo algum gol (para se valer da vantagem do gol qualificado).

Contra o Santa Fé, jogo de ida, na Arena, chegamos pouco mais de 30min antes do jogo começar. A partida seria no feriado do dia do trabalho, no meio da semana, em horário cedo. Mas não veio o público esperado. Luxa teria, ainda, alguns desfalques, sobretudo Zé Roberto, que cumpria suspensão. Nessas condições, Luxa promoveu André Santos para o meio-campo, Alex Telles na lateral-esquerda. Ainda bem que Elano voltou após longa parada por lesão.

Desde o início da partida deu pra ver que o Independiente Santa Fé não tem bom time, e que estava disposto a não jogar. O ideal seria marcar logo um gol, para evitar aquela angústia de criar chances e não fazer gols. Vargas acertou um belo gol ainda antes dos 30min do primeiro tempo.

O jogo foi marcado por uma expulsão em um lance ridículo de Cris. E foi a segunda expulsão do cara em jogo pela Libertadores 2013 (a outra também foi na Arena, contra o Fluminense). Elano deu lugar ao novo zagueiro recém contratado do Lajeadense Gabriel. O time de Luxa tomou o empate e teve que se superar para sair do jogo com vitória.

O gol do 2x1 foi de Fernando, num chutaço de fora da área.

O jogo de volta é daqui a duas semanas, na altitude de Bogotá.


GRÊMIO: Dida; Pará, Cris, Bressan, Alex Telles (Guilherme Biteco, 27'/2º); Fernando, Souza, Elano (Gabriel, 11'/2°), André Santos; Vargas, Barcos (Kleber, 41'/2º). Técnico: Roger Machado (interino)

SANTA FE: Vargas; Roa, Valdés, Meza, Garcia; Bedoya (Valencia, 21'/2°), Torres, Anchico, Omar Pérez, Cuero (Borja, 17'/2º); Medina. Técnico: Wilson Gutiérrez

Gols: Vargas (G), a 27 minutos do primeiro tempo; Omar Pérez (I), a 9 e Fernando (G), a 35 do segundo. Cartões amarelos: Bedoya, Meza, Cuero, Roa (I), Fernando, Cris (G). Expulsão: Cris (G). Arbitragem: Patrício Loustau, com o auxílio de Diego Bonfa e Ivan Nuñez (trio argentino). Renda: R$ 1.895, 151. Público: 35.650

terça-feira, 23 de abril de 2013

Grêmio 0(5)x(3)0 São Luiz (Gauchão 2013, 2.º turno, quartas-de-final, Arena do Grêmio, 22.04.2013, 21h)

No 2.º turno do Gauchão 2013 já não era mais o caso de poupar jogadores, pois seria necessário vencer o returno para disputar a final contra o Inter (vencedor do 1.º turno). Ainda que assim não fosse, o time de Luxa ainda não demonstra sequência boa de jogos, então importava dar entrosamento aos jogadores. Para o jogo das quartas-de-final, na Arena, contra o São Luiz, alguns desfalques: Werley (ainda machucado), André Santos, Elano (machucado), Fernando (convocado por Felipão para a Seleção) e Vargas (convocado para a Seleção chilena - o cara fez gol no time do Felipão). O jogo serviu para Luxa escolher os jogadores a serem inscritos na próxima fase da Libertadores 2013, considerando a saída de Vílson, Leo Gago, André Lima e Leandro. Disputavam as vagas possíveis os irmãos Biteco (Guilherme e Matheus) e Fábio Aurelho.

Fomos para a Arena com pouca antecedência, e o público foi bem pequeno (pouco mais de 16mil). O jogo foi terrível. Nenhum gol, e poucas chances. Guilherme Biteco entrou no segundo tempo e foi bem, deu mais movimentação. O cara foi decisivo na decisão por pênaltis; com o empate em 0x0, a classificação para a semifinal do Gauchão 2013 foi para os pênaltis, e o Grêmio se classificou por 5x3, mediante cobranças equivocadas do São Luiz. Próximo jogo seria contra o Juventude, pela seimifinal, e aí, no Alfredo Jaconi, com titulares e tudo, o Grêmio perdeu nos pênaltis. Desclassificado do Gauchão 2013, agora só resta a Libertadores 2013 (o Brasileirão 2013 inicia no último fim-de-semana de maio).

A participação do Grêmio no Gauchão 2013 foi decorrência da prioridade dada à Libertadores 2013. Nem por isso algumas decisões técnicas do Luxa deixaram de ser criticadas, sobretudo a preterição do Matheus Biteco (não ficou nem no banco) em favor de Fábio Aurélio no jogo decisivo contra o Juventude. Já é questionada a contratação e a titularidade de Dida, bem como a manutenção de Luxemburgo (Renato Portaluppi seria o plano B).

GRÊMIO: Dida; Pará (Tony, 27'/2º), Cris, Bressan, Alex Telles; Souza, Matheus Biteco,(Guilherme Biteco, 19'/2º), Fábio Aurélio (Yuri Mamute, int.), Zé Roberto; Kleber, Barcos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO LUIZ: Oliveira; Júnior Barbosa, Tiago Costa, Marcel, Adãozinho; Baiano, Chicão, Washington, Marcos Paraná (Danilo Bahia, 35'/1º); Juba, Eraldo (Ícaro, 24'/2º). Técnico: Leandro Machado

Cartões amarelos: Tiago Costa, Marcos Paraná, Júnior Barbosa, Oliveira (SL), Cris, Souza, Tony (G). Expulsão: Tiago Costa (SL). Arbitragem: Anderson Daronco, auxiliado por José Javel Silveira e Alexandre Kleiniche. Renda: R$ 506.356,00. Público: 16.164 (14.080 pagantes)

Grêmio 3x0 Sport (Série B, 31.ª rodada, Arena do Grêmio, 20.09.2022, 19:00)

 Com Renato de volta à casamata gremista, e após a vitória contra o Vasco, a expectativa era de como o Grêmio se portaria nos jogos fora de ...