sábado, 2 de abril de 2005

Grêmio 1x1 15 de Campo Bom (Gauchão, semifinal, Olímpico, 1.º/04/2005, 20:30)

Nessa fase todos os jogos são decisivos. Após dois jogos empolgantes com o Brasil de Pelotas (1x1 lá - jogo tumultuado, com Somália expulso - e 2x0 aqui). O 15 de Campo Bom foi o melhor time da 1.ª fase, com uma campanha incrível. Na semifinal, Grêmio e 15 possuem as mesmas campanhas, diferindo apenas no saldo (um a mais para o tricolor).




O jogo começou empolgante: logo aos 5 min, o contestado Élton desencantou, e em jogada pessoal marcou o gol gremista. A equipe ainda criou chances boas por mais 10 min. Mas, depois, passou a assitir a boa equipe do 15 tocar a bola e fazer pressão.

Márcio Oliveira foi bem, mas não conseguiu boas conclusões. Bruno errou todos os passes, assim como Élton. Luiz Felipe (entrou no lugar de Gustavo, improdutivo) e Marcinho correram muito, atacando e defendendo. Somália pouco jogou, mas conseguiu criar algum perigo em algumas jogadas. Fábio Bala só teve movimentação (ainda é melhor que Marcelinho - acho que vai render mais quando tiver ritmo de jogo).

O goleiro Márcio, salvador em todos os outros jogos, neste foi muito mal. Tomou um gol aos 35 min do 2.º tempo - um chute de longe de Luizinho Vieira, que bateu no "montinho artilheiro" e desviou pro gol. Mas o chute foi de longe, Márcio deveria estar mais atento. Mas não era a sua noite, visto que falhara previamente em outros lances.

O empate teve gosto amargo, pois foi cedido ao final do jogo, mas não foi injusto, pois o 15 jogou muito. É daquele tipo de time enjoado, que toca, toca, toca a bola - parece que não erra passe nenhum. Resta ao Grêmio ganhar do Caxias, na Gringolândia, neste domingo, e secar o 15.

Grêmio: Márcio, Gustavo (Luiz Felipe), Alessandro Lopes, Tiago Prado, Marcinho, Marcus Vinícius, Élton (Nunes), Bruno, Márcio Oliveira, Fábio Bala (Cássio), Somália. Técnico: Hugo de León

Caxias: Márcio, Patrício, Marcão, Ediglê, Émerson Ávila (Cadu), Edmilson, Julio Rodrigues (Luizinho Vieira), Perdigão, Gerson Lente, Dauri, Flávio (Marcinho). Técnico: Leandro Machado

Arbitro: Leandro Vuaden, Altemir Hausmann, Sérgio Cordeiro Filho.

Público Total: 21.111


segunda-feira, 21 de março de 2005

Grêmio 1x0 Caxias (Gauchão, Estádio Olímpico, 20/03/2005, 16:00)

Início da fase semifinal. Foi bom pegar o Caxias logo agora, pois no domingo passado, em Caxias do Sul, o Grêmio levou um vareio (3x0); em casa, neste domingo, teve a chance de mostrar que aquele jogo havia sido um acidente de percurso.

Sem poder contar com Marcus Vinícius (suspenso), De León improvisou Gustavo como volante e anunciou que o esquema seria 4-3-3, com o ataque Somália-Marcelinho-Márcio Oliveira. Essas modificações, que pareciam assustadoras, acabaram dando certo, com os méritos ao técnico gremista. A verdade é que Márcio Oliveira foi essencial, pois não atuou fixo como atacante (ponta-esquerda). Movimentou-se, conforme a bola estivesse com Marcelinho, com o Grêmio ou com o Caxias. Gustavo foi muito elogiado pelos comentaristas (Wianey na Gaúcha, e os do Bate Bola da TVCOM - melhor programa esportivo, disparado).

Tiago Prado teve atuação destacada no 1.º tempo. Márcio salvou nos últimos 10 minutos, quando o Caxias resolveu atacar; durante toda a partida, a equipe caxiense apenas viu o Grêmio jogar. Mesmo no 2.º tempo, quando o jogo ficou mais tempo no campo do Grêmio, o Caxias não levou perigo.



A vitória surgiu cedo, aos 18 min do 1.º tempo, com um golaço de falta cobrada por Márcio Oliveira. A arbitragem foi de lascar: o pior momento foi no final do 1.º tempo, quando o Grêmio tinha uma falta para cobrar no ataque, quase um escanteio. Gaciba marcou a falta, posicionou a barreira, e quando o jogador do Grêmio estava prestes a chutar, o árbitro encerrou o 1.º tempo. Como disse o Wianey, faltou, no mínimo, bom senso.

GRÊMIO: Márcio 1, Luiz Felipe 2, Alessandro Lopes 3, Tiago Prado 4, Marcinho 6, Nunes 5, Gustavo 8 (Élton), Bruno 9, Marcelinho 7 (Samuel), Márcio Oliveira 11 (Saraiva), Somália 10. Técnico: De León.
CAXIAS: Luiz Müller, Rogério (Camozzato), Samuel, Luciano, Cris, Wellington Monteiro, Ademir Sopa (Everton), Canhoto, Giovani (Eduardo), Fabrício, Guilherme. Técnico: Mano Menezes
Trio: Leonardo Gaciba, Marcos Ibañez, Luís Roberto Guaranha
Público Total: 16.842

segunda-feira, 7 de março de 2005

Grêmio 3x1 Brasil-Pe (Gauchão, Estádio Olímpico, 06/03/2005, 16:00)

Agora temos um artista para ver nos jogos do Grêmio: Anderson tem sido, justificadamente, a atração dos 2 últimos jogos. Não por acaso o time venceu, e jogando bem. Mais de 25 mil pessoas foram ao Olímpico e viram o Grêmio se impor frente ao bom time do Brasil, que tentou jogar no início, mas depois foi amassado pelo tricolor. Destaque para a torcida Xavante, que preencheu completamente o espaço destinado aos torcedores visitantes, e vibrou muito durante todo o 1.º tempo (no 2.º, assistiram ao jogo sentados e quietos, donde conclui que não são tão fanáticos, daqueles que ficam vibrando o tempo inteiro, mesmo quando o time tá perdendo de 10x0, como os torcedores da seleção de Mali - alguém lembra daquele jogo contra a seleção do Brasil, que goleava, mas só se ouviam os torcedores estridentes gritando "Mali, Mali").
Levei minha câmera e tirei muitas fotos (pretendo postá-las em breve). O 1.º gol foi lá do outro lado do campo: Somália cobrou lateral e Anderson driblou com um balaozinho de calcanhar sobre o zagueiro. Depois, tirou do goleiro Pitol com o pé esquerdo. Em seguida o Brasil empatou numa cobrança de escanteio e cochilo da zaga. Mais além, Marcelinho recebeu livre e foi derrubado na pequena área. Somália, com estilo, cobrou o pênalti no meio do gol. No 2.º tempo, em cobrança de falta (sofrida por Marcelinho na entrada da área; na meia-lua), Marcus Vinícius tocou de calcanhar para Anderson que mandou uma bucha pro gol.
Márcio foi espetacular nos momentos em que o Brasil ofereceu perigo. Tiago Prado vem desempenhando bem na zaga. Acho que esse esquema 4-4-2, utilizado desde o jogo passado, é melhor que aquele 3-5-2. Somália, muito marcado, não produziu muito. Antes dos gols, Ênio havia cobrado 2 faltas pra fora. Luiz Felipe participou bastante, mas os cruzamentos na área foram defeitusos (mérito para a defesa pelotense).
No intervalo do jogo avistei os grandes Roberto e Rafael. Ao final do jogo, encontrei o Marcus do SAJU.
E no final do jogo é sempre bom ouvir o discurso do Presidente Paulo Odone.
GRÊMIO: Márcio 1, Luiz Felipe 2, Alessandro Lopes 3, Tiago Prado 4, Gustavo 6, Nunes 5, Marcus Vinícius 8, Ênio 10, Anderson 11 (Márcio Oliveira), Marcelinho 7 (Marcinho), Somália 9 (Samuel). Técnico: Hugo de León.
BRASIL-PE: Marcelo Pitol, Júlio, Aládio, Rúdi, Evaldo (Marquinhos), Careca (Róbson), Paulinho, Marcos Tora, Manga (Luiz Oscar), Tiago, Marcelo Fumaça. Técnico: R. Zimermann.
Arbitro: Leandro Vuaden. Auxiliares: Vili Tissot, Marcelo Barison


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quinta-feira, 3 de março de 2005

Grêmio 1x0 Bahia (Copa do Brasil, Estádio Olímpico, 2/03/2005, 21:45)

De todos os jogos que assisti no Olímpico, talvez esse tenha sido o mais sensacional e dramático. Jamais tinha assistido a uma equipe (Grêmio) atacar outra (Bahia) por mais de uma hora - sendo que no segundo tempo foram 30 min de ataque ininterrupto: um massacre. O jogo também marcou a estréia do novo uniforme (Puma) e da nova campanha de sócios.

O Bahia aproveitou-se melhor dos primeiros 15 min, conseguindo escanteios e incomodando bastante a zaga gremista. Felizmente, contamos com o goleiro Márcio, que foi impecável (é estupendo na bola aérea; acho que depois desse jogo não volta mais pro banco). Com jogadas individuais incríveis do Anderson, o time se firmou e passou ao ataque. Esse Anderson me surpreendeu muito pela força e velocidade. Parece não ter medo de nada. Entra nas divididas e dificilmente perde a posse da bola, mesmo acossado por vários adversários. A atuação de Anderson no 1.º tempo empolgou a todos nós e ao Pedro Ernesto Denardin, que gritava no rádio (não era por menos).
Viola desperciçou uma oportunidade incível, aos pés do Márcio. Mais além, num contra-ataque, Dill perdeu um gol feito (o juiz, de péssima atuação, resolveu não seguir o bandeirinha que havia marcado o impedimento, e validou todo o lance). O final do 1.º tempo foi dramático, com o Grêmio em cima, mediante sucessivas cobranças de escanteio.
No 2.º tempo, não demorou e o Grêmio voltou a atacar com tudo. O Bahia jogou na retranca e fazendo cera, com o regulamento debaixo do braço (bastava o empate). A pressão do Grêmio foi tamanha que depois dos 15 minutos até o final do jogo assistimos ao jogo de pé. Lá pelos 25 min, Samuel furou em bola na cara do gol e desperdiçou uma chance incrível (aliás, com já fizera no último jogo de domingo, contra o Guarani de Venâncio Aires - só que lá o Somália estava em condições de marcar). Mas aos 33 min, Samuel recebeu na grande área um rebote parcial da zaga baiana e, sem marcação, marcou um golaço.
Sobre as atuações individuais, além do Márcio, Anderson e Samuel, que foram brilhantes, quase todos tiveram boa atuação, na base da superação e da garra, como há muito não se via no Grêmio. Tiago Prado conseguiu algumas boas jogadas na zaga. Marcus Vinícius foi sempre eficiente, tranqüilizando a defesa e dando passes em direção ao ataque. Gustavo reteve demais a bola na lateral esquerda; foi bem substituído por Marcinho. Somália foi muito bem marcado o jogo todo, quase não tocou na bola. Nunes começou inseguro e violento, mas depois demonstrou ser um bom volante. Ênio conseguiu algumas boas jogadas e bons passes até sair. Marcelinho, mais uma vez, foi improdutivo.
Domingo, contra o Brasil/Pe, voltaremos.
GRÊMIO: Márcio 1, Luiz Felipe 2, Alessandro 3, Tiago Prado 4, Gustavo 6 (Marcinho 15), Nunes 5, Marcus Vinícius 8, Ênio 10 (Samuel 18), Anderson 11, Marcelinho 7 (Márcio Oliveira), Somália 9. Téc.: De León.
BAHIA: Márcio, Paulinho, Neto, Alisson, Cícero, Fernando Miguel, Magno (Neto Potiguar), Luís Alberto, Guaru (Ernani), Dill, Viola. Técnico: Hélio dos Anjos
Arbitro: Cleber Abade (SP); Auxiliares: José Otávio Bitencourt, André Veras.
Público: 22.202.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Grêmio 3x4 São Gabriel (Gauchão, Estádio Olímpico, 23/02/2005, 20:30)

Foi um jogo dramático, com um resultado desastroso para o Grêmio.

Antes da partida, a expectativa era grande, proporcional ao otimismo. Afinal, o goleiro Márcio estaria de volta, no lugar do Eduardo, que ainda não aprovou (cabe o registro da pálida justificação do De Léon para a troca de goleiros - um rodízio de 7 jogos para cada um, mas que estranhamente só foi anunciado ontem).

De qualquer maneira, em nenhum momento a derrota era esperada. O Grêmio dominava o jogo, apesar da falta de constância no ataque. O fato é que numa cobrança de falta, perto da zona de escanteio, Cássio cobrou na cabeça de Somália, que venceu o eficiente goleiro Altiéri, aos 41 min do 1.º tempo. Ocorre que, em seguida, a zaga - que vinha atuando bem - comete uma daquelas trapalhadas ridículas: Marcinho deu uma rosca na grande área, e a bola sobra para o braço de algum zagueiro (Dênis?). A partir daqui o jogo se tornou emocionante, pois Luís Américo bateu e Márcio catou brilhantemente. Mas, numa manobra que eu jamais havia presenciado no Estádio Olímpico, o árbitro mandou repetir a cobrança, pretextando que o Márcio havia se adiantado indevidamente. Aí ficou fácil: Luiz Américo bateu de novo, e aí fez.

No 2.º tempo, as coisas pareciam melhorar - logo aos 4 min, Cássio acerta uma cobrança de falta na entrada da grande área. Um golaço. Na comemoração, o jogador correu em direção à geral e tirou a camisa. Na volta o árbitro não teve dúvidas: sacou o cartão amarelo/vermelho e expulsou o jogador (pois este já havia recebido amarelo no 1.º tempo). Foi um tremendo anticlímax; pelo menos estávamos à frente. Em seguida, com o 2x1, Somália perdeu um gol incrível, cara-a-cara com o goleiro. Era a chance de matar o jogo.

Mas o técnico do São Gabriel, cuja equipe passou o 1.º tempo inteiro chutando a bola para as arquibancadas e praticando verdadeiro anti-jogo (protelando reposições de bola, pretextando lesões inexistentes), teve um lance de esperteza: colocou mais um atacante, a fim de se aproveitar do homem a mais. E deu certo; aos 12 min, Gustavo, no seu 1.º lance, aproveitou-se de jogada individual de Ivan, e empatou o jogo. Na comemoração provocou as sociais - atitude absolutamente desrespeitosa com a torcida, e que denuncia a completa ausência de profissionalismo do jogador que, certamente, não tem interesse em jogar no Grêmio.

O Grêmio não se intimidou e tentou jogadas individuais, apesar de contar somente com Somália no ataque (Samuel, de atuação apagada, deu lugar a Márcio Oliveira). Aos 25 min a insistência foi premiada: Somália derrubado na pequena área pelo goleiro Altiéri. Márcio Oliveira, surpreendentemente, cobrou com perfeição - 3x2.

Mas a noite não era do tricolor: aos 31 min, Gustavo, de novo, aproveitou-se de vacilo da zaga e empatou o jogo. Incrivelmente, a zaga gremista cedeu o empate pela 3.ª vez. Cederia, também, a vitória ao São Gabriel, com o 4.º gol marcado por Vena.

Durante a partida, a arbitragem foi devidamente xingada pela torcida. E não sem razão. O árbitro, além de assumir dois lances polêmicos (repetição da cobrança do pênalti e expulsão do Cássio), marcou todas as faltas contra o Grêmio, não fazendo o mesmo em relação ao São Gabriel. Curiosamente, a equipe visitante saiu-se vencedora mesmo abstendo-se de jogar o jogo; o resultado se criou mediante jogadas isoladas de rara felicidade, facilitadas por falhas grosseiras da zaga gremista. Mas não são os zagueiros os únicos culpados. Não há defesa que resita quando não há um meio-campo eficiente. Élton já comprovou que não tem capacidade nem para atuar no meio-campo, nem no ataque.

Isento completamente o goleiro Márcio, que não teve culpa nos gols, e teve atuação segura nas bolas aéreas. Vê-lo jogar é sempre empolgante: dá vontade de ser goleiro, assim como assistir a Karatê Kid dá vontade de praticar artes marciais.

Outros que tiveram boa atuação: o próprio Somália (muito raçudo e forte), Cássio (veio para testes mas vai se firmando), Nunes (entrou no lugar de Samuel e deu velocidade às jogadas no meio-campo).

GRÊMIO: Márcio 1, Alessandro 3, Marcelo Oliveira 4 (Fábio Bala), Dênis 5, Luiz Felipe 2, Élton 7 (Márcio Oliveira), Marcus Vinícius 8, Cássio 11, Marcinho 6, Somália 10, Samuel 11 (Nunes). Técnico: Hugo De León.
SÃO GABRIEL: Altiéri, Careca, Luciano Sobrosa, Alex, Jorge Luiz, Gilberto, Paulo Sérgio (Baiano, depois Gustavo), Luís Américo, Vena, Anderson Ataíde, Ivan (Bi). Técnico: Edinho
Árbitro: Francisco Silva Neto. Auxiliares: Sérgio Cordeiro Filho, André Veras.
Público:6.882.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Grêmio 4x1 São José-CS (Gauchão, 13/02/2005, 16:00)

Há muito não se via uma vitória do Grêmio no Estádio Olímpico, e hoje foi o dia de uma das grandes. Nesses dois últimos jogos tenho notado na Social um sentimento diferente em relação ao ano passado: existe solidariedade e empolgação da torcida com o Grêmio, o clube, a instituição, em que pese a situação atual. E as coisas estavam bastante favoráveis, devido à vitória na sexta-feira contra o São Gabriel, fora de casa, além dos pedidos de apoio do De León e do Presidente Odone, que surtiram efeito positivo. O público foi bem razoável (6.522), apoiou bastante, e tende a crescer nos próximos jogos.

Todos já notaram que a equipe vem evoluindo bastante nesses jogos do Gauchão. Entendo que foi a melhor tabela possível essa de fazer o time entrar em campo praticamente a cada dois dias. O fato de não ter sido realizado nenhum amistoso na pré-temporada, que prejudicou o entrosamento nas primeiras rodadas, agora se encontra superado. Existe um time e uma idéia tática. Erros ainda são cometidos, e são muitos, mas em todas as zonas (defesa, meio-campo e ataque) houve evolução, coletiva e individualmente.

Após 15 minutos de intranqüilidade, com falhas na marcação e na defesa, a equipe conseguiu se impor e logo aos 24 minutos Somália marcou um belo gol. Até então o time estava inseguro e errando muitos passes. Marcelinho era o pior de todos e, não por acaso, Bruno estava aquecendo já aos 20 minutos. Com o primeiro gol, Bruno voltou ao banco, e o Grêmio passou a amassar o São José, que saía para o ataque e deixava a defesa completamente desguarnecida. Várias oportunidades foram desperdiçadas, mas estávamos todos exultantes com as atuações de Somália e Samuel; até que ao final do 1.º tempo (39 min), Marcus Vinícius acertou uma bela cobrança de falta e fez o 2.º gol.

No 2.º tempo, apesar do De León ter exigido a mesma pegada e o mesmo espírito, o Grêmio perdeu força e deixou a equipe de Cachoeira do Sul (onde fiz 2 audiências em outubro de 2003) gostar do jogo e arriscar no ataque. Eduardo, que foi muito bem no 1.º tempo, ainda mostra deficiência em algumas reposições de bola. E nesse ritmo, o São José fez o seu gol aos 20 minutos (Josiel), num cochilo da zaga gremista.

A partida já estava se encaminhando para o final, e eu comecei a me preocupar em mobilizar minha carona para a volta para a casa; foi assim que eu quase não vi o 3.º gol, marcado por Samuel - um chutaço. Após a entrada de Élton no lugar de Douglas Silva (que jogou muito bem, acertando vários passes importantes no ataque, e com boa movimentação, apagando minha má impressão dos jogos anteriores), aos 41 minutos, eu me dirigi à Gremiomania (que estava lotada antes da partida), e lá eu não vi o 4.º gol, Samuel de novo, nos descontos.

A partida foi marcante pela vitória, pelo placar, e pelas boas atuações. Eduardo se redimiu da atuação contra o Guarani-VA. Luiz Felipe foi bem de novo. Marcinho também teve bons momentos. Marcus Vinícius é bom, mas às vezes parece sentir alguma lesão na perna (não sei se é algum cacoete). Destaca-se pela altivez. Douglas Silva me surpreendeu, com boas participações e bons passes. O ataque foi destruidor. Somália se deu melhor no 1.º tempo, marcando gol em jogada pessoal. Trata-se de um atacante que vem agradando bastante, pelo interesse, combatividade e força, diferindo bastante do Christian. Samuel tem me lembrado o Pitbull, pela força e pelos arranques em velocidade. Tem bom controle de bola e é objetivo. O Nando Gross referiu, oportunamente, que o Samuel é do tipo de atacante que, quando está sem a bola, está sempre ligado, e é por isso que tem facilidade para aproveitar o vacilo dos zagueiros.

O único que não tem mostrado bom futebol é o Marcelinho, que não acerta um lance sequer. Erra todos os passes, mesmo quando está desmarcado. Bruno, nesse aspecto, é muito superior, e quando entrou, pode mostrar que está crescendo de produtividade. A zaga eu não posso comentar individualmente, pois tenho dificuldade, ainda, para identificar os jogadores. O único que se destaca bem, e positivamente, é o Alessandro Lopes. Marcelo Oliveira, Dênis e Renato eu não consegui identificar adequadamente.

GRÊMIO: Eduardo; Alessandro, Marcelo Oliveira (Renato), Dênis; Luiz Felipe, Marcus Vinícius, Douglas Silva (Élton), Marcelinho (Bruno), Marcinho; Somália, Samuel. Técnico: Hugo De León.
SÃO JOSÉ-cs: Vandré, Zé Luiz, Morelli, Darzone, Edmar, Cleiton, Marquinhos, Diógenes, Ademir (Castro), Josiel, Fábio Santos (Denner). Técnico Laone Luz
TRIO: Vinícius Costa, Paulo Ricardo Conceição, Márcio Traslatti.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Grêmio 1x1 Guarani-VA (Gauchão, 09/02/2005, 21:45)

Depois de alguns meses afastados, (desde a derrota para o Fluminense, pelo Brasileirão de 2004) voltamos ao Estádio Olímpico, que recebeu pequeno público (4.210). Antes do jogo, a atração foi a Gremiomania, que estava torrando os produtos com a marca da Kappa (ainda não estão disponíveis os novos uniformes com a Puma). Fiquei de olho numa jaqueta para o inverno (89 pila) e achei engraçado encontrar camisas de goleiro com os nomes de Eduardo Martini e Marcelo Pitol (que depois de saírem do Grêmio resolveram virar craques).
Com toda a equipe reformulada, o desafio era identificar os jogadores. Aparentemente, só eu ainda tem paciência com o Bruno. Gostamos do voluntarismo de Somália, que não é matador, mas procura o jogo e marca os zagueiros (diferentemente do Christian). Outros jogadores se destacaram no desenrolar do jogo: Alessandro (camisa 3) fez boa estréia - é o melhor da zaga; Luiz Felipe (2) participou positivamente na 2.ª etapa; Marcus Vinícius (8) é o capitão, e corresponde bem; Samuel (17?) deu outro ritmo ao ataque - merece ser titular no lugar do Marcelinho (7), que continua o mesmo.
O goleiro Eduardo (1), decididamente, foi o grande fiasco da partida. Inseguro, fracassou em muitos lances desde o 1.º tempo (não demorou para começarmos a gritar por Márcio). No gol do Guarani, marcado pelo cabeludo Juca (melhor em campo pela Gaúcha), fiquei com a impressão de que o goleiro é daqueles com braço-curto (o Wianey referiu que Eduardo saltou atrasado). Douglas Silva (11) é outro que ainda não aprovou.
Logo aos 10 minutos, o juiz marcou pênalti, convertido por Somália com categoria (fraquinho, no canto esquerdo do goleiro). No 2.º tempo, já com o jogo empatado, o juiz acertadamente marcou novo pênalti; Somália cumpriu o mesmo ritual, o que facilitou a vida do goleiro adversário Rodrigo Feijão, que defendeu com facilidade. Ao final, Somália foi expulso por ter chutado um zagueiro do Guarani, fora do lance da bola (delatado pelo bandeirinha). Teve ainda um grande barraco armado pela comissão técnica do Guarani, que reclamou um pênalti não marcado a seu favor. O treinador de goleiros entrou em campo, acompanhado, em seguida, pelo próprio treinador do time de Venâncio Aires, que protagonizaram um verdadeiro fiasco. Custou para tirar os dois penetras de campo.
No 2.º tempo, apesar do gol sofrido (culpa do Eduardo), o time produziu bastante no ataque, e o que restou de positivo foi mesmo o fato de ter sido marcado o primeiro gol da temporada.

GRÊMIO: Eduardo 1, Alessandro 3, Marcelo Oliveira 4, Dênis 5, Luiz Felipe 2, Marcus Vinícius 8, Douglas Silva 11 (Samuel), Bruno 10 (Nunes), Gláuber 6 (Marcinho), Marcelinho 7, Somália 9. Téc.: De Léon.

GUARANI-VA: Rodrigo Feijão, Rangel, Paulo Roberto, Cleomar, Nunes, Zura, Marcos Vinícius, Itamar (Tiago), Juca (Leandro), Douglas (Santiago), Tiago Duarte. Téc .: Chicão.

Trio: Cesar Pastro, Altemir Hausmann, Alexandre Kleiniche.

Grêmio 3x0 Sport (Série B, 31.ª rodada, Arena do Grêmio, 20.09.2022, 19:00)

 Com Renato de volta à casamata gremista, e após a vitória contra o Vasco, a expectativa era de como o Grêmio se portaria nos jogos fora de ...