SÃO PAULO 0x1 GRÊMIO - 1.ª rodada, 10.05.2008, 18h10min, Estádio Morumbi, São Paulo/SP
Depois (a) das desclassicações decepcionantes na Copa do Brasil 2008 e no Gauchão 2008, (b) da permanência de Celso Roth, (c) das contratações sem maior impacto (Makelele), (d) do desempenho sofrível nos dois amistosos contra Ipiranga de Erechim e Avaí/SC, particularmente esperava que qualquer resultado que não fosse uma goleada do São Paulo, no Morumbi, pela 1.ª rodada do Brasileirão 2008, seria um grande resultado.
Entretanto, desde o início do jogo o Grêmio acertou passes e se colocou bem em campo, chegando seguidamente à meta de Rogério Ceni. Bem verdade que Muricy optou por um time misto, uma vez que está disputando simultaneamente a Libertadores 2008, mas seja como for, o gol de Pereira no início do 2.º tempo, de cabeça, e a vitória pelo placar mínimo foram espetaculares.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Miranda, Alex Silva e Zé Luis; Jancarlos, Fábio Santos, Éder Luis (Hernanes/intervalo), Júnior (Sérgio Mota 15’/2ºT) e Richarlyson; Dagoberto e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.
GRÊMIO: Victor; Leo, Pereira e Réver; Paulo Sérgio, Eduardo Costa, Rafael Carioca, Roger (Makelele 30’/2ºT) e Hélder; Perea (Jonas 43’/2ºT) e Soares (Rodrigo Mendes 30’/2ºT). Técnico: Celso Roth.
Gol: Pereira, aos 5min do 2º tempo. Cartões amarelos: Richarlyson, Rogério Ceni (SAO); Eduardo Costa, Hélder, Perea, Pereira e Paulo Sérgio (GRE). Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ), Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Jackson Lourenço Massarra dos Santos (RJ).
GRÊMIO 0 X 0 FLAMENGO - 2.ª rodada, 18.05.2008, 16h, Estádio Olímpico.
Ainda sem as melhores condições, resolvemos assistir a esse clássico em casa. O Flamengo conta com um time competitivo, e até pouco tempo estava disputando seriamente a Libertadores 2008 (acabou desclassicado pelo América do México por 3x0, podendo perder por 2x0). Nessas condições, o empate era um bom resultado. E não deu outra. Bruno, goleiro do Flamengo, salvou todas as conclusões do Grêmio e operou uns milagres - foi o melhor em campo. Rodrigo Mendes voltou a atuar em um jogo oficial depois de aproximadamente um ano parado.
Quem vem se destacando no Grêmio: Pereira (de dispensável, no início do ano, para zagueirão titular inconstestável e artilheiro), Rever (zagueiro novato), Rafael Carioca (segundo volante com bastante categoria e força física, é do tipo que vai ser vendido em breve, repetindo Lucas e Carlos Eduardo), Hélder (lateral-esquerdo, vem atuando bem, e já ameaça a titularidade de Pico, que anda machucado).
GRÊMIO: Victor, Leo, Pereira e Rever; Paulo Sérgio, Eduardo Costa, Rafael Carioca, Roger (Jonas) e Hélder; Soares (Rodrigo Mendes) e Perea (Makelele). Técnico: Celso Roth.
FLAMENGO: Bruno, Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Fábio Luciano e Juan; Jaílton, Toró, Kléberson (Renato Augusto), Ibson; Marcinho (Maxi Biancucci) e Diego Tardelli (Cristian). Técnico: Caio Júnior
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP), Emerson Carvalho (Fifa-SP) e Giovani Canzian (SP).
Cartões amarelos: Leo, Rever, Helder (Grêmio); Fábio Luciano, Bruno (Flamengo).
GRÊMIO 2x0 NÁUTICO - 3.ª rodada, 24.05.2008, 18h10min, Estádio Olímpico.
Até podíamos ter ido ao Estádio, mas estava particularmente empolgado com outras coisas e, por outro lado, não estávamos muito certos ainda quanto às condições para acompanhar o jogo inteiro sentado nas sociais.
Durante a semana se falou num desentendimento entre Roger e Celso Roth num treino, bem como no interesse de clubes espanhóis em um jovem e desconhecido (para nós) jogador gremista, o Douglas (além do Tiago, mas esse sem o mesmo destaque).
Depois da "Batalha nos Aflitos", o Grêmio atraiu o ônus de sempre vencer do Náutico, e mais uma vez, no Estádio Olímpico, as coisas não foram diferentes: o 2x0 veio com naturalidade.
GRÊMIO: Victor; Léo, Pereira e Réver; Paulo Sérgio, Eduardo Costa (Amaral), Rafael Carioca, Roger e Helder (Felipe); Soares (Makelele) e Perea. Técnico: Celso Roth.
NÁUTICO: Eduardo; João Paulo, Negretti (Onildo), Everaldo e Itaqui (Helton); Ticão, Paulo Almeida, Geraldo e Roger (Warley); Wellington e Felipe. Técnico: Sangaletti (interino).
Gols: Léo, aos 33 minutos do primeiro tempo, e Perea, aos 19 do segundo. Cartões amarelos: Paulo Sérgio, Eduardo Costa e Helder (G); Roger, Wellington, Felipe, Helton r Paulo Almeida (N). Arbitragem: Alício Pena Júnior (Fifa/MG), Helberth Costa Andrade (MG) e Jair Albano Felix (MG). Público: 26.655 (23.685 pagantes) Renda: R$ 399.173,00.
VASCO DA GAMA 2x1 GRÊMIO - 4.ª rodada, 31.05.2008, sábado, 18h20min, Estádio São Januário/RJ.
O Grêmio saiu na frente e fez um belo 1.º tempo no jogo fora de casa contra o Vasco. Roger arrebentou e tudo mais. Só que o delegado A. Lopes não é bobo nem nada e promoveu o ingresso de Jean no ataque; o cara simplesmente resolveu o jogo fazendo a virada. O time de Roth se retraiu e não ameaçou a vitória do time da casa.
VASCO: Tiago; Jorge Luiz, Rodrigo Antônio e Luisão; Wagner Diniz, Jonílson, Leandro Bonfim, Morais (Jean) e Madson (Souza); Alan Kardec (Landu) e Leandro Amaral. Técnico: Antônio Lopes.
GRÊMIO: Victor; Leo, Pereira e Réver; Paulo Sérgio, Eduardo Costa, Rafael Carioca, Roger (Jonas) e Anderson Pico; Reinaldo (Makelele) e Soares (Marcel). Técnico: Celso Roth.
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP), Ednilson Corona (Fifa-SP) e Carlos Berkenbrock (SC). Gols: Reinaldo (G), aos 30min, no 1º tempo; Jean (V), aos 6min e aos 27min, no 2º tempo. Cartões Amarelos: Leo, Paulo Sérgio, Pereira e Rafael Carioca (G); Leandro Bomfim e Jean (V).
GRÊMIO 2x1 FLUMINENSE - 5.ª rodada, 08.06.2008, domingo, 16h, Estádio Olímpico.
Durante a semana o Fluminense realizou a façanha de eliminar o Boca Juniors na seminfinal da Copa Libertadores 2008, ao vencer de virada por 3x1 os argentinos no Maracanã (o primeiro jogo, que não foi na Bombonera e sim no estádio do Racing de Avellaneda, terminou com empate em 2x2). Renato avisou que escalaria o time titular, pois a final com a LDU só se realizaria no final do mês corrente, e o Flu, no Brasileirão 2008, só jogou com time reserva e tem a pior campanha até agora.
Então o jogo contra o Fluminense marcaria mais uma vez o retorno de Renato, que, todos sabem, é sempre aplaudido quando vem à capital treinando o time adversário. Dessa vez, além de Renato, os gremistas teriam Jardel para aplaudir; o cara veio para iniciar tratamento físico na Esef, e acompanhou o jogo dos camarotes.
Tínhamos planejado ir ao Estádio dessa vez, pois já recuperados plenamente e tal, mas o frio que começou a fazer aliado à chuva interminável acabou nos fazendo desistir. Fica para o próximo.
O fato de terem sido escalados os titulares do Fluminense, de certa forma, beneficiou o Grêmio, pois é intuitivo que nenhum dos cariocas vai querer se expor a ponto de se machucar e ficar de fora da final histórica (para o Flu) da Libertadores 2008. O time de Roth dominou amplamente e Perea desencantou fazendo os dois gols: o primeiro, de cabeça, após rebote do goleiro, e o segundo, na etapa complementar, aproveitando uma bobeada da defesa do Flu.
As coisas quase se complicaram a partir daí: Pico, Amaral e Makelele entraram em campo, e o Fluminense ganhou volume de jogo. Reinaldo cometeu pênalti convertido por Dodô, e os cariocas tiveram uns 10 min para fazer pressão pelo gol de empate. Por sorte, ficou tudo por isso.
Destaques positivos: Roger, que vem atuando regularmente bem; Felipe Mattione, que arrebentou no 2.º tempo, e assim tem condições de assumir a lateral-direita de forma permanente; Réver e Helder, que vêm funcionando perfeitamente no esquema 3-5-2; Rafael Carioca, que vem sendo já chamado de "novo Carlos Eduardo".
Próximo jogo é fora de casa contra o Goiás, sendo certo que o Grêmio sempre perde de goleada no Serra Dourada.
GRÊMIO: Victor; Léo, Felipe Mattione (Anderson Pico), Pereira e Helder; Réver, Eduardo Costa (Amaral), Rafael Carioca e Roger; Reinaldo (Makelele) e Perea. Técnico: Celso Roth.
FLUMINENSE: Fernando Henrique; Carlinhos, Thiago Silva, Luiz Alberto e Roger; Ygor (Arouca), Cícero (Maurício), Thiago Neves e Darío Conca; Dodô e Washington (Tartá). Técnico: Renato Gaúcho.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR), José Pontarolo e José Dias Passos (ambos do PR). Cartões amarelos: Eduardo Costa, Pereira, Roger, Reinaldo, Perea (Grêmio); Ygor, Luiz Alberto, Darío Conca (Fluminense). Cartão vermelho: Thiago Neves (Fluminense). Gols: Perea aos 23 minutos do primeiro tempo; Perea aos nove minutos do segundo tempo; Dodô aos 32 minutos do segundo tempo.
GOIÁS 0x3 GRÊMIO - 6.ª rodada, 14.06.2008, sábado, 18h20min, Serra Dourada/GO.
Ninguém desconhece que o Grêmio geralmente perde de goleada para o Goiás no Serra Dourada. E para o jogo desse Brasileirão 2008 Roth não poderia escalar Perea (convocado para seleção colombiana), Pereira e Eduardo Costa (suspensos). Além disso, Tcheco, trazido de volta da Arábia, só poderá atuar em agosto devido a uma questão legal de janela de transferência de jogadores que atuaram no exterior. Por outro lado, Marcel, outro dos que compunham o elenco do ano passado e que foi re-contratado, estava em condições de voltar à equipe titular (graças à ausência de Perea). Apesar de tudo isso, o Goiás ocupa as últimas colocações da tabela, e mesmo com o reforço de Iarley, recém saído do Inter (aparentemente contra a sua vontade), tinha íntima esperança de que o Grêmio poderia alcançar um bom resultado fora de casa (em todo o caso, externei que ficaria feliz com uma derrota mínima, isto é, não vergonhosa como de costume).
Bem ou mal, Roth tem feito um bom trabalho e o Grêmio está com uma campanha muito boa. Para mim, as matérias que são feitas com os atletas que não recebem oportunidades (Jean, Julio dos Santos, Rodrigo Mendes, etc) são impertinentes, pois todo o ano se diz (e todos sabem) que num campeonato longo é imprescindível um elenco numeroso e qualificado, de modo que inevitavelmente todos os atletas terão chance para atuar, cedo ou tarde. É evidente que Roth precisa formar um time titular, e esse time deve atuar o maior número de vezes sem alterações (afinal, quando o time muda a cada rodada sempre há reclamações). Num campeonato com mais de 30 rodadas é intuitivo que haverá desfalques por lesões e suspensões, então os que recebem oportunidades devem, tanto quanto possível, entrar em condições de suprir a ausência do titular; e com suplentes de qualidade a chance de isso dar certo é maior. Então, não me impressiona o fato de que alguns jogadores sequer figurem como opção no banco de reservas de certos jogos, pois é evidente que cedo ou tarde esses caras entrarão em campo, e aí terão que mostrar que merecem continuar no time. Para o jogo contra o Goiás, Roth promoveu a entrada de Jean, no lugar de Perea. Diz-se, ainda, que o contrato de Rodrigo Mendes, perto de vencer, será renovado a pedido do técnico. O mesmo não se pode dizer de Julio dos Santos, que aparentemente tem proposta do Cerro Porteño.
Com Mano, sabíamos que como visitante o Grêmio teria enormes dificuldades; em regra, o time da casa imporia seu ritmo de jogo, e os gols sairiam naturalmente. Um ou outro jogador seria expulso, algumas vezes o próprio técnico. Mas com Roth as coisas são diferentes. Fora de casa o Grêmio consegue fazer o seu joguinho, marcando com eficiência e neutralizando os ataques. Algumas conclusões que eventualmente furam o bloqueio da defesa são repelidos pelo excelente goleiro Victor. O esquema 3-5-2, a cada rodada, tem se mostrado bem acertado. Então, contra o Goiás, o Grêmio segurou as iniciativas do adversário, e fez o primeiro gol, ainda no 1.º tempo, com o reabilitado Marcel (Roger cobrou escanteio, e Marcel subiu no 3.º andar para abrir o placar). No 2.º tempo, o cara mostrou oportunismo e fez o 2x0 (Rudnei cabeceou, Harlei defendeu para cima, Marcel cabeceou quase na linha do gol). Leo, que vinha atuando quase como lateral-direito (seguidamente aparecia para fazer os cruzamentos para a área) foi expulso (segundo cartão amarelo), talvez indevidamente. Roth mandou Thiego a campo, no lugar de Roger, e o cara fez um belo gol, em jogada individual.
Achei curioso que o Serra Dourada estava quase vazio (a torcida gremista marcou presença, como de costume). O Grêmio divide a liderança com o Flamengo e Cruzeiro, com 13 pontos, mas está em segundo conforme os critérios. Próximo jogo é contra o Atlético-PR, no Olímpico. O adversário sempre complica, e espero que as coisas estejam em ordem para poder conferir in loco.
GOIÁS: Harlei; Vítor, Ernando, Henrique e Fabinho; Fernando (Felipe), Pituca, Ramalho e Paulo Baier (Frontine); Iarley e Alex Terra (Anderson Aquino). Técnico: Oswaldo Alvarez.
GRÊMIO: Victor; Léo, Jean e Rever; Paulo Sérgio, William Magrão, Rafael Carioca, Roger (William Thiego) e Hélder; Reinaldo (Rudinei) e Marcel (André Luís). Técnico: Celso Roth
Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA), Belmiro da Silva e Luiz Carlos Silva Teixeira (ambos da BA). Renda: R$ 80.010,00. Público: 4.291 pagantes. Cartões amarelos: Vitor, Henrique, Felipe (GO); Jean, Helder e William Magrão (GRE). Cartão vermelho: Leo (Grêmio). Gols: GRÊMIO: Marcel, aos 28 minutos do primeiro tempo e aos 19 minutos do segundo tempo. William Thiego, aos 41 minutos do segundo tempo.
GRÊMIO 3x0 ATLÉTICO-PR - 7.ª rodada
Voltamos ao Estádio depois de quase dois meses, apesar do horário (18h de domingo) e do frio (inverno rigoroso esse de 2008 que recém começou). Chegamos com uns 20min de antecedência e procuramos o local com menor concentração de pessoas para evitar o senta-levanta-senta; ficamos, pois, bem à esquerda das sociais, perto da torcida do Atlético-PR (agora a torcida adversária está no andar de baixo, ao invés das cadeiras como de costume).
Para esse jogo contra o Atlético-PR, Roth não poderia contar com Leo, cedido para a Seleção olímpica, e assim Jean teve mais uma oportunidade como titular. Durante a semana se noticiou que o zagueiro Teco, machucado há um ano, não renovará, assim como Julio dos Santos, que não se firmou e acabou indo para o próprio time paranaense, que, por sua vez, tem como goleiro o mítico Galatto.
Já disse e reafirmo que o Grêmio de Roth é bem diferente do que era o de Mano: não há mais aquele início sôfrego de ataque-mais-ataque. Não sei se tem a ver com o esquema, ou com a própria postura de Roth, o Grêmio não se atira para o ataque; vai, isso sim, cozinhando o adversário e as oportunidades vão surgindo. Nesse jogo, foram todas desperdiçadas pelos atacantes. Desde logo percebemos que o melhor em campo era Roger; o cara faz lançamentos precisos e passes certeiros. O lance é dar a bola para Roger o quanto antes, que ele geralmente confere um toque de qualidade à jogada. Outro que jogou bem foi o Rafael Carioca; apareceu bastante e me parece que é outro do tipo Carlos Eduardo, Lucas e Anderson, isto é, não vai ficar por muito tempo. Por outro lado, diferentemente do Grêmio de Mano, a defesa do time de Roth é bastante segura e ainda não ocorreu nesse Brasileirão 2008 os chamados gols bobos, que eram costume nos anos passados. Convém enfatizar, aliás, que o Grêmio detém a defesa menos vazada do campeonato. Outro ponto positivo é a tranqüilidade do time em campo: se não há mais um técnico que discute o tempo todo com a arbitragem (e é seguidamente expulso ou suspenso), não há mais expulsões e brigas entre jogadores dentro de campo. Alguém diz que o Grêmio é o time que mais comete faltas, mas ainda que se admita isso, as faltas são todas normais de jogo, nada violento, e os jogadores são advertidos apenas com palavras ou cartões amarelos. Nada incomum. Além disso, parece que Roth aprendeu com os erros nas eliminações passadas e vem mantendo o time com o mesmo esquema, mudando poucos jogadores e tal.
Se Roger, Rafael Carioca e a defesa foram os destaques positivos gremistas, o lateral-direito Paulo Sérgio, por outro lado, fez um péssimo 1.º tempo. Assistimos o Atlético atacar pelo seu lado esquerdo com naturalidade, especialmente com o camisa 6. Paulo Sérgio não conseguiu conter nenhuma investida, revelando-se um marcador bastante fraco. Acho que Felipe Mattione, com atuação destacada em rodada anterior, não demorará para figurar como titular.
Até poderíamos ter ficado preocupados se o Grêmio venceria esse jogo por conta da fraca atuação do seu lateral-direito, mas o bom árbitro marcou falta dentro da área a favor do Grêmio e Roger teve a oportunidade para, com a bola parada, vencer o bloqueio que Galatto vinha impondo com ótimas defesas.
1.º gol do Roger
Os paranaenses tentaram alguns ataques, mas foram sempre superados pela defesa gremista. Durante o 1.º tempo a impressão era a de que faltou qualidade ao ataque do Grêmio para definir o jogo, e isso poderia representar perigo para a etapa final.
Mas não demorou e Roger tentou ingressar individualmente na área do Atlético e foi derrubado. O bom árbitro marcou novamente a falta dentro da área, e o pênalti foi convertido, mais uma vez, por Roger.
2.º gol do Roger
Esse gol representava a segurança em relação ao resultado, mas se se conseguisse fazer mais gols, o Grêmio poderia terminar a rodada em primeiro lugar, visto que se encontra empatado com Flamento e Cruzeiro no n.º de pontos, e o desempate ficaria no n.º de gols marcados.
William Magrão, após bate-rebate dentro da área, foi derrubado e o bom árbitro apitou o 3.º pênalti da noite. Roger, com paradinha e tudo, encerrou o placar.
3.º gol do Roger
Teve tempo ainda para olé e festa da torcida.
Próximo jogo é Gre-nal, no Olímpico, contra o time do Tite.
GRÊMIO: Victor; Pereira, Jean e Rever; Paulo Sérgio (Felipe), William Magrão, Rafael Carioca (Eduardo Costa), Roger e Helder; Perea e Marcel (Soares). Técnico: Celso Roth.
ATLÉTICO-PR: Gallato; Renan, Antônio Carlos, Danilo e Márcio Azevedo (Léo Medeiros); Valencia, Fahel, Willian (Chicão) e Ferreira; Julio César e Marcelo Ramos (Gabriel). Técnico: Roberto Fernandes.
Árbitro: Guilherme Cereta de Lima (SP), Ednilson Corona e Nilson De Souza Monção (ambos de SP). Cartões amarelos: Paulo Sérgio, Helder, William Magrão (Grêmio); Fahel, Chicão, Danilo (Atlético-PR). Cartão vermelho: Fahel (Atlético-PR). Gols: Roger, aos 12 minutos do primeiro tempo, e aos 12 e 27 minutos do segundo tempo.
BRASILEIRÃO 2008 - CLASSIFICAÇÃO:
Equipe P V SG %
1º Flamengo (RJ) 16 5 9 76,2
2º Grêmio (RS) 16 5 9 76,2
3º Cruzeiro (MG) 16 5 8 76,2
4º Náutico (PE) 14 4 5 66,7
5º Palmeiras (SP) 13 4 3 61,9
6º São Paulo (SP) 12 3 6 57,1
7º Vitória (BA) 11 3 2 52,4
8º Portuguesa (SP) 11 3 0 52,4
9º Coritiba (PR) 9 2 1 42,9
10º Atlético (MG) 9 2 -1 42,9
11º Atlético (PR) 8 2 1 38,1
12º Vasco (RJ) 8 2 -1 38,1
13º Sport (PE) 8 2 -2 38,1
14º Figueirense (SC) 8 2 -9 38,1
15º Inter (RS) 7 2 -3 33,3
16º Botafogo (RJ) 7 2 -3 33,3
17º Goiás (GO) 6 1 -5 28,6
18º Santos (SP) 5 1 -7 23,8
18º Ipatinga (MG) 5 1 -7 23,8
20º Fluminense (RJ) 2 0 -6 9,5
domingo, 22 de junho de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Grêmio 2(3)x1(4) Atlético-GO (Copa do Brasil 2008, 2.ª fase, Estádio Olímipico, jogo de volta, 09.04.2008, 21h45min)
Depois da desclassificação precoce no Gauchão 2008, restava a Copa do Brasil para salvar o primeiro semestre do Grêmio, e o jogo decisivo não demorou nem uma semana: na quarta-feira, 09.04.2008, o Grêmio enfrentaria o Atlético-GO no jogo de volta da 2.ª fase precisando vencer por 1x0, ou por qualquer resultado com diferença de dois gols. Vencendo por 2x1, a disputa seria por pênaltis.
Além desse componente decisivo, era intuitivo que o jogo significaria também a permanência ou não de Celso Roth no comando do Grêmio, pois sua contratação jamais foi pacífica e o clima estava ficando insustentável com as recentes atuações e escalações equivocadas.
Ouvi dizer que a procura por ingressos era inexpressiva, mas o que se viu foi um Estádio cheio, com quase 30 mil espectadores. Chegamos com pouco mais de meia-hora de antecedência, e faltando poucos instantes para a bola rolar, nos posicionamos à esquerda das sociais, quase na mureta divisória, para acompanhar o Grêmio atacar no 1.º tempo.
Só que diferentemente do Grêmio de Mano de 2005/2007, o time de Roth não atacou desde o início o tempo todo. Do time de Mano podíamos esperar que o adversário seria atacado tão logo a bola rolasse, e não cessaria até que o resultado necessário fosse alcançado. E no mata-mata, Mano só não conseguiu se dar bem na final da Libertadores 2008, por motivos bem conhecidos. Com Roth o Grêmio não joga assim. Por certo que num dos primeiros ataques gremistas (talvez o segundo), Roger caiu na área e o juiz marcou pênalti. O mesmo Roger cobrou, e aos 5 min o Grêmio vencia por 1x0. Esse resultado classificava o tricolor.
1.º gol do Grêmio - Roger
Só que, a partir daí, assistimos ao Atlético-GO sair com naturalidade para o ataque, trocar passes com rapidez e eficiência e concluir a gol. O goleiro do time goiano, Márcio (que se revelaria o jogador mais decisivo em campo, o MVP como se diz na NBA), foi chamado duas vezes para cobrar faltas perto da área gremista, e na segunda tentativa o cara não vacilou e marcou um belo gol, colocando a bola fora do alcance do Marcelo Grohe.
As vaias e a impaciência de parte da social não demoraram para aparecer, sobretudo porque o Grêmio parou de jogar e o Atlético criou mais e mais chances para virar o jogo. Hidalgo foi um dos mais apupados, mas a zaga também não me pareceu firme (especialmente no 2.º tempo, notei que Leo é lento nas divididas). Fiquei satisfeito com o desempenho de Rafael Carioca, que só conheci agora, e que tem apenas 18 anos. Roger me surpreendeu fazendo marcação e disputando a bola com os adversários (só a partir da metade do 2.º tempo ficou claro que o cara não estava conseguindo manter o ritmo e sumiu em campo). Tadeu é forte, fica em pé nas divididas, mas é um atacante limitado. Perea decepcionou.
No 2.º tempo o Grêmio voltou com muita força e velocidade, e a torcida se empolgou: o gol parecia certo e iminente. Márcio, goleiro do Atlético, percebeu e mostrou experiência: o cara pediu para tirar as luvas para amarrar a chuteira, conhecida artimanha para retardar o jogo. A partir daí o Grêmio não teve mais o mesmo empenho, e o Atlético, por seu turno, voltou a equilibrar as ações, obrigando Marcelo Grohe a fazer algumas defesas difíceis.
As coisas estavam realmente ficando complicadas; para mim, a salvação era a bola parada. Aos 15 min da etapa complementar, William Magrão conseguiu fazer o 2.º gol, após cobrança de falta na qual a bola ficou pingando na área.
2.º gol do Grêmio - William Magrão
A torcida jamais parou de incentivar, mas o 2.º gol não foi suficiente para fazer o Grêmio se impor sobre o adversário, que freqüentou bastante a defesa gremista, mesmo fazendo alterações para segurar o resultado e levar a disputa para os pênaltis. E com a ineficiência dos atacantes gremistas, o jogo não teve mais gols.
Roger se encaminhou para a 1.º cobrança de pênaltis e marcou com categoria, valendo-se de uma paradinha sacana.
1.º gol dos pênaltis - Roger
O Atlético não desperdiçou sua 1.º cobrança; Tadeu telegrafou o canto direito; sucederam-se cobranças com êxito (Marcelo Grohe não teve chances de defender nada), e Perea chutou a última cobrança no poste, decretando a classificação dos goianos.
Bem, agora resta aguardar pela estréia no Brasileirão 2008 em maio, e espera-se que até lá o Grêmio tenha um novo e bom técnico, bem como um elenco mais qualificado.
Particularmente, espero que tenhamos todos saúde até lá para podermos continuar acompanhando os jogos do Grêmio no Estádio Olímpico.
GRÊMIO: Marcelo; Paulo Sérgio, Leo, Pereira (Jean, 19'/2°T) e Hidalgo (Jonas, 39'/2°T); Willian Magrão (Júnior, 24'/2°T), Eduardo Costa, Rafael Carioca e Roger; Perea e Tadeu. Técnico: Celso Roth
ATLÉTICO-GO: Márcio; Ari, Gilson, Rafael e Julinho; Putica, Lindomar, Robston e Anaílson (Pedrinho, 26'/2°T); Juninho (Rivaldo, 26'/2°T) e Adriano. Técnico: Zé Teodoro
Gols: Roger (G), aos cinco minutos, e Márcio, aos 20, no primeiro tempo. Willian Magrão (G), aos 15 minutos do segundo tempo
Pênaltis: (G) Roger, Pailo Sérgio e Eduardo Costa converteram; Tadeu e Perea despediçaram. (A) Lindomar, Ari, Julinho e Márcio converteram
Cartões amarelos: Rafael, Ari, Rivaldo e Pedrinho (A-GO); Paulo Sérgio e Hidalgo (G)
Público: 29.847 (27.080 pagantes)
Renda: R$ 27.1290
Arbitragem: Guilherme Cereta de Lima (SP), auxiliado por Claudemir Mafessoni (SC) e Angelo Rudimar Bechi (SC)
Além desse componente decisivo, era intuitivo que o jogo significaria também a permanência ou não de Celso Roth no comando do Grêmio, pois sua contratação jamais foi pacífica e o clima estava ficando insustentável com as recentes atuações e escalações equivocadas.
Ouvi dizer que a procura por ingressos era inexpressiva, mas o que se viu foi um Estádio cheio, com quase 30 mil espectadores. Chegamos com pouco mais de meia-hora de antecedência, e faltando poucos instantes para a bola rolar, nos posicionamos à esquerda das sociais, quase na mureta divisória, para acompanhar o Grêmio atacar no 1.º tempo.
Só que diferentemente do Grêmio de Mano de 2005/2007, o time de Roth não atacou desde o início o tempo todo. Do time de Mano podíamos esperar que o adversário seria atacado tão logo a bola rolasse, e não cessaria até que o resultado necessário fosse alcançado. E no mata-mata, Mano só não conseguiu se dar bem na final da Libertadores 2008, por motivos bem conhecidos. Com Roth o Grêmio não joga assim. Por certo que num dos primeiros ataques gremistas (talvez o segundo), Roger caiu na área e o juiz marcou pênalti. O mesmo Roger cobrou, e aos 5 min o Grêmio vencia por 1x0. Esse resultado classificava o tricolor.
1.º gol do Grêmio - Roger
Só que, a partir daí, assistimos ao Atlético-GO sair com naturalidade para o ataque, trocar passes com rapidez e eficiência e concluir a gol. O goleiro do time goiano, Márcio (que se revelaria o jogador mais decisivo em campo, o MVP como se diz na NBA), foi chamado duas vezes para cobrar faltas perto da área gremista, e na segunda tentativa o cara não vacilou e marcou um belo gol, colocando a bola fora do alcance do Marcelo Grohe.
As vaias e a impaciência de parte da social não demoraram para aparecer, sobretudo porque o Grêmio parou de jogar e o Atlético criou mais e mais chances para virar o jogo. Hidalgo foi um dos mais apupados, mas a zaga também não me pareceu firme (especialmente no 2.º tempo, notei que Leo é lento nas divididas). Fiquei satisfeito com o desempenho de Rafael Carioca, que só conheci agora, e que tem apenas 18 anos. Roger me surpreendeu fazendo marcação e disputando a bola com os adversários (só a partir da metade do 2.º tempo ficou claro que o cara não estava conseguindo manter o ritmo e sumiu em campo). Tadeu é forte, fica em pé nas divididas, mas é um atacante limitado. Perea decepcionou.
No 2.º tempo o Grêmio voltou com muita força e velocidade, e a torcida se empolgou: o gol parecia certo e iminente. Márcio, goleiro do Atlético, percebeu e mostrou experiência: o cara pediu para tirar as luvas para amarrar a chuteira, conhecida artimanha para retardar o jogo. A partir daí o Grêmio não teve mais o mesmo empenho, e o Atlético, por seu turno, voltou a equilibrar as ações, obrigando Marcelo Grohe a fazer algumas defesas difíceis.
As coisas estavam realmente ficando complicadas; para mim, a salvação era a bola parada. Aos 15 min da etapa complementar, William Magrão conseguiu fazer o 2.º gol, após cobrança de falta na qual a bola ficou pingando na área.
2.º gol do Grêmio - William Magrão
A torcida jamais parou de incentivar, mas o 2.º gol não foi suficiente para fazer o Grêmio se impor sobre o adversário, que freqüentou bastante a defesa gremista, mesmo fazendo alterações para segurar o resultado e levar a disputa para os pênaltis. E com a ineficiência dos atacantes gremistas, o jogo não teve mais gols.
Roger se encaminhou para a 1.º cobrança de pênaltis e marcou com categoria, valendo-se de uma paradinha sacana.
1.º gol dos pênaltis - Roger
O Atlético não desperdiçou sua 1.º cobrança; Tadeu telegrafou o canto direito; sucederam-se cobranças com êxito (Marcelo Grohe não teve chances de defender nada), e Perea chutou a última cobrança no poste, decretando a classificação dos goianos.
Bem, agora resta aguardar pela estréia no Brasileirão 2008 em maio, e espera-se que até lá o Grêmio tenha um novo e bom técnico, bem como um elenco mais qualificado.
Particularmente, espero que tenhamos todos saúde até lá para podermos continuar acompanhando os jogos do Grêmio no Estádio Olímpico.
GRÊMIO: Marcelo; Paulo Sérgio, Leo, Pereira (Jean, 19'/2°T) e Hidalgo (Jonas, 39'/2°T); Willian Magrão (Júnior, 24'/2°T), Eduardo Costa, Rafael Carioca e Roger; Perea e Tadeu. Técnico: Celso Roth
ATLÉTICO-GO: Márcio; Ari, Gilson, Rafael e Julinho; Putica, Lindomar, Robston e Anaílson (Pedrinho, 26'/2°T); Juninho (Rivaldo, 26'/2°T) e Adriano. Técnico: Zé Teodoro
Gols: Roger (G), aos cinco minutos, e Márcio, aos 20, no primeiro tempo. Willian Magrão (G), aos 15 minutos do segundo tempo
Pênaltis: (G) Roger, Pailo Sérgio e Eduardo Costa converteram; Tadeu e Perea despediçaram. (A) Lindomar, Ari, Julinho e Márcio converteram
Cartões amarelos: Rafael, Ari, Rivaldo e Pedrinho (A-GO); Paulo Sérgio e Hidalgo (G)
Público: 29.847 (27.080 pagantes)
Renda: R$ 27.1290
Arbitragem: Guilherme Cereta de Lima (SP), auxiliado por Claudemir Mafessoni (SC) e Angelo Rudimar Bechi (SC)
Grêmio 2x3 Juventude (Gauchão 2008, Estádio Olímpico, quartas de final, jogo de volta, 06.04.2008, 16h)
Num fim-de-semana triste, mas algo esperançoso, o Grêmio enfrentaria o Juventude no jogo de volta das quartas-de-final do Gauchão 2008 com a vantagem de poder perder por 1x0, em decorrência do resultado do primeiro jogo (2x1 no Alfredo Jaconi). Diante (a) desse expressivo favoritismo, (b) da campanha irretocável na primeira fase, e (c) do histórico de bons resultados contra o time caxiense (sem contar a qualificação do elenco), TUDO indicava uma classificação tranqüila do time de Celso Roth, apesar da derrota por 2x1 no meio da semana anterior para o Atlético-GO, no Serra Dourada (estádio no qual o Grêmio sempre perde de goleada), em jogo de ida válido pela 2.ª fase da Copa do Brasil 2008.
Questionaram-se bastante as opções do técnico em favor de Nunes, em prejuízo de Júnior, sob alegação de que este disputa a vaga de 2.º volante com Eduardo Costa, pois, afinal, Eduardo Costa é 1.º volante... A escalação do time vem sofrendo com os desfalques: Soares, Victor, Anderson Pico, William Magrão, etc. Por outro lado, Rodrigo Mendes começou a treinar com bola, mas ainda estaria indisponível para o jogo contra o Juventude.
Envolvido em questões trabalhosas, fui ao Estádio para acompanhar o jogo a partir do 2.º tempo (cheguei quando as equipes já estavam posicionadas em campo para o reinício), quando o resultado já era 2x0 para o Juventude. Meu pai acompanhou a partida desde o início, e me inteirou do desempenho sofrível do time de Roth.
As coisas não mudaram muito depois que cheguei. As jogadas não fluiam, muitos passes errados e jogadas bizarras. Só aos 30 min, Jonas fez o 1.º gol gremista numa jogada sofrida e muito disputada na pequena área. Já nos (poucos) acréscimos (tendo em vista a notória disposição do time caxiense para retardar o jogo, com a conivência do árbitro), Paulo Sérgio fez um gol de falta. Mas o resultado era insuficiente e o tempo, idem.
2.º gol do Grêmio - Paulo Sérgio
Na próxima quarta-feira, 09.04.2008, o Grêmio enfrenta o Atlético-GO pelo jogo de volta da 2.ª fase da Copa do Brasil, precisando vencer por 1x0 ou por outro resultado com diferença de dois gols; 2x1 daria disputa por pênaltis. Com o desempenho sofrível diante do Juventude, ficou claro que a permanência de Roth no comando do Grêmio ficava condicionada à classificação para a próxima fase da Copa do Brasil; do contrário, o Grêmio amargaria um recesso involuntário até maio, no início do Brasileirão 2008.
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Felipe Mattione, Leo, Jean, Paulo Sérgio, Nunes (Rafael Carioca), Eduardo Costa, Maylson (Jonas), Julio dos Santos (Tadeu), Roger, Perea. T: Celso Roth.
JUVENTUDE: Michel Alves, Elvis, Nunes, Márcio Alemão, Márcio Goiano, Renan, Juan Perez, Lauro, Ivo (Helder), Maycon (Tiago), Mendes. T: Zetti.
Gols: Mendes, aos 15 e aos 39 minutos do primeiro tempo; Tiago, aos 16, Jonas, aos 30, e Paulo Sérgio, aos 48 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Eduardo Costa, Roger e Jean (Grêmio); Maycon, Juan Perez (Juventude)
Cartões vermelhos: Tiago (Juventude); Tadeu, Jonas e Eduardo Costa (Grêmio)
Árbitro: Márcio Coruja
Auxiliares: Júlio César dos Santos e Júlio Espinoza de Freitas.
Questionaram-se bastante as opções do técnico em favor de Nunes, em prejuízo de Júnior, sob alegação de que este disputa a vaga de 2.º volante com Eduardo Costa, pois, afinal, Eduardo Costa é 1.º volante... A escalação do time vem sofrendo com os desfalques: Soares, Victor, Anderson Pico, William Magrão, etc. Por outro lado, Rodrigo Mendes começou a treinar com bola, mas ainda estaria indisponível para o jogo contra o Juventude.
Envolvido em questões trabalhosas, fui ao Estádio para acompanhar o jogo a partir do 2.º tempo (cheguei quando as equipes já estavam posicionadas em campo para o reinício), quando o resultado já era 2x0 para o Juventude. Meu pai acompanhou a partida desde o início, e me inteirou do desempenho sofrível do time de Roth.
As coisas não mudaram muito depois que cheguei. As jogadas não fluiam, muitos passes errados e jogadas bizarras. Só aos 30 min, Jonas fez o 1.º gol gremista numa jogada sofrida e muito disputada na pequena área. Já nos (poucos) acréscimos (tendo em vista a notória disposição do time caxiense para retardar o jogo, com a conivência do árbitro), Paulo Sérgio fez um gol de falta. Mas o resultado era insuficiente e o tempo, idem.
2.º gol do Grêmio - Paulo Sérgio
Na próxima quarta-feira, 09.04.2008, o Grêmio enfrenta o Atlético-GO pelo jogo de volta da 2.ª fase da Copa do Brasil, precisando vencer por 1x0 ou por outro resultado com diferença de dois gols; 2x1 daria disputa por pênaltis. Com o desempenho sofrível diante do Juventude, ficou claro que a permanência de Roth no comando do Grêmio ficava condicionada à classificação para a próxima fase da Copa do Brasil; do contrário, o Grêmio amargaria um recesso involuntário até maio, no início do Brasileirão 2008.
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Felipe Mattione, Leo, Jean, Paulo Sérgio, Nunes (Rafael Carioca), Eduardo Costa, Maylson (Jonas), Julio dos Santos (Tadeu), Roger, Perea. T: Celso Roth.
JUVENTUDE: Michel Alves, Elvis, Nunes, Márcio Alemão, Márcio Goiano, Renan, Juan Perez, Lauro, Ivo (Helder), Maycon (Tiago), Mendes. T: Zetti.
Gols: Mendes, aos 15 e aos 39 minutos do primeiro tempo; Tiago, aos 16, Jonas, aos 30, e Paulo Sérgio, aos 48 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Eduardo Costa, Roger e Jean (Grêmio); Maycon, Juan Perez (Juventude)
Cartões vermelhos: Tiago (Juventude); Tadeu, Jonas e Eduardo Costa (Grêmio)
Árbitro: Márcio Coruja
Auxiliares: Júlio César dos Santos e Júlio Espinoza de Freitas.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Grêmio 0x0 Caxias (Gauchão, Estádio Olímpico, 13.03.2008, 21h45min)
Depois da classificação para a próxima fase da Copa do Brasil (mediante vitória no Estádio Olímpico), o Grêmio só jogou pelo Gauchão e o time de Celso Roth só venceu: (I) 4x0 sobre a Ulbra no Olímpico em 01.03.2008; (II) 1x0 sobre o Novo Hamburgo no Estádio Santa Rosa em 09.03.2008 (essa foi a última partida de um clube da capital no estádio, que foi vendido para uma universidade, ao que parece).O aproveitamento de 100% de Celso Roth, e as atuações convincentes, aliado ao fato do Inter também estar vencendo suas partidas com folga (conforme vem sendo noticiado), acabou criando desde já a expectativa para uma decisão do campeonato entre os clubes da capital. E isso motivou um grande espaço para debate a respeito de uma declaração do Roger, na qual o cara reconhecia o favoritismo do rival (tido como carrossel) e dizia que o Grêmio era um time de operários. Particularmente, não sou fã desse tipo de declaração, sobretudo porque não é necessário muita coisa para que o debate seja prolongado na imprensa por vários dias.
Seja como for, Roth não poderia contar com Soares (machucado) e William Magrão (suspenso) para o jogo contra o Caxias.
O horário do jogo foi estranho para uma quinta-feira (21h45min), e chegamos com tranqüilidade ao Estádio aproximadamente meia-hora antes da bola rolar. Nos posicionamos à direita das sociais, mas iniciado o jogo nossa escolha se revelou insatisfatória, pois o Grêmio atacaria para o outro lado; mudamo-nos, então, para o outro lado e encontramos um lugar muito melhor para acompanhar o jogo inteiro.
O 1.º tempo foi muito ruim, e o destaque negativo foi Anderson Pico, (mal) escalado no meio-campo, numa tentativa de compor o meio-campo deixando Nunes no lugar de Magrão, e Roger no ataque, com Hidalgo na lateral-esquerda. Não acho que Pico marque bem, nem tenha o apoio muito qualificado - o cara tem bom chute com as duas pernas e cobra os laterais como se fosse escanteio. Mais do que isso muito pouco. Mas Roger, Julio dos Santos e Perea também não mostraram muita inspiração. Assim, Pereira foi o mais aplaudido.
Roth sacou Pico no intervalo, colocando Reinaldo no ataque. O jogo melhorou pouco, mas ainda não tenho opinião sobre se esse Reinaldo joga. O Caxias pareceu ter cansado lá pelos 15min, e o Grêmio criou várias chances de gol, todas desperdiçadas. E aí não importou o grito da torcida, que incentivou até o final. Marcelo Grohe teve oportunidade para fazer algumas defesas no final.
Tem dias que a bola, simplesmente, não entra.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Paulo Sérgio, Léo, Pereira e Hidalgo; Eduardo Costa, Nunes (Júnior), Dos Santos (André Luís) e Anderson Pico (Reinaldo); Roger e Perea. Técnico: Celso Roth.
CAXIAS: Juninho; Eber, Cuca e Cris (Luís Henrique); Gustavo, Julio César, Tiago, Leo Mineiro, Rodrigo (Terrão) e Aelson; Kempes (Edu). Técnico: Gílson Kleina
Árbitro: Vinícius Costa, Júlio César dos Santos e José Inácio de Souza
Cartões amarelos: Eduardo Costa, Roger, Pereira (Grêmio); Cris (Caxias)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Grêmio 6x0 Jaciara/MT (Copa do Brasil, 1.ª fase, Estádio Olímpico, 27.02.2008, 20h30min)
Desde o último jogo em que estivemos no Estádio Olímpico, contra o 15 de Campo Bom (que por sinal era a estréia no Gauchão), muita coisa aconteceu, mas em apertada síntese se pode dizer que Vagner Mancini foi demitido; Celso Roth, muito conhecido no Estado, trazido para seu lugar; Perea, Soares e Julio dos Santos foram contratados, e Roger fez sua estréia. Recapitulando as partidas: (a) em 22.01.2008 o Grêmio empatou em 1x1 com o Sapucaiense, fora de casa, numa partida sofrível; (b) em 26.01.2008, no Olímpico, o tricolor venceu o Santa Cruz pelo placar mínimo; (c) em 02.02.2008, no Centenário, empate em 2x2 com o Caxias, após sair vencendo por 2x0...; (d) em 09.02.2008, no Olímpico, vitória sobre o Novo Hamburgo por 2x0; (e) em 17.02.2008, vitória sobre a Ulbra por 1x0, em Canoas, com treinador interino - Julinho Camargo; (f) já com Celso Roth, em 21.02.2008, vitória no Olímpico por 2x1 sobre o Esportivo, de virada; (g) em 24.02.2008, mesmo placar contra a mesma equipe, só que desta vez no estádio Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Mas o jogo que decidiu a demissão do técnico Vagner Mancini foi a primeira partida pela Copa do Brasil 2008, contra o Jaciara/MT, no estádio José Fragelli em Cuiabá. A vitória magra por 1x0, com gol ao final do jogo, acabou enervando os dirigentes, que resolveram mandar embora o técnico recém contratado. Falou-se muito sobre os motivos da demissão, que aparentemente residiram em parte na apatia de Mancini durante os jogos (o cara não é do tipo fiasquento na beira do gramado), e em grande medida na falta de disposição para ouvir os "conselhos" dos dirigentes sobre escalação e esquema tático. Seja como for, o certo é que todos estranharam a decisão, sobretudo num início de temporada com grupo em fase de entrosamento, da mesma forma como não houve consenso em relação ao eleito para o cargo: Celso Roth teve várias passagens pelos clubes da capital, e não me parece que o cara tenha durado muito tempo em outras equipes, ou tenha feito campanhas chamativas.
Com as vitórias sobre o Esportivo, Roth teve a tranqüilidade para montar o time para a partida de volta pela Copa do Brasil contra o Jaciara. As notícias, então, centraram-se na recuperação de "desconforto muscular" de Roger, e da volta de Eduardo Costa. Além disso, Victor saiu machucado no 1.º tempo do jogo em Bento Gonçalves, e se constituiu em mais um goleiro gremista lesionado nos últimos tempos - assim, quem assumiu a camisa 1 foi Marcelo Grohe, que havia se contundido na pré-temporada, e por essa razão, começado o ano no banco de reservas. O destaque, no entanto, foi o aproveitamento nulo do atacante colombiano Perea; o cara, antes de estrear pelo Grêmio, fez 2 gols pela seleção do seu país, mas após 5 partidas no tricolor, nada feito. Então chegamos ao jogo contra o Jaciara.
Agora o deslocamento para o Estádio é diferenciado, mas conseguimos chegar com boa antecedência e pegar lugares razoáveis nas sociais, protegidos da chuva que estava ameaçando cair (e não caiu). Desde o apito inicial ficou claro que só o Grêmio atacaria, pois o adversário não corria e não marcava, ou seja, não jogava nada. Então aos 11 min, Perea desencantou e marcou o 1.º gol dentro da grande área. O colombiano comemorou bastante o fim da seca.
1.º gol - Perea
E teria mais para comemorar, pois aos 35 min o cara marcou o 2.º gol, num chutaço do bico da grande área pelo outro lado.
2.º gol - Perea
Roth promoveu as entradas de Jean e Julio dos Santos para o 2.º tempo, e a equipe continuou atacando. Perea, numa atuação memorável, fez mais 2 gols.
3.º gol - Perea
4.º gol - Perea
Aos 27 min, numa cobrança de escanteio de Roger pelo lado esquerdo de ataque, Jean teve oportunidade para dar um peixinho e marcar o 5.º gol da noite.
5.º gol - Jean
A partida estava ganha, a classificação garantida, o adversário até tentou chegar algumas vezes ao ataque - obrigando Grohe a praticar umas duas defesas boas - , a torcida gritava olé, e parecia que não haveria mais gol. Mas Roger cobrou falta rapidamente passando para Soares, que avançou com a bola e chutou na saída do goleiro. A jogada toda foi muito rápida, e não captei o gol que encerrou o placar da noite.
Próximo adversário pela competição é o Atlético/GO. Pelo Gauchão, tem jogo sábado contra a Ulbra no Olímpico.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Paulo Sérgio (Hidalgo), Léo (Jean), Pereira e Anderson Pico; Eduardo Costa, William Magrão, Maylson (Julio dos Santos) e Roger; Soares e Perea. Técnico: Celso Roth
JACIARA-MT: Pedro Paulo; Wellington Fraga, Marinho, David e Daniel (Duty); Tiago Silva, Jamba, Pedrinho (Naldinho) e Laírson; Marcelinho e Wellington Pereira. Técnico: José Macena
Árbitro: Antônio Schneider (RJ), Claudemir Maffessoni e Luis Kallenberger (SC)
Cartões amarelos: Wellington, David, Marinho (Jaciara); Perea, Eduardo Costa (Grêmio)
Gols: Perea, aos 11 e aos 35 minutos do primeiro tempo, aos 15 e aos 18 minutos do segundo tempo; Jean, aos 27, e Soares, aos 32 minutos do segundo tempo.
Com as vitórias sobre o Esportivo, Roth teve a tranqüilidade para montar o time para a partida de volta pela Copa do Brasil contra o Jaciara. As notícias, então, centraram-se na recuperação de "desconforto muscular" de Roger, e da volta de Eduardo Costa. Além disso, Victor saiu machucado no 1.º tempo do jogo em Bento Gonçalves, e se constituiu em mais um goleiro gremista lesionado nos últimos tempos - assim, quem assumiu a camisa 1 foi Marcelo Grohe, que havia se contundido na pré-temporada, e por essa razão, começado o ano no banco de reservas. O destaque, no entanto, foi o aproveitamento nulo do atacante colombiano Perea; o cara, antes de estrear pelo Grêmio, fez 2 gols pela seleção do seu país, mas após 5 partidas no tricolor, nada feito. Então chegamos ao jogo contra o Jaciara.
Agora o deslocamento para o Estádio é diferenciado, mas conseguimos chegar com boa antecedência e pegar lugares razoáveis nas sociais, protegidos da chuva que estava ameaçando cair (e não caiu). Desde o apito inicial ficou claro que só o Grêmio atacaria, pois o adversário não corria e não marcava, ou seja, não jogava nada. Então aos 11 min, Perea desencantou e marcou o 1.º gol dentro da grande área. O colombiano comemorou bastante o fim da seca.
1.º gol - Perea
E teria mais para comemorar, pois aos 35 min o cara marcou o 2.º gol, num chutaço do bico da grande área pelo outro lado.
2.º gol - Perea
Roth promoveu as entradas de Jean e Julio dos Santos para o 2.º tempo, e a equipe continuou atacando. Perea, numa atuação memorável, fez mais 2 gols.
3.º gol - Perea
4.º gol - Perea
Aos 27 min, numa cobrança de escanteio de Roger pelo lado esquerdo de ataque, Jean teve oportunidade para dar um peixinho e marcar o 5.º gol da noite.
5.º gol - Jean
A partida estava ganha, a classificação garantida, o adversário até tentou chegar algumas vezes ao ataque - obrigando Grohe a praticar umas duas defesas boas - , a torcida gritava olé, e parecia que não haveria mais gol. Mas Roger cobrou falta rapidamente passando para Soares, que avançou com a bola e chutou na saída do goleiro. A jogada toda foi muito rápida, e não captei o gol que encerrou o placar da noite.
Próximo adversário pela competição é o Atlético/GO. Pelo Gauchão, tem jogo sábado contra a Ulbra no Olímpico.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Paulo Sérgio (Hidalgo), Léo (Jean), Pereira e Anderson Pico; Eduardo Costa, William Magrão, Maylson (Julio dos Santos) e Roger; Soares e Perea. Técnico: Celso Roth
JACIARA-MT: Pedro Paulo; Wellington Fraga, Marinho, David e Daniel (Duty); Tiago Silva, Jamba, Pedrinho (Naldinho) e Laírson; Marcelinho e Wellington Pereira. Técnico: José Macena
Árbitro: Antônio Schneider (RJ), Claudemir Maffessoni e Luis Kallenberger (SC)
Cartões amarelos: Wellington, David, Marinho (Jaciara); Perea, Eduardo Costa (Grêmio)
Gols: Perea, aos 11 e aos 35 minutos do primeiro tempo, aos 15 e aos 18 minutos do segundo tempo; Jean, aos 27, e Soares, aos 32 minutos do segundo tempo.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Grêmio 3x0 15 de Campo Bom (Gauchão, Estádio Olímpico, 19.01.2008, 18h30min)
Honestamente, depois de tantos jogos em 2007, foi bom ficar um tempo sem ir ao Estádio e se desligar um pouco do futebol. Desde a partida final do Brasileirão 2007 com o Corinthians, o Grêmio trocou de treinador (Mano saiu, Vagner Mancini entrou), vários jogadores foram dispensados ou não renovaram (Tcheco, Tuta, Patrício, Sandro Goiano, Saja, Gavilán, entre tantos), e algumas contratações foram feitas. Bem verdade que as contratações não empolgaram (no mínimo), e o desempenho na pré-temporada em Bento Gonçalves/RS e nos dois jogos treinos causaram alguma aflição pelo que poderá vir nessa temporada de 2008. Afinal, especulou-se tanto sobre a permanência de Diego Souza (acabou acertando com o Palmeiras), e a vinda de Souza (do São Paulo), mas quem desembarcou no Salgado Filho mesmo foram Victor (goleiro do Paulista), Peter (do Juventude, que jogou pouco em 2007 devido a uma lesão), Paulo Sérgio, André Luis, Reinaldo, Perea. Ao mesmo tempo, aposta-se que Felipe Mattione, Adílson e outros juniores recém promovidos terão a mesma trajetória de Anderson, Lucas e Carlos Eduardo. Só na semana passada que se confirmou, meio de surpresa, a contratação de maior "impacto": Roger, com passagens pelos maiores clubes do centro do país, com temporadas irregulares nesses últimos tempos, mas ainda assim um jogador com toque de qualidade. Nunca se sabe se uma contratação vai dar certo ou errado; pode ser um fracasso como a de Amoroso, ou um sucesso como a de Jardel e Paulo Nunes (que são os maiores parâmetros de acerto em 10 anos).
Antes de receber o carnê de 2008, já estava com dúvidas a respeito da conveniência de continuar nas cadeiras. Mas o valor proibitivo (aproximadamente R$ 1.200,00) nos tirou qualquer escolha a não ser a de optar entre social e PPV. Acabamos voltando para a social, não com uma certa decepção de minha parte, pois a tarefa de fazer vídeos e tirar fotos seria mais complicada.
Seja como for, o jogo contra o 15 de Campo Bom - tradicional adversário de Gauchão - seria, aparentemente, muito ruim tendo em vista (a) o início de temporada, (b) o desentrosamento, (c) o pouco público, (d) a falta de qualidade do elenco gremista, (e) a disposição do adversário. Pois a partida foi muito boa de acompanhar: o 15 não atacou o jogo inteiro, o Grêmio se mostrou bem em campo, e o time não é o horror que se estava pintando. Verdade que o folclórico Jacozinho Marco Aurélio serviu para animar o primeiro tempo (o cara se incomodou com a provocação da torcida e encheu tanto o saco do juiz que foi expulso - 2 cartões amarelos antes dos 30 min). Além disso, esses jogos sem muita expressão são bons de acompanhar no Estádio.
Tão logo o juiz apitou o início de jogo e o Grêmio exerceu o domínio da partida. Acompanhamos o Grêmio atacando do lado esquerdo das sociais no 1.º tempo e pudemos ver a motivação do Anderson Pico, um dos poucos conhecidos dessa nova equipe gremista. O primeiro gol saiu perto dos 15min: Pico cobrou falta, o goleiro deu rebote, e Leo chutou para o gol.
1.º gol - Leo
Num primeiro momento, o time reduziu o ritmo, mas não demorou e o próprio Pico se encarregou de fazer o segundo gol, na entrada da área.
2.º gol - Pico
Para o 2.º tempo, o time de V. Mancini voltou demonstrando boa disposição para o jogo, com muitas conclusões a gol. Aproveitei a tranqüilidade do Estádio para fazer alguns experimentos com fotos e num desses ataques vacilei entre filmar e fotografar... registrei, assim, o passe que Peter deu para William Magrão fazer o 3.º e último gol da tarde.

Nada a opor nessa estréia no Gauchão 2008. O novo goleiro Victor e o resto da defesa parecem confiáveis e o ataque se mostrou mais interessado e participativo do que as formações dos anos anteriores. Próximo jogo é contra o Sapucaiense, em Sapucaia do Sul.
GRÊMIO: Victor; Paulo Sérgio, Leo, Wágner e Anderson Pico; Eduardo Costa, William Magrão, Peter e André Luís (Felipe Mattione); Jonas (Tadeu) e Reinaldo (Adílson). Técnico: Vagner Mancini.
15 DE NOVEMBRO: Márcio; Adams, Ferron, Xandão e Alex (Émerson); Edmílson, Edinho, Alexandre e Jacozinho; Kelson (Eder Machado) e Castor (Juari). Técnico: Edson Porto
Árbitro: Ânderson Daronco, auxiliado por Paulo Ricardo Conceição e José Franco Filho.
Antes de receber o carnê de 2008, já estava com dúvidas a respeito da conveniência de continuar nas cadeiras. Mas o valor proibitivo (aproximadamente R$ 1.200,00) nos tirou qualquer escolha a não ser a de optar entre social e PPV. Acabamos voltando para a social, não com uma certa decepção de minha parte, pois a tarefa de fazer vídeos e tirar fotos seria mais complicada.
Seja como for, o jogo contra o 15 de Campo Bom - tradicional adversário de Gauchão - seria, aparentemente, muito ruim tendo em vista (a) o início de temporada, (b) o desentrosamento, (c) o pouco público, (d) a falta de qualidade do elenco gremista, (e) a disposição do adversário. Pois a partida foi muito boa de acompanhar: o 15 não atacou o jogo inteiro, o Grêmio se mostrou bem em campo, e o time não é o horror que se estava pintando. Verdade que o folclórico Jacozinho Marco Aurélio serviu para animar o primeiro tempo (o cara se incomodou com a provocação da torcida e encheu tanto o saco do juiz que foi expulso - 2 cartões amarelos antes dos 30 min). Além disso, esses jogos sem muita expressão são bons de acompanhar no Estádio.
Tão logo o juiz apitou o início de jogo e o Grêmio exerceu o domínio da partida. Acompanhamos o Grêmio atacando do lado esquerdo das sociais no 1.º tempo e pudemos ver a motivação do Anderson Pico, um dos poucos conhecidos dessa nova equipe gremista. O primeiro gol saiu perto dos 15min: Pico cobrou falta, o goleiro deu rebote, e Leo chutou para o gol.
1.º gol - Leo
Num primeiro momento, o time reduziu o ritmo, mas não demorou e o próprio Pico se encarregou de fazer o segundo gol, na entrada da área.
2.º gol - Pico
Para o 2.º tempo, o time de V. Mancini voltou demonstrando boa disposição para o jogo, com muitas conclusões a gol. Aproveitei a tranqüilidade do Estádio para fazer alguns experimentos com fotos e num desses ataques vacilei entre filmar e fotografar... registrei, assim, o passe que Peter deu para William Magrão fazer o 3.º e último gol da tarde.

Nada a opor nessa estréia no Gauchão 2008. O novo goleiro Victor e o resto da defesa parecem confiáveis e o ataque se mostrou mais interessado e participativo do que as formações dos anos anteriores. Próximo jogo é contra o Sapucaiense, em Sapucaia do Sul.
GRÊMIO: Victor; Paulo Sérgio, Leo, Wágner e Anderson Pico; Eduardo Costa, William Magrão, Peter e André Luís (Felipe Mattione); Jonas (Tadeu) e Reinaldo (Adílson). Técnico: Vagner Mancini.
15 DE NOVEMBRO: Márcio; Adams, Ferron, Xandão e Alex (Émerson); Edmílson, Edinho, Alexandre e Jacozinho; Kelson (Eder Machado) e Castor (Juari). Técnico: Edson Porto
Árbitro: Ânderson Daronco, auxiliado por Paulo Ricardo Conceição e José Franco Filho.
domingo, 2 de dezembro de 2007
GRÊMIO 1x1 CORINTHIANS (Brasileirão 2007, 38.ª rodada, 02.12.2007, 16h, Estádio Olímpico)
O Grêmio perdeu o jogo para o São Paulo, no Morumbi, e encaminhou a perda da classificação para a Libertadores do ano que vem. Com muitos desfalques (p. ex., Tuta e Tcheco), o Grêmio precisava vencer, mas Mano escalou um time muito estranho, com William Magrão, Maylson e até Ramon. O São Paulo jogou motivado para tirar o Grêmio da Libertadores e assim ter um caminho mais pacífico na competição em 2008, e fez 2x0.
As esperanças ainda não estavam todas perdidas, pois uma combinação de resultados poderia favorecer o Grêmio: além de vencer, tínhamos de torcer por derrotas do Palmeiras e do Cruzeiro. Na penúltima rodada, o time de Mano bateu com tranqüilidade o América-RN por 3x0.
Para a última rodada, só a vitória interessava, e a isso deveriam ser agregadas derrotas do Palmeiras para o Atlético-MG e do Cruzeiro para o América-RN. Mas, em termos de Brasileirão 2007 o que mais importava era o fato de que o Grêmio enfrentaria o Corinthians, que precisava de uma vitória simples para escapar da 2.ª divisão. A maior emissora de TV do país não escondeu que estava torcendo para o Corinthians, e talvez não pudesse ser de outro modo - como serão transmitidos os jogos da série B para a (alegadamente) 2.ª maior torcida do Brasil? De outro lado, o Inter enfrentaria o Goiás, que precisava vencer em casa e torcer contra o Corinthians.
Nas últimas semanas só se falou em projeções para 2008: Odone deixaria a presidência para assumir a Grêmio Empreendimentos, falou-se que R. Vontobel seria o presidente do clube, Mano deixaria o clube, Vágner Mancini seria o técnico no seu lugar, alguns jogadores como Tcheco não renovariam, etc. Isso tudo porque a tarefa do Grêmio de classificar para a Libertadores 2007 era improvável.
Logo após o jogo contra o América-RN, Odone confirmou que Mano Menezes faria sua última partida como técnico do Grêmio contra o Corinthians. Para essa partida, decisiva para os paulistas, o Grêmio contaria com o retorno de Tcheco, Tuta e Eduardo Costa. Bustos acabou "se escalando" após boas participações em dois jogos das Eliminatórias pela Colômbia (marcou dois gols de falta nesses dois jogos).
Cheguei da praia 1h antes (e ao Estádio faltando uns 15min) do apito inicial. É fácil arranjar assento para uma só pessoa, e não demorei para encontrar um local o mais centralizado possível. A torcida do Corinthians, que causou alguma preocupação tendo em vista possível hostilidade dos paulistas caso a equipe fracassasse em Porto Alegre, acabou muito bem isolada dos gremistas, e os caras apoiaram sua equipe todo o tempo, e cantaram muito mais alto que a geral do Grêmio (nem parecia que tinha torcida gremista no Estádio).
O Grêmio foi pontual: ingressou em campo na hora prevista - 16h. O Corinthians demorou uns 10min, provavelmente para que o jogo começasse depois da partida do Goiás x Inter, e viabilizasse uma espécie de controle do resultado. Pouco antes da bola rolar, os jogadores gremistas se reuniram no meio do campo e demonstraram que estavam empenhados na vitória. Particularmente, acreditava que o Corinthians escaparia da segundona, seja por uma eventual aliviada do tricolor (afinal, nunca se sabe quando precisaremos de uma retribuição dos corinthianos), seja por uma aliviada da arbitragem, seja ainda por derrotas do Goiás e do Paraná.
Inexplicavelmente, Eduardo Costa ficou no banco. Mano escalou William Magrão e Ramon no meio-campo. Patrício e Bustos nas laterais (ao invés de Bustos e Pico). Pelo menos acertou na titularidade de Marcel no lugar de Tuta (o pior, no entanto, ainda estaria por vir nas alterações do invervalo).
Finalmente o jogo começou, e no primeiro ataque o Grêmio teve uma falta pelo lado esquerdo de ataque; Bustos cobrou a falta e Jonas fez o gol gremista. Foi um momento especial - não esperava que o Grêmio saísse na frente tão cedo e com essa facilidade. A torcida do Corinthians não mostrou abatimento e continuou apoiando.
Gol do Grêmio - Jonas
Mas ficou evidente que o time do Corinthians era muito fraco, e nessas condições a campanha medíocre não era desmerecida. Os paulistas, que precisavam do resultado e que saíram atrás no placar, não exerceram qualquer pressão, e os maiores perigos ao gol gremista foram decorrência das falhas nas saídas de bola de Marcelo Grohe. Só que imediatamente após as rádios anunciarem o gol do Goíás - e a torcida gritar o tradicional "ão-ão-ão-segunda divisão" - o Corinthians se aproveitou de uma daquelas bobeadas da defesa gremista.
Antes do jogo vi o prefeito e seu filho se posicionarem algumas filas na minha frente. No intervalo pude ouvir conhecidos conselheiros gremistas falando sobre vários assuntos que têm dominado o noticiário como a construção da Arena, a (eventual) sucessão presidencial, a divisão política dos conselheiros em uns 8 grupos, e o que me pareceu é que os caras pouco sabem sobre o projeto de construção da Arena (parecia uma conversa de gremistas anônimos, como o meu pai e eu, com todos os achismos possíveis, e não de pessoas que participam das reuniões no clube), são contrários à saída do Odone e têm tendência para preservar essa divisão política entre grupos que se detestam. E esse cenário de divisão é péssimo, e se o presidente não souber conduzir as coisas de forma a preservar os interesses do Grêmio, as chances de repetir uma temporada deplorável são grandes.
Na volta do intervalo, Mano se superou e mandou a campo Pico (no lugar de Bustos! e não de Patrício) e Sandro Goiano (e não Eduardo Costa) no lugar de Ramon. Como seria de se esperar, Bustos fez falta para as cobranças perto da área e Sandro Goiano não acertou nenhum passe (pelo contrário, o cara arma contra-ataques do adversário).
Mesmo jogando mal, o Grêmio perdeu chances, assim como no 1.º tempo. O Goiás virou para cima do Inter, e o 1x1 rebaixava o Corinthians. O jogo deu uma melhorada no final, com o Grêmio atacando com maior freqüência. Tuta entrou no lugar de Tcheco - o cara foi muito aplaudido, e beijou o escudo gremista na saída de campo (essa foi a despedida do controvertido meio-campista).
Quase ao final do tempo regulamentar resolvi ir embora, e no táxi ouvi o apito final e a confirmação da queda do Corinthians para a segunda divisão do ano que vem.
Vágner Mancini foi confirmado como técnico para 2008, e Odone não se posicionou ainda se deixará a presidência.
2007 foi um ano bom para o Grêmio, e serviu para dar uma lição: para disputar o Brasileirão é importante ter grupo qualificado. O Grêmio perdeu jogadores importantes no decorrer da competição, e nas rodadas finais não teve fôlego para conseguir os resultados. Se tivesse ganho do Atlético-MG ou do Figueirense em casa, teria obtido a pontuação para a Libertadores 2008. Não lamento a saída de Mano, pois realmente não há mais muito o que fazer após 3 temporadas intensas. Resta saber se Vágner Mancini é o cara que manterá o Grêmio disputando todos os títulos em 2008 (que será um ano de Copa do Brasil e Copa Sul-americana).
GRÊMIO 1x1 CORINTHIANS
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, Léo, William e Bustos (Anderson Pico); Willian Magrão, Ramon (Sandro Goiano), Tcheco (Tuta) e Diego Souza; Jonas e Marcel. Técnico: Mano Menezes.
CORINTHIANS: Felipe; Fábio Ferreira, Zelão, Betão, Carlos Alberto e Bruno Octávio (Arce); Moradei, Vampeta (Héverton), Éverton Ribeiro (Aílton), Lulinha e Clodoaldo. Técnico: Nelsinho Baptista.
Gols: Jonas, a 1 minuto, e Clodoaldo, aos 30, do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Jonas, Tcheco e Willian Magrão (G); Clodoaldo, Bruno Octávio, Zelão e Betão (C).
Cartões amarelos: Héverton (C).
Árbitro: Alício Pena Júnior (Fifa-MG), Aristeu Leonardo Tavares (Fifa-RJ) e Alessandro Rocha (Fifa-RJ)
CLASSIFICAÇÃO FINAL - BRASILEIRÃO 2007 Série A
1º São Paulo (SP) 77 23 36 67,5
2º Santos (SP) 62 19 10 54,4
3º Flamengo (RJ) 61 17 6 53,5
4º Fluminense (RJ) 61 16 18 53,5
5º Cruzeiro (MG) 60 18 15 52,6
6º Grêmio (RS) 58 17 1 50,9
7º Palmeiras (SP) 58 16 1 50,9
8º Atlético (MG) 55 15 12 48,2
9º Botafogo (RJ) 55 14 4 48,2
10º Vasco (RJ) 54 15 11 47,4
11º Inter (RS) 54 15 5 47,4
12º Atlético (PR) 54 14 1 47,4
13º Figueirense (SC) 53 14 1 46,5
14º Sport (PE) 51 14 -1 44,7
15º Náutico (PE) 49 14 3 43,0
16º Goiás (GO) 45 13 -13 39,5
17º Corinthians (SP) 44 10 -10 38,6
18º Juventude (RS) 41 11 -22 36,0
19º Paraná (PR) 41 11 -22 36,0
20º América (RN) 17 4 -56 14,9
As esperanças ainda não estavam todas perdidas, pois uma combinação de resultados poderia favorecer o Grêmio: além de vencer, tínhamos de torcer por derrotas do Palmeiras e do Cruzeiro. Na penúltima rodada, o time de Mano bateu com tranqüilidade o América-RN por 3x0.
Para a última rodada, só a vitória interessava, e a isso deveriam ser agregadas derrotas do Palmeiras para o Atlético-MG e do Cruzeiro para o América-RN. Mas, em termos de Brasileirão 2007 o que mais importava era o fato de que o Grêmio enfrentaria o Corinthians, que precisava de uma vitória simples para escapar da 2.ª divisão. A maior emissora de TV do país não escondeu que estava torcendo para o Corinthians, e talvez não pudesse ser de outro modo - como serão transmitidos os jogos da série B para a (alegadamente) 2.ª maior torcida do Brasil? De outro lado, o Inter enfrentaria o Goiás, que precisava vencer em casa e torcer contra o Corinthians.
Nas últimas semanas só se falou em projeções para 2008: Odone deixaria a presidência para assumir a Grêmio Empreendimentos, falou-se que R. Vontobel seria o presidente do clube, Mano deixaria o clube, Vágner Mancini seria o técnico no seu lugar, alguns jogadores como Tcheco não renovariam, etc. Isso tudo porque a tarefa do Grêmio de classificar para a Libertadores 2007 era improvável.
Logo após o jogo contra o América-RN, Odone confirmou que Mano Menezes faria sua última partida como técnico do Grêmio contra o Corinthians. Para essa partida, decisiva para os paulistas, o Grêmio contaria com o retorno de Tcheco, Tuta e Eduardo Costa. Bustos acabou "se escalando" após boas participações em dois jogos das Eliminatórias pela Colômbia (marcou dois gols de falta nesses dois jogos).
Cheguei da praia 1h antes (e ao Estádio faltando uns 15min) do apito inicial. É fácil arranjar assento para uma só pessoa, e não demorei para encontrar um local o mais centralizado possível. A torcida do Corinthians, que causou alguma preocupação tendo em vista possível hostilidade dos paulistas caso a equipe fracassasse em Porto Alegre, acabou muito bem isolada dos gremistas, e os caras apoiaram sua equipe todo o tempo, e cantaram muito mais alto que a geral do Grêmio (nem parecia que tinha torcida gremista no Estádio).
O Grêmio foi pontual: ingressou em campo na hora prevista - 16h. O Corinthians demorou uns 10min, provavelmente para que o jogo começasse depois da partida do Goiás x Inter, e viabilizasse uma espécie de controle do resultado. Pouco antes da bola rolar, os jogadores gremistas se reuniram no meio do campo e demonstraram que estavam empenhados na vitória. Particularmente, acreditava que o Corinthians escaparia da segundona, seja por uma eventual aliviada do tricolor (afinal, nunca se sabe quando precisaremos de uma retribuição dos corinthianos), seja por uma aliviada da arbitragem, seja ainda por derrotas do Goiás e do Paraná.
Inexplicavelmente, Eduardo Costa ficou no banco. Mano escalou William Magrão e Ramon no meio-campo. Patrício e Bustos nas laterais (ao invés de Bustos e Pico). Pelo menos acertou na titularidade de Marcel no lugar de Tuta (o pior, no entanto, ainda estaria por vir nas alterações do invervalo).
Finalmente o jogo começou, e no primeiro ataque o Grêmio teve uma falta pelo lado esquerdo de ataque; Bustos cobrou a falta e Jonas fez o gol gremista. Foi um momento especial - não esperava que o Grêmio saísse na frente tão cedo e com essa facilidade. A torcida do Corinthians não mostrou abatimento e continuou apoiando.
Gol do Grêmio - Jonas
Mas ficou evidente que o time do Corinthians era muito fraco, e nessas condições a campanha medíocre não era desmerecida. Os paulistas, que precisavam do resultado e que saíram atrás no placar, não exerceram qualquer pressão, e os maiores perigos ao gol gremista foram decorrência das falhas nas saídas de bola de Marcelo Grohe. Só que imediatamente após as rádios anunciarem o gol do Goíás - e a torcida gritar o tradicional "ão-ão-ão-segunda divisão" - o Corinthians se aproveitou de uma daquelas bobeadas da defesa gremista.
Antes do jogo vi o prefeito e seu filho se posicionarem algumas filas na minha frente. No intervalo pude ouvir conhecidos conselheiros gremistas falando sobre vários assuntos que têm dominado o noticiário como a construção da Arena, a (eventual) sucessão presidencial, a divisão política dos conselheiros em uns 8 grupos, e o que me pareceu é que os caras pouco sabem sobre o projeto de construção da Arena (parecia uma conversa de gremistas anônimos, como o meu pai e eu, com todos os achismos possíveis, e não de pessoas que participam das reuniões no clube), são contrários à saída do Odone e têm tendência para preservar essa divisão política entre grupos que se detestam. E esse cenário de divisão é péssimo, e se o presidente não souber conduzir as coisas de forma a preservar os interesses do Grêmio, as chances de repetir uma temporada deplorável são grandes.
Na volta do intervalo, Mano se superou e mandou a campo Pico (no lugar de Bustos! e não de Patrício) e Sandro Goiano (e não Eduardo Costa) no lugar de Ramon. Como seria de se esperar, Bustos fez falta para as cobranças perto da área e Sandro Goiano não acertou nenhum passe (pelo contrário, o cara arma contra-ataques do adversário).
Mesmo jogando mal, o Grêmio perdeu chances, assim como no 1.º tempo. O Goiás virou para cima do Inter, e o 1x1 rebaixava o Corinthians. O jogo deu uma melhorada no final, com o Grêmio atacando com maior freqüência. Tuta entrou no lugar de Tcheco - o cara foi muito aplaudido, e beijou o escudo gremista na saída de campo (essa foi a despedida do controvertido meio-campista).
Quase ao final do tempo regulamentar resolvi ir embora, e no táxi ouvi o apito final e a confirmação da queda do Corinthians para a segunda divisão do ano que vem.
Vágner Mancini foi confirmado como técnico para 2008, e Odone não se posicionou ainda se deixará a presidência.
2007 foi um ano bom para o Grêmio, e serviu para dar uma lição: para disputar o Brasileirão é importante ter grupo qualificado. O Grêmio perdeu jogadores importantes no decorrer da competição, e nas rodadas finais não teve fôlego para conseguir os resultados. Se tivesse ganho do Atlético-MG ou do Figueirense em casa, teria obtido a pontuação para a Libertadores 2008. Não lamento a saída de Mano, pois realmente não há mais muito o que fazer após 3 temporadas intensas. Resta saber se Vágner Mancini é o cara que manterá o Grêmio disputando todos os títulos em 2008 (que será um ano de Copa do Brasil e Copa Sul-americana).
GRÊMIO 1x1 CORINTHIANS
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, Léo, William e Bustos (Anderson Pico); Willian Magrão, Ramon (Sandro Goiano), Tcheco (Tuta) e Diego Souza; Jonas e Marcel. Técnico: Mano Menezes.
CORINTHIANS: Felipe; Fábio Ferreira, Zelão, Betão, Carlos Alberto e Bruno Octávio (Arce); Moradei, Vampeta (Héverton), Éverton Ribeiro (Aílton), Lulinha e Clodoaldo. Técnico: Nelsinho Baptista.
Gols: Jonas, a 1 minuto, e Clodoaldo, aos 30, do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Jonas, Tcheco e Willian Magrão (G); Clodoaldo, Bruno Octávio, Zelão e Betão (C).
Cartões amarelos: Héverton (C).
Árbitro: Alício Pena Júnior (Fifa-MG), Aristeu Leonardo Tavares (Fifa-RJ) e Alessandro Rocha (Fifa-RJ)
CLASSIFICAÇÃO FINAL - BRASILEIRÃO 2007 Série A
1º São Paulo (SP) 77 23 36 67,5
2º Santos (SP) 62 19 10 54,4
3º Flamengo (RJ) 61 17 6 53,5
4º Fluminense (RJ) 61 16 18 53,5
5º Cruzeiro (MG) 60 18 15 52,6
6º Grêmio (RS) 58 17 1 50,9
7º Palmeiras (SP) 58 16 1 50,9
8º Atlético (MG) 55 15 12 48,2
9º Botafogo (RJ) 55 14 4 48,2
10º Vasco (RJ) 54 15 11 47,4
11º Inter (RS) 54 15 5 47,4
12º Atlético (PR) 54 14 1 47,4
13º Figueirense (SC) 53 14 1 46,5
14º Sport (PE) 51 14 -1 44,7
15º Náutico (PE) 49 14 3 43,0
16º Goiás (GO) 45 13 -13 39,5
17º Corinthians (SP) 44 10 -10 38,6
18º Juventude (RS) 41 11 -22 36,0
19º Paraná (PR) 41 11 -22 36,0
20º América (RN) 17 4 -56 14,9
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