Na segunda rodada da primeira fase quem se deu bem foi a Argentina, o Uruguai (encaminhou classificação aplicando 3x0 na anfitriã África do Sul, de Parreira), a Holanda (vitória magra sobre o Japão) e o Paraguai (vitória sobre Eslováquia encaminha classificação). Itália, com mais um empatezinho, Alemanha, com derrota surpreendente para a Sérvia, França, com derrota de 0x2 para o México, e Camarões, com derrota, de virada, de 1x2 para a Dinamarca, foram os destaques negativos. A França, particularmente, tem feito um papelão: Anelka foi cortado da delegação por ter ofendido o técnico Domenech; e o resto do time se recusou a treinar no dia seguinte. É evidente que o time francês vai embora mais cedo em 2010.
Eu, como tantos, esperava um jogo complicado do Brasil contra a Costa do Marfim. Afinal, passado o nervosismo da estreia, a segunda rodada é decisiva, sobretudo para o time liderado por Drogba que não havia passado de um empate sem gols contra Portugal. Só que o time de Dunga facilitou as coisas para si próprio e o Brasil jogou muito e ganhou por 3x1 num jogo duro. Luís Fabiano abriu o placar com um gol típico de artilheiro (fosse outro teria chutado a bola no goleiro). No segundo tempo, Luis Fabiano, em jogada individual e irregular (utilizou o braço para ajeitar a bola duas vezes, e ainda há quem diga que cometeu falta), ganhou de três defensores marfinenses e fez um golaço. Elano, antes de sofrer uma falta violenta e ser substituído, fez o seu segundo gol em Copas. Drogba aproveitou bobeira da defesa brasileira (Felipe Melo olhou para a bola e não acompanhou o atacante que vinha as suas costas) e fez o gol de honra. Os jogadores da Costa do Marfim não se preocuparam em jogar futebol tanto quanto deveriam e não mereceram maior sorte. Bateram nos jogadores brasileiros, que não pouparam protestos contra as faltas recebidas. O árbitro francês não coibiu a violência e ainda expulsou Kaká (o capitão brasileiro estava possuído e reclamando muito; num lance bizarro, um adversário esbarrou nele, caiu pretextando uma cotovelada ou algo do tipo, e provocou a expulsão de Kaká – 32 câmeras no estádio comprovaram que o brasileiro não fez nada, a não ser ter ficado de pé).
O jogo foi quente também depois do apito final: na entrevista coletiva, Dunga se envolveu em uma desinteligência com um jornalista, e não conteve xingamentos em voz baixa, captados pelos microfones. Particularmente, tenho achado muito divertido ver Dunga enfrentando dessa maneira os jornalistas, sem concessões e sem preocupação com boas opiniões a seu respeito. Dunga está dando uma de Jackass ou de Pânico (das antigas, quando diziam as coisas – muitas vezes indelicadas - na cara das pessoas). É evidente que Dunga não precisava criar e cultivar inimigos desse jeito – as coisas podiam ser feitas de maneira diferente e low profile -, mas enfim, todos conhecemos o Dunga e quem não gostar vai ter que engolir, como dizia o Zagallo (que disse “vocês vão ter que me engolir” e não lembro de ninguém dizendo o quanto ele era impróprio para o cargo que ocupava).
Próximo jogo, final pela primeira rodada: Portugal.
Brasil 3x1 Costa do Marfim: primeira fase da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul - Grupo G, 20/06/2010, Domingo, 15h30
Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves), Gilberto Silva, Kaká, Luís Fabiano, Robinho (Ramires).
Costa do Marfim: Barry, Kolo Touré, Siaka Tiéné, Eboué (Romaric), Zokora, Tiote, Yaya Touré, Demel, Kalou (Keita), Drogba, Dindané (Gervinho)
Estádio: Soccer City em Joanesburgo
Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)
Gols: Luis Fabiano aos 25 minutos do primeiro tempo, Luis Fabiano aos 5 minutos do segundo tempo, Elano aos 17 minutos do segundo tempo e Drogba aos 24 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Kaká, Tiéné, Tioté, Keita. Cartões vermelhos: Kaka.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Copa do Mundo 2010 - Brasil 2x1 Coreia do Norte (15.06.2010, Joanesburgo, jogo I, 1.ª fase)
Depois da desastrosa campanha na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, Dunga foi chamado para dirigir a Seleção Brasileira. De início, acreditava que o gaúcho faria uma espécie de mandato tampão, pois a época não era favorável e os candidatos eram escassos. No entanto, o cara se firmou, não sem dificuldades. Dunga se propôs a formar um grupo fechado com ele, e deu oportunidades para vários jogadores, novatos ou veteranos. Já é folclórica, nesse sentido, a aposta em Afonsão, que era o maior artilheiro na Europa, fazendo muitos gols pelo PSV Eindhoven. O cara não aprovou, assim como Vagner Love. Por outro lado, Dunga sempre botou fé em Robinho, e conseguiu firmar Luis Fabiano como centroavante goleador. A equipe que Dunga foi formando ao longo de quatro anos foi bastante criticada, mas o técnico sempre conseguiu resultados nas horas decisivas. Assim, apesar das desconfianças gerais (lembro bem de um notório narrador que lamentava o fato do Brasil não contar com seus maiores destaques, ao contrário da Argentina, que levava todos os seus medalhões), o time de Dunga venceu a Copa América de 2007. Em 2008, a Seleção não foi bem nas Olimpíadas em Pequim, e o ano foi salvo num amistoso contra a Itália. Essa partida (goleada e boa atuação contra os então campeões do mundo) me parece ter sido o ponto de partida para as bem-sucedidas campanhas na Copa América de 2009 e na Copa das Confederações de 2009. Sabe-se bem a bronca que Dunga "tem com" e "leva da" imprensa. Basta lembrar que a Seleção Brasileira de 1990 (treinada por Sebastião Lazaroni), que perdeu por 1x0 para a Argentina de Maradona e Canigia na Copa do Mundo na Itália, e se proclamou o fim da "era Dunga". Mais tarde, em 1994, o cara voltou como capitão da Seleção que ganhou o tetracampeonato. Formou-se, então, uma espécie de antipatia mútua, que só vem aumentando, sobretudo quando o futebol do time de Dunga é criticado, ao mesmo tempo em que consegue resultados expressivos.
A convocação para as Copas do Mundo sempre envolvem polêmica. Romário foi o centro das atenções na convocação para as Copas de 1994 (foi, e foi campeão), 1998 (não foi, machucado e tido como sem condições pela comissão médica) e 2002 (não foi, excluído por Felipão). Em 2006, Ronaldo já era chamado de gordo, mas o cara foi assim mesmo, virou o maior artilheiro da história das Copas, e foi isso. Desta feita, a imprensa do centro do país, que acabou acompanhada pela imprensa de outros estados, clamou pela convocação de dois jogadores que nos primeiros meses de 2010 apresentaram bom futebol: Neymar e Ganso, do Santos. Diz-se que o Santos joga futebol bonito, pra vencer, do tipo que toma gol mas faz muitos gols, e empilhou goleadas no Paulistão 2010. Ganhou, e ainda se deu bem na Copa do Brasil 2010, passando do Grêmio nas semifinais e se credenciando para a final (que se dará depois da Copa da África do Sul). Além deles, pleiteava-se a convocação de Ronaldinho Gaúcho, que tem atuações irregulares no Milan, mas é tido como o único capaz de desempenhar as funções de Kaká, sabendo-se que Kaká (e Luis Fabiano) vem de lesão e jogou pouco em 2010 (tanto Kaká como Luís Fabiano estão readquirindo forma física e técnica no decorrer da Copa). Dunga rejeitou todos eles, bem como Adriano (que se desconvocou por episódios extracampo – brigas públicas com noiva, fora de forma, jogando pouco futebol), e chamou apenas os jogadores que corresponderam do ponto de vista da hombridade exigida por Dunga.
O grupo do Brasil para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, no papel, é complicado; são adversários na primeira fase a desconhecida Coreia do Norte, a Costa do Marfim de Drogba e Portugal de Cristiano Ronaldo, Deco e Liédson.
Se na Copa de 2006 os treinos eram abertos e (para mim, ridiculamente) transmitidos pela TV, agora praticamente nada se viu e se vê que não seja o desempenho da Seleção nos jogos da Copa. Dunga promove treinos fechados e a imprensa vem caindo de pau em cima da pouca disposição do técnico para facilitar o trabalho da multidão de jornalistas de rádio, TV e jornal (e internet). É só ver que os jornalistas acabam entrevistando-se entre si, pois não conseguem “exclusivas” com os jogadores ou com o técnico.
Seja como for, diz-se que favoritas são as seguintes seleções: Brasil, Argentina, Espanha, Holanda e Inglaterra. França, Itália e Alemanha não estão com grande força, mas são campeãs mundiais e por pior que estejam sempre vão longe.
A estreia do Brasil na Copa de 2010 seria contra a Coreia do Norte, em relação a qual nada se sabe. Até então, França, Inglaterra e Itália decepcionaram com empates nos jogos da primeira rodada, e a Holanda apresentou pouco futebol para vencer a Dinamarca. A Alemanha, de quem eu esperava muito pouco, apresentou o melhor futebol e detonou a Austrália por 4x0 com grandes atuações de Özil, Podolski, Klose e Cacau (brasileiro naturalizado entrou na etapa complementar e na primeira vez que tocou na bola fez o quarto gol). No dia seguinte da estreia brasileira, a Espanha surpreendeu perdendo de 0x1 para a Suíça.
Geralmente se espera que jogos de estreia do Brasil em Copas sejam nervosos e com pouco futebol. Não foi diferente contra a Coreia do Norte. A superioridade técnica era inegável, mas os norte coreanos se fecharam e o Brasil teve dificuldades para criar jogadas de ataque. A vitória veio só no segundo tempo, com um golaço de Maicon (que se aproveitou da famigerada bola Jabulani para dar um efeito “espírita” e fazer um gol sem ângulo) e de Elano. Kaká e Luis Fabiano não jogaram bem, mas o mais importante é os caras readquirirem ritmo de jogo. Maicon mandou bem. Achei que Michel Bastos esteve nervoso e tenho dúvidas sobre sua titularidade. Robinho se destacou pelo notável e incansável interesse no jogo, um tipo de atuação que nunca tinha visto ele desempenhar.
Próxima partida: Costa do Marfim.
Brasil 2x1 Coréia do Norte: primeira fase da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul - Grupo G, 15/06/2010, Terça-feira, 15h30.
Brasil:Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Felipe Melo (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká (Nilmar); Robinho e Luis Fabiano.
Coréia do Norte: Myonge Guk, Jong Hyok, Chol Jin, Jun Il, Nam Chol e Kwang Chon; In Guk (Kum Il), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se
Estádio: Ellis Park em Joanesburgo
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria).
Gols: Maicon aos 10 minutos do segundo tempo, Elano aos 26 minutos do segundo tempo, e Yun Nam aos 43 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Ramires. Cartões vermelhos: Nenhum.
A convocação para as Copas do Mundo sempre envolvem polêmica. Romário foi o centro das atenções na convocação para as Copas de 1994 (foi, e foi campeão), 1998 (não foi, machucado e tido como sem condições pela comissão médica) e 2002 (não foi, excluído por Felipão). Em 2006, Ronaldo já era chamado de gordo, mas o cara foi assim mesmo, virou o maior artilheiro da história das Copas, e foi isso. Desta feita, a imprensa do centro do país, que acabou acompanhada pela imprensa de outros estados, clamou pela convocação de dois jogadores que nos primeiros meses de 2010 apresentaram bom futebol: Neymar e Ganso, do Santos. Diz-se que o Santos joga futebol bonito, pra vencer, do tipo que toma gol mas faz muitos gols, e empilhou goleadas no Paulistão 2010. Ganhou, e ainda se deu bem na Copa do Brasil 2010, passando do Grêmio nas semifinais e se credenciando para a final (que se dará depois da Copa da África do Sul). Além deles, pleiteava-se a convocação de Ronaldinho Gaúcho, que tem atuações irregulares no Milan, mas é tido como o único capaz de desempenhar as funções de Kaká, sabendo-se que Kaká (e Luis Fabiano) vem de lesão e jogou pouco em 2010 (tanto Kaká como Luís Fabiano estão readquirindo forma física e técnica no decorrer da Copa). Dunga rejeitou todos eles, bem como Adriano (que se desconvocou por episódios extracampo – brigas públicas com noiva, fora de forma, jogando pouco futebol), e chamou apenas os jogadores que corresponderam do ponto de vista da hombridade exigida por Dunga.
O grupo do Brasil para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, no papel, é complicado; são adversários na primeira fase a desconhecida Coreia do Norte, a Costa do Marfim de Drogba e Portugal de Cristiano Ronaldo, Deco e Liédson.
Se na Copa de 2006 os treinos eram abertos e (para mim, ridiculamente) transmitidos pela TV, agora praticamente nada se viu e se vê que não seja o desempenho da Seleção nos jogos da Copa. Dunga promove treinos fechados e a imprensa vem caindo de pau em cima da pouca disposição do técnico para facilitar o trabalho da multidão de jornalistas de rádio, TV e jornal (e internet). É só ver que os jornalistas acabam entrevistando-se entre si, pois não conseguem “exclusivas” com os jogadores ou com o técnico.
Seja como for, diz-se que favoritas são as seguintes seleções: Brasil, Argentina, Espanha, Holanda e Inglaterra. França, Itália e Alemanha não estão com grande força, mas são campeãs mundiais e por pior que estejam sempre vão longe.
A estreia do Brasil na Copa de 2010 seria contra a Coreia do Norte, em relação a qual nada se sabe. Até então, França, Inglaterra e Itália decepcionaram com empates nos jogos da primeira rodada, e a Holanda apresentou pouco futebol para vencer a Dinamarca. A Alemanha, de quem eu esperava muito pouco, apresentou o melhor futebol e detonou a Austrália por 4x0 com grandes atuações de Özil, Podolski, Klose e Cacau (brasileiro naturalizado entrou na etapa complementar e na primeira vez que tocou na bola fez o quarto gol). No dia seguinte da estreia brasileira, a Espanha surpreendeu perdendo de 0x1 para a Suíça.
Geralmente se espera que jogos de estreia do Brasil em Copas sejam nervosos e com pouco futebol. Não foi diferente contra a Coreia do Norte. A superioridade técnica era inegável, mas os norte coreanos se fecharam e o Brasil teve dificuldades para criar jogadas de ataque. A vitória veio só no segundo tempo, com um golaço de Maicon (que se aproveitou da famigerada bola Jabulani para dar um efeito “espírita” e fazer um gol sem ângulo) e de Elano. Kaká e Luis Fabiano não jogaram bem, mas o mais importante é os caras readquirirem ritmo de jogo. Maicon mandou bem. Achei que Michel Bastos esteve nervoso e tenho dúvidas sobre sua titularidade. Robinho se destacou pelo notável e incansável interesse no jogo, um tipo de atuação que nunca tinha visto ele desempenhar.
Próxima partida: Costa do Marfim.
Brasil 2x1 Coréia do Norte: primeira fase da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul - Grupo G, 15/06/2010, Terça-feira, 15h30.
Brasil:Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Felipe Melo (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká (Nilmar); Robinho e Luis Fabiano.
Coréia do Norte: Myonge Guk, Jong Hyok, Chol Jin, Jun Il, Nam Chol e Kwang Chon; In Guk (Kum Il), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se
Estádio: Ellis Park em Joanesburgo
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria).
Gols: Maicon aos 10 minutos do segundo tempo, Elano aos 26 minutos do segundo tempo, e Yun Nam aos 43 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Ramires. Cartões vermelhos: Nenhum.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Grêmio 2x1 Atlético-MG (Brasileirão 2010, 6.ª rodada, Estádio Olímpico, 03.06.2010, 21h)
A derrota para o Corinthians, no Estádio Olímpico, pela 2.ª rodada do Brasileirão 2010 (estávamos lá) era menos importante do que o segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil 2010; afinal, era o jogo de volta do enfrentamento contra o Santos, e o Grêmio tinha chances de classificar-se pois vencera de forma heroica o primeiro jogo por 4x3. Na Vila Belmiro, em 19.05.2010, o Grêmio fez um excelente 1.º tempo, mantendo o empate sem gols. Mas o time estava desfalcado de Mário Fernandes e Rodrigo, e a zaga reserva não manteve o pique, além de que reconhecidamente alguns jogadores não voltaram "ligados" para a etapa complementar (Hugo e Douglas, por exemplo). Nessas condições, o Santos venceu com facilidade por 3x1 e despachou o time de Silas.
Só que o grupo "sentiu" a desclassificação e, ainda em São Paulo, para o jogo seguinte pela 3.ª rodada do Brasileirão 2010, tomou 4x2 do Palmeiras, no último jogo no Palestra Itália (será demolido para construção de uma arena), em 22.05.2010.
A 1.º vitória do Grêmio no Brasileirão 2010 veio apenas na 4.ª rodada, contra o Avaí, em 26.05.2010, no Olímpico. O jogo não foi bom, mas o resultado foi na medida: 3x0. Meus compromissos "acadêmicos" têm dificultado a ida ao Estádio. Mas consegui ouvir o final do jogo pela rádio e foi memorável ouvir, no final da partida, uma discussão acalorada (e constrangedora) entre um professoral comentarista e um grande repórter que fica no meio da torcida.
Em 29.05.2010 o Grêmio foi ao Maracanã enfrentar o Flamengo, sem Adriano, mas com Vágner Love e Petkovic (este com ânimo e contrato renovados). Geralmente o Grêmio se complica no Maracanã, e efetivamente tomou um banho de bola nos primeiros minutos de partida, inclusive tomando um gol logo de início. O preparo físico dos cariocas, no entanto, não é dos melhores, e Petkovic acabou cansando em seguida. Melhor para o Grêmio, que diferentemente do Brasileirão 2009, consegue jogar futebol, razoavelmente, mesmo no campo do adversário. Assim, o Grêmio chegou ao empate, mas poderia ter vencido pois teve ampla vantagem no 2.º tempo.
A campanha do Grêmio, até o momento, é pífia, e se aproxima o recesso da Copa do Mundo 2010. Impunha-se uma vitória no Olímpico, contra o Atlético-MG de Wanderley Luxemburgo, Ricardinho, Diego Tardelli e Muriqui. Notoriamente os times de Luxemburgo fracassam diante do Grêmio, então as chances de vitória eram muito boas. Só que o trio de destaques atleticanos incomodou a defesa gremista (ainda desfalcada de Mário Fernandes e de Neuton), obrigando Victor a realizar grandes defesas (é chato que agora o cara tem errado com certa frequencia, e nessa partida, se não comprometeu, por outro lado cometeu umas reposições de bola bizarras).
Com um jogo complicado, Hugo abriu o placar aparando de cabeça uma cobrança de escanteio de Fábio Rochemback.
1.º gol Hugo
O gol trouxe alívio, que durou até o final do primeiro tempo, quando o Atlético-MG conseguiu um gol através de um chute de fora da área que desviou na zaga gremista e surpreendeu Victor.
O time de Silas é o que mais erra passes no Brasileirão 2010, e muitos passes errados foram vistos. Maylson ganhou sua chance no time titular, e Rochenback definitivamente parece ter assumido a posição outrora de William Magrão. Adílson completou a sua centésima partida pelo Grêmio e sua titularidade é incontestável. Douglas, por sua vez, parece que virou reserva. William ganha chances pelo prestígio que tem com Silas, que o trouxe do Avaí. Só quem não joga é Mythiuê, inexplicavelmente.
O Grêmio fez o gol da vitória no mesmo esquema Rochemback-cruza-Hugo-marca-de-cabeça.
2.º gol Hugo
Resta agora o jogo contra o São Paulo, no domingo, antes da parada para assistirmos à Copa do Mundo 2010 na África do Sul.
GRÊMIO: Victor; Edilson, Ozeia, Rodrigo e Bruno Collaço; Adilson, Rochemback, Maylson e Hugo; Roberson (Bergson) e William (Fernando). Técnico: Silas.
ATLÉTICO-MG: Marcelo; Lima, Jairo Campos (Ricardo Bueno) e Werley; Diego Macedo, Rafael Jataí (Wendel), João Pedro, Ricardinho e Leandro (Junior); Muriqui e Diego Tardelli. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Arbitragem: Pericles Bassols Cortez (Fifa), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises (Fifa) e Marco Aurélio Pessanha, trio do Rio de Janeiro. Gols: No primeiro tempo, Hugo (G), aos 37 minutos e Ricardinho (A), aos 44. No segundo, Hugo (G), aos 15.
Cartões amarelos: Leandro, Jairo Campos, João Pedro, Marcelo (A), William, Edilson, Hugo, Fábio Rochemback (G). Cartão vermelho: João Pedro (A). Renda: R$ 212.379,00.
Público: 14.605 (12.473 pagantes).
Só que o grupo "sentiu" a desclassificação e, ainda em São Paulo, para o jogo seguinte pela 3.ª rodada do Brasileirão 2010, tomou 4x2 do Palmeiras, no último jogo no Palestra Itália (será demolido para construção de uma arena), em 22.05.2010.
A 1.º vitória do Grêmio no Brasileirão 2010 veio apenas na 4.ª rodada, contra o Avaí, em 26.05.2010, no Olímpico. O jogo não foi bom, mas o resultado foi na medida: 3x0. Meus compromissos "acadêmicos" têm dificultado a ida ao Estádio. Mas consegui ouvir o final do jogo pela rádio e foi memorável ouvir, no final da partida, uma discussão acalorada (e constrangedora) entre um professoral comentarista e um grande repórter que fica no meio da torcida.
Em 29.05.2010 o Grêmio foi ao Maracanã enfrentar o Flamengo, sem Adriano, mas com Vágner Love e Petkovic (este com ânimo e contrato renovados). Geralmente o Grêmio se complica no Maracanã, e efetivamente tomou um banho de bola nos primeiros minutos de partida, inclusive tomando um gol logo de início. O preparo físico dos cariocas, no entanto, não é dos melhores, e Petkovic acabou cansando em seguida. Melhor para o Grêmio, que diferentemente do Brasileirão 2009, consegue jogar futebol, razoavelmente, mesmo no campo do adversário. Assim, o Grêmio chegou ao empate, mas poderia ter vencido pois teve ampla vantagem no 2.º tempo.
A campanha do Grêmio, até o momento, é pífia, e se aproxima o recesso da Copa do Mundo 2010. Impunha-se uma vitória no Olímpico, contra o Atlético-MG de Wanderley Luxemburgo, Ricardinho, Diego Tardelli e Muriqui. Notoriamente os times de Luxemburgo fracassam diante do Grêmio, então as chances de vitória eram muito boas. Só que o trio de destaques atleticanos incomodou a defesa gremista (ainda desfalcada de Mário Fernandes e de Neuton), obrigando Victor a realizar grandes defesas (é chato que agora o cara tem errado com certa frequencia, e nessa partida, se não comprometeu, por outro lado cometeu umas reposições de bola bizarras).
Com um jogo complicado, Hugo abriu o placar aparando de cabeça uma cobrança de escanteio de Fábio Rochemback.
1.º gol Hugo
O gol trouxe alívio, que durou até o final do primeiro tempo, quando o Atlético-MG conseguiu um gol através de um chute de fora da área que desviou na zaga gremista e surpreendeu Victor.
O time de Silas é o que mais erra passes no Brasileirão 2010, e muitos passes errados foram vistos. Maylson ganhou sua chance no time titular, e Rochenback definitivamente parece ter assumido a posição outrora de William Magrão. Adílson completou a sua centésima partida pelo Grêmio e sua titularidade é incontestável. Douglas, por sua vez, parece que virou reserva. William ganha chances pelo prestígio que tem com Silas, que o trouxe do Avaí. Só quem não joga é Mythiuê, inexplicavelmente.
O Grêmio fez o gol da vitória no mesmo esquema Rochemback-cruza-Hugo-marca-de-cabeça.
2.º gol Hugo
Resta agora o jogo contra o São Paulo, no domingo, antes da parada para assistirmos à Copa do Mundo 2010 na África do Sul.
GRÊMIO: Victor; Edilson, Ozeia, Rodrigo e Bruno Collaço; Adilson, Rochemback, Maylson e Hugo; Roberson (Bergson) e William (Fernando). Técnico: Silas.
ATLÉTICO-MG: Marcelo; Lima, Jairo Campos (Ricardo Bueno) e Werley; Diego Macedo, Rafael Jataí (Wendel), João Pedro, Ricardinho e Leandro (Junior); Muriqui e Diego Tardelli. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Arbitragem: Pericles Bassols Cortez (Fifa), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises (Fifa) e Marco Aurélio Pessanha, trio do Rio de Janeiro. Gols: No primeiro tempo, Hugo (G), aos 37 minutos e Ricardinho (A), aos 44. No segundo, Hugo (G), aos 15.
Cartões amarelos: Leandro, Jairo Campos, João Pedro, Marcelo (A), William, Edilson, Hugo, Fábio Rochemback (G). Cartão vermelho: João Pedro (A). Renda: R$ 212.379,00.
Público: 14.605 (12.473 pagantes).
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Grêmio 1x2 Corinthians (Brasileirão 2010, 2.ª rodada, Estádio Olímpico, 16.05.2010, 16h)
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| Grêmio 1x2 Corinthians - 2.ª rodada Brasileirão 2010, 16.05.2010 |
O Grêmio iniciou sua campanha no Brasileirão 2010 contra o Atlético-GO, em Goiânia. Entraram em campo meia dúzia de titulares, e o resultado foi um 0x0. Provavelmente venceríamos esse jogo fora de casa, se se tivesse contado com Jonas, Borges e Douglas, principalmente. Esse trio foi poupado para o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil 2010 contra o Santos. Esse jogo, disputado em 12.05.2010, no Estádio Olímpico, às 21h50min de uma quarta-feira, foi considerado como um jogo histórico e dentre os melhores dos últimos tempos. Afinal, o Grêmio enfrentava o famigerado Santos de Dorival Jr, Neymar, Robinho e Ganso. Sabia-se que haveria gols de ambos os lados. O que não se sabia era que o Grêmio sairia para o intervalo da partida perdendo por 2x0. Além disso, Jonas desperdiçou uma penalidade. E todas as outras inúmeras conclusões do ataque gremista foram rechaçadas pelo goleiro santista, que parecia estar em noite iluminada. No entanto, assim como ocorrera em jogos recentes (contra o Inter, Fluminense) o Grêmio de Silas voltou para o 2.º tempo com outro ânimo. Além do ânimo veio o bom futebol. E assim o Grêmio empilhou gols em cima do Santos, virando do 0x2 para um 4x2 eletrizante. Borges marcou três gols e Jonas fez um golaço de fora da área. Robinho diminuiu a alegria geral ao fazer o 4x3. Na quarta-feira seguinte, 19.05.2010, se realizará o jogo decisivo, na Vila Belmiro. O Grêmio tem apenas a vantagem do empate; já o Santos pode vencer por qualquer placar até o 4x3; se der 4x3 para o Santos tem disputa por pênaltis, e derrota por placar superior a este a classificação é gremista. Como se sabe, o regulamento da Copa do Brasil privilegia os gols marcados fora de casa como critério de desempate em resultados iguais.
Após uma partida tão marcante, o Grêmio voltou ao Estádio Olímpico para enfrentar o Corinthians pela 2.º rodada do Brasileirão 2010. O “timão” de Mano Menezes não contaria com Ronaldo Fenômeno, preservado por “dores musculares”. Veio Roberto Carlos, além dos já conhecidos William e Alessandro. Tcheco ficou no banco de reservas. Silas resolveu escalar o time misto novamente. Só que dessa vez as escolhas foram mal feitas e o Grêmio não atacou, não jogou, e perdeu.
Aos 5min o Corinthians já fazia 1x0. Alguém disse que o Grêmio já deveria sair perdendo para que os jogadores começassem a fazer algo em campo. Nessa partida, porém, nem com a derrota parcial os jogadores puderam fazer alguma coisa. Bergson, escalado no ataque, teve sua oportunidade para jogar 90min e não correspondeu. Mas outros também fracassaram como Douglas, Rochemback, Leandro, Fernando, Bruno Collaço, etc. Até Victor, outrora, muralha intransponível, vem falhando seguidamente na bola aérea e na comunicação com os zagueiros. Fala-se que o cara sentiu demasiadamente a não convocação para a Seleção Brasileira de Dunga para a Copa do Mundo da África do Sul. Fato é que Victor não vem demonstrando a segurança que nos acostumamos em 2008/2009. E me parece que isso vem desde o jogo do Gauchão que o cara brigou em campo com um adversário, mostrando um destempero inédito.
No 2.º tempo, o Corinthians sacramentou a vitória com um gol bobo, daqueles que tentamos tirar com o olho: a bola cruzou a área, passando por Victor e por todos os zagueiros, e Souza fez o 2x0.
Coisa que não entendo é porque Maylson e Mithyuê não são as primeiras opções nesse time misto. Sobretudo depois que Maylson entrou no jogo e 2min depois fez o gol de honra, num chutaço cruzado na grande área; mesmo jogando uns 20min por jogo, Maylson é o terceiro artilheiro gremista da temporada, com 10 gols, atrás de Jonas (19) e Borges (16).
Aparentemente toda essa péssima atuação está justificada pelo esforço reunido para o jogo da próxima quarta-feira, 19.05.2010, contra o Santos pela Copa do Brasil 2010.
GRÊMIO: Victor, Joílson, Mário Fernandes (Fernando), Rafael Marques e Bruno Collaço; Willian Magrão, Fábio Rochemback, Douglas (Jonas) e Hugo (Maylson); Leandro e Bergson. Técnico: Silas
CORINTHIANS Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Jucilei; Jorge Henrique (Danilo), Souza (Paulinho) e Dentinho (Iarley). Técnico: Mano Menezes
Gols: Ralf, aos cinco minutos do primeiro tempo; Souza, aos 19, e Maylson, aos 29 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Jorge Henrique, Dentinho (Corinthians); Douglas, Leandro, Willian Magrão (Grêmio). Árbitro: Elmo Alves Cunha Resende (GO). Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Grêmio 2x0 Fluminense (Copa do Brasil 2010, quartas-de-final, Estádio Olímpico, 05.05.2010, 21h50min)
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| Grêmio 2x0 Fluminense - Copa do Brasil 2010 (05.05.2010) |
O grande desafio de Silas seria enfrentar as decisões pelo Gauchão 2010 e pela Copa do Brasil 2010. Na competição regional, o Grêmio já estava classificado para a final por ter sido vencedor do primeiro turno (Taça Fernando Carvalho), na qual enfrentaria o Inter, sendo que esses jogos decisivos seriam entremeados com os jogos contra o Fluminense pela copa nacional.
O Fluminense, de Fred e Conca, não fez boa campanha no Carioca 2010, mas ganhou o qualificado reforço na casamata: o treinador Muricy Ramalho. A primeira partida foi no Maracanã, Fred, com apendicite foi vetado, Conca estava suspenso, e chovia muito no Rio, então o gramado estava molhado. Ninguém sabia como seria o Grêmio de Silas no Maracanã; tempos atrás, seja qual fosse o técnico, o resultado era certo: derrota, e talvez até de goleada. Pois o Grêmio entrou bem em campo, parecia com o jogo sob controle, mas aos 13min tomou um gol de André Dias, que entrara no lugar de Fred. Mas o que se viu a seguir foi totalmente atípico em comparação com os últimos tempos: o Grêmio tocou a bola e virou o jogo. Com atuações espetaculares de Douglas, Jonas e Borges, o Grêmio chegou a fazer 3x1, com ampla dominação. O Fluminense ainda diminuiu para 3x2 numa falha de Victor.
Com esse resultado, o Grêmio foi com alto astral para o Grenal decisivo no Estádio Olímpico, e tinha a vantagem de perder por 1x0 no jogo de volta contra o Fluminense.
Fluminense: Rafael, Gum, Leandro Euzébio e Digão (Equi Gonzalez); Mariano, Diguinho, Everton, Marquinho e Julio Cesar (Adeílson); Wellington Silva (Willians) e André Lima. Técnico: Muricy Ramalho
Fluminense 2x3 Grêmio - Maracanã, 29.04.2010, 21h30min, jogo de ida.
Grêmio: Victor, Edílson, Ozeia, Rodrigo e Neuton; Adilson, Willian Magrão (Rafael Marques), Leandro (Hugo) e Douglas; Jonas (Fábio Rochemback) e Borges. Técnico: Silas.
Gols: André Lima (13''), Douglas (19''), e Jonas (31''). Douglas (27'') e Equi Gonzalez (32 Cartões amarelos: Everton, Digão, Wellington Silva, Mariano, André Lima e Equi Gonzalez (Fluminense);Edílson, Rodrigo, Willian Magrão, Borges, Jonas e Douglas (Grêmio). Cartão vermelho: Rodrigo (Grêmio). Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL), Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC).
Sem muito tempo para comemorar o título do Gauchão 2010, o Grêmio voltou ao seu Estádio para enfrentar o Fluminense no jogo de volta. Mais uma vez Fred ficaria de fora, mas Muricy pode contar com o retorno de Conca. Silas fez modificações no time titular, com os ingressos de Rockemback, Ozeia e Rafael Marques para suprir lesões e suspensões. Além disso, houve a preferência de Hugo no lugar de Leandro como camisa 8.
Com meu pai ainda em terreno europeu, restou-me convidar o grande gremista Cesar, e me organizei para sair no intervalo da minha aula para encontrá-lo na Grêmiomania e arrumar um lugar para assistir a mais esse jogo decisivo.
Desde o início do 1.º tempo as coisas estiveram absolutamente sob controle do Grêmio. O Fluminense teve poucas chances no ataque, mas toda vez que conseguia alguma vantagem sobre a defesa gremista, os atacantes do time visitante desperdiçavam bisonhamente as chances de gol. Por outro lado, o Grêmio não atacou tão agressivamente quanto queríamos. E ter um narrador metido a Galvão sentado pouco atrás de nós quase tornou as coisas enfadonhas.
Mais uma vez Silas foi decisivo no intervalo: promoveu os ingressos de Joílson e Leandro nos lugares de Mário Fernandes (sentiu a lesão nos ombros) e Borges (o cara tentou mas não conseguiu se dar melhor sobre a forte marcação do tricolor carioca). E no 2.º tempo inteiro o Grêmio foi superior e atacou com muito perigo. O Fluminense não tinha muito o que fazer. O gol saiu com um chutaço do Hugo, conforme segue;
Gol Hugo
Feito o 1x0 a partida ficou ainda melhor, pois o Grêmio continuou em cima, e Jonas completou na pequena área para fazer o 2x0.
Gol Jonas
A partir daí o jogo se encaminhou para uma grande vitória gremista, confirmando a classificação para a semifinal da Copa do Brasil 2010. A noite de futebol foi completada com a classificação do Santos para enfrentar o Grêmio, e todos queremos ver como o time de Silas vai se sair com a equipe mais badalada do país: o Santos de Neymar, Ganso e Robinho empilha gols, foi campeão do Campeonato Paulista 2010, e vem encantando com o bom futebol; não por acaso existe uma campanha que tenta forçar a barra em cima de Dunga para convocar a dupla Neymar e Ganso para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
Antes disso o Grêmio vai enfrentar, fora de casa, o Atlético-GO pela primeira rodada do Brasileirão 2010.
GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes (Joilson), Ozeia, Rafael Marques e Neuton; Fábio Rochemback, Adilson, Hugo e Douglas; Jonas (Bergson) e Borges (Leandro). Técnico: Silas
FLUMINENSE: Rafael, Thiaguinho, Gum, Digão e Marquinho (Equi Gonzalez); Diguinho, Everton e Conca; Wellington Silva (Willians), André Lima e Adeílson (Julio Cesar). Técnico: Muricy Ramalho
Cartões amarelos:Neuton, Fábio Rochemback e Rafael Marques (Grêmio); Marquinho, Diguinho e Gum (Fluminense). Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR).
domingo, 2 de maio de 2010
Grêmio 0x1 Inter (Gauchão 2010 – final, Estádio Olímpico, 02.05.2010, 16h - Grêmio campeão)
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| Grêmio 0x1 Inter - 02.05.2010 - Grêmio campeão Gauchão 2010 |
A primeira decisão seria o jogo de ida do Gauchão 2010, no Beira-Rio. Assim como o Grêmio se prepara para enfrentar o Fluminense, o Inter pegaria o Banfield. Silas e Fossati botaram em campo o que tinham de melhor. O técnico gremista não poderia contar com Douglas, suspenso pela expulsão no jogo contra o Pelotas (o cara escapou de punição mais severa no julgamento), e promoveu uma surpresa, a estreia de Neuton na lateral-esquerda. O primeiro tempo foi equilibrado e achei que saímos bem com o empate sem gols. Algo de muito sério aconteceu no intervalo, pois no 2.º tempo o time de Silas comandou as ações e jogou no campo do adversário como se estivesse no Olímpico. Rodrigo e Borges fizeram os gols, ambos de cabeça, e o Grêmio conseguiu uma vantagem imensa para o jogo decisivo, no domingo seguinte. Com os gols fora de casa, o Grêmio poderia perder por 1x0 que ainda sairia campeão.
A atuação no segundo tempo do primeiro Grenal foi tão boa que se projetava uma outra atuação de alto nível contra o Fluminense.
Inter 0 x 2 Grêmio – 1.º jogo Final do Gauchão 2010 – Estádio Beira-Rio, 25.04.2010, 16h.
Inter: Pato Abbonanzieri; Nei, Bolívar, Sorondo e Juan; Sandro (Edu), Guiñazu, Andrezinho (Giuliano) e DAlessandro (Kléber Pereira); Walter e Alecsandro.
Técnico: Jorge Fossati.
Grêmio: Victor; Edilson, Mário Fernandes, Rodrigo e Neuton; Ferdinando (Adilson), Willian Magrão, Leandro (Rochemback) e Hugo (Ozéia); Jonas e Borges.
Técnico: Silas.
Arbitragem: Leonardo Gaciba, Altemir Hausmann e José Otávio Bittencourt. Gols: Rodrigo (G), aos 22min, e Borges (G), aos 42min, ambos no 2º tempo. Cartões amarelos: Alecsandro, Guiñazu, Bolívar e Juan (I); Rodrigo, Neuton, Leandro, Victor (G).
Pois o Grêmio venceu o Fluminense por 3x2, no Maracanã, com atuação de luxo de Jonas, Douglas e Borges. O Inter, por sua vez, perdeu por 3x1 para o Banfield, em Buenos Aires. Nessas condições, os colorados optaram por escalar time misto para o jogo decisivo do Gauchão 2010, poupando quatro titulares (na verdade Guinazu estava suspenso por cartões amarelos, então só Nei, D´Alessandro e Alecsandro foram poupados - embora meus colegas de trabalho Filipe e Marco tenham ponderado que o Inter jogaria melhor sem os argentinos...).
Com meu pai em Portugal, fui por conta para o Estádio e cheguei pouco antes do hino riograndense. Assisti ao primeiro tempo em pé, lá de cima, na altura da linha de impedimento. O jogo foi complicado desde o início: Fossati anda prestigiando um esquema com três zagueiros, no 3-5-2, e neutralizou o ataque gremista. Borges e Jonas pouco podiam fazer, e esse era o desafio de Silas, tornar o time mais agressivo e dificultar as coisas para os zagueiros colorados. Ainda no início de jogo o Inter fez o gol da vitória, num chute de longe de Giuliano que passou por todo mundo. Era tudo o que não podia acontecer, pois o time de Fossati teria o resto do jogo inteiro para fazer o segundo gol. Mas o Inter não podia sair tanto, e estava mais preparado para marcar os gremistas, então o jogo ficou primordialmente no meio-campo. Isso não impediu um punhado de ataques, e em umas 5 ou 6 vezes Abbondanzieri foi acionado e, sempre bem colocado, salvou com defesas seguras. Parece-me que é o tipo de jogador que cresce em decisões.
Talvez Silas repetisse o intervalo mágico do Beira-Rio e fizesse o jogo mudar favoravelmente para o segundo tempo. O cara já mandou bem ao promover o ingresso de Hugo no lugar do improdutivo Leandro, a fim de romper o bloqueio do trio de zagueiros colorados. Após alguns minutos nos quais os times trocaram ataques, o Grêmio exerceu superioridade e empilhou chances de gol, todas rechaçadas pelo time visitante, sobretudo por Abbondanzieri.
Silas fez algumas trocas estranhas, aparentemente desistindo de fazer o gol de empate, e tentando segurar o resultado de 0x1, que ainda dava o título ao Grêmio. Assim, entraram Rochemback (Douglas já parecia cansado mesmo, pois fora muito acionado no 1.º tempo, no qual assumiu a iniciativa de todas as ações gremistas, sempre pegando a bola e olhando pra frente, como se espera de um camisa 10) e o esquecido Joílson, no lugar de Neuton. Então Maylson e Mithiuê, que poderiam dar ainda mais agressividade ao ataque gremista, ficaram de fora. Fossati, por sua vez, queria o título e com o que tinha no banco tentou ampliar o marcador... talvez, com os titulares poupados tivesse conseguido.
O jogo se encaminhou ao final e a torcida já pedia o final de jogo e cantava o título quando Taison resolveu dar uma voadora absurda em Jonas. O cara foi expulso na hora, rolou aquela confusão tradicional, e nada mais de importante aconteceu até o apito final.
Grêmio campeão do Gauchão 2010.
O título foi merecido, pois a campanha do time de Silas foi muito boa - não por acaso, foi o time de melhor campanha do Gauchão 2010. O título veio em boa hora, pois foi a primeira taça levantada por Victor, após dois anos de clube, sendo certo que o cara esteve próximo de conquistas importantes como o Brasileirão 2008.
Quarta-feira o Grêmio não descansa e já pega o Fluminense pelo jogo de volta na Copa do Brasil 2010. Passando do time do Muricy, o adversário é o que prevalecer do duelo entre Atlético-MG e Santos.
Grêmio 0 x 1 Inter - Gre-Nal 381
GRÊMIO: Victor; Adilson, Ozeia, Rodrigo e Neuton (Joílson); Adilson, William Magrão, Leandro (Hugo) e Douglas (Fábio Rochemback); Jonas e Borges. Técnico: Silas.
INTER: Pato Abbondanzieri; Bolívar, Ronaldo (Kléber Pereira) e Fabiano Eller; Bruno Silva (Nei), Sandro, Glaydson, Giuliano, Kleber; Taison e Walter (Thiago Humberto). Técnico: Jorge Fossati.
Arbitragem: Leandro Vuaden (Fifa), auxiliado por Paulo Ricardo Conceição e José Franco Filho. Gols: Giuliano (I), os 10min, no 1º tempo. Cartões amarelos: Edilson (G); Ronaldo, Nei, Fabiano Eller (I). Cartão vermelho: Taison (I).
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Grêmio 3x1 Avaí (Copa do Brasil 2010, Estádio Olímpico, 14.04.2010, 21h50min)
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| Grêmio 3x1 Avaí - 14.04.2010 |
O primeiro desafio seria o Avaí, clube que projetou o treinador Silas na boa campanha do Brasileirão 2009. Antes de pensar em pegar o Santos, que vive uma fase que entusiasma os anseiam pelo chamado futebol arte, é evidente que o Grêmio tem que despachar o time catarinense, o que jamais foi tarefa fácil, como se bem sabe.
Com aulas todas as quartas-feiras até o fim do ano, testei um esquema de assistir os próximos jogos no Estádio Olímpico. Cheguei aos 27min, bem na hora do segundo gol, marcado por Borges. O primeiro gol fora de Jonas, e Borges voltava de 47 afastado por lesão. O atacante qualificado fez o gol ao seu estilo, com uma virada mortal de costas para depois ficar de frente para o gol. Mais adiante o cara teve outra oportunidade para ensaiar um lance similar, no qual teve vantagem sobre a defesa do Avaí, sem êxito na conclusão - mas é certo que se trata de uma jogada de difícil execução.
No intervalo encontrei meu pai, que estava do outro lado, e assistimos ao fraco desempenho do time de Silas no segundo tempo. O técnico promoveu a substituição de Ferdinando - que havia levado cartão amarelo no início do jogo - pelo festejado (por nós e por alguns e também pelos anti-Ferdinando) Adílson. O Grêmio, que havia atacado bastante no primeiro tempo, sobretudo após a expulsão de um jogador do time visitante, continuou no ataque até fazer o gol, novamente com Jonas. O lance foi rápido, não tava levando fé, e assim não registrei. No instante seguinte, o Avaí fez o gol de honra aproveitando uma das clássicas bobeiras da zaga gremista.
A partir daí o jogo foi lamentável por parte do time de Silas. Douglas e Victor, inexplicavelmente, retardaram todas as reposições de bola, promovendo uma cera desnecessária e inacreditável para um time que poderia aproveitar o fator local e o fator um-homem-a-mais para ampliar a vantagem no escore. Douglas, ainda, teve atuação decepcionante: o cara não errou nenhum passe, só que todos os passes foram recuos para a zaga; não havia iniciativas de partir para cima do adversário e tentar jogadas agudas. A entrada de Mithyuê no lugar de Leandro (que iniciou o jogo na vaga de Maylson, machucado) não alterou as coisas, pois o jovem atacante recebeu poucas bolas e nas que recebeu não produziu. Para nossa decepção, Adílson entrou muito mal; o cara errou todos os passes e foi facilmente driblado e vencido pelos rápidos atacantes do Avaí, que pareciam ter se multiplicado em campo (alguém atrás de nós comentou apropriadamente que o Avaí parecia ter 12 em campo e o Grêmio com 10).
Não estou muito certo quanto a qualidade desse time de Silas, sobretudo para o Brasileirão 2010. Douglas, em quem depositava enorme confiança, após a expulsão contra o Pelotas retirou todas as qualidades que antes via nele em vantagem sobre Tcheco (até então achava que o Grêmio tinha se dado muito melhor, pois o passe e os lançamentos eram tão qualificados quanto os do atual corinthiano, com a vantagem de que Douglas não reclamava e não era expulso de campo... agora se vê que o cara também apronta e tem a desvantagem de não ter um bom chute de fora da área). Se serve de consolo, Fábio Santos teve atuação elogiada pela rádio, e William Magrão e Borges estão correspondendo. Próxima quarta-feira é o jogo de volta.
COPA DO BRASIL, OITAVAS DE FINAL, 14/4/2010
GRÊMIO: Victor; Edilson (Ozéia), Mário Fernandes, Rodrigo e Fábio Santos; Ferdinando (Adilson), Willian Magrão, Leandro (Mithyuê) e Douglas; Jonas e Borges. Técnico: Silas
AVAÍ: Zé Carlos; Gabriel, Rafael e Emerson Nunes; Patric, Marcinho Guerreiro, Batista (Rodrigo), Caio, Sávio (Roberto) e Uendel; Vandinho (Robinho). Técnico: Péricles Chamusca
Gols: No primeiro tempo, Jonas (G), aos 18 minutos e Borges (G), aos 28. No segundo, Jonas (G), aos 10 e Robinho (A), aos 12. Cartões amarelos: Marcinho Guerreiro, Vandinho, Batista (A), Ferdinando, Edilson, Willian Magrão (G)
Arbitragem: Alício Pena Júnior (MG/especial), Marconi Helbert Vieira (MG) e Marcus Vinícius Gomes (MG). Renda: R$ 187.128,00. Público: 16.622.
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